Posts de 26 de maio de 2012

Finalmente o Governo Federal reconheceu que as obras para a Copa estão com baixa execução, estão atrasadas e correm o risco de não ficarem prontas para as Copas(Confederações- 2013 e do Mundo-2014).

Apesar de reconhecer o atraso o Governo continua vendendo ilusões de que tudo ficará pronto, baseado em meros desejos os tais “wishful thinking”, sem apresentar as medidas concretas e objetivas para alcançar os objetivos. Apresentam a confiança de que os outros irão fazer o que é necessário.

Partem da concepção equivocada de que o Goveno tenha que se mostrar confiante e otimista para que a sociedade mantenha as esperanças. Segue os principios da “auto-ajuda” que só serve para vender livros e palestras e enriquecer os autores, mas não para mudar a realidade.

Pelo menos ainda é tempo para tomar medidas corretivas sem as esperadas ou programadas medidas emergenciais, que elevam substancialmente os custos.

Mas o que será necessário fazer para atender aos prazos? Há necessidade preliminar de categorizar os empreendimentos, considerando três grandes dimensões: o da gestão, os recursos financeiros e os técnicos, ou de engenharia.

As ações de engenharia só podem ser avaliadas tecnicamente, através de novas cronogramações, para as quais existem metodologias e instrumentos de pleno domínio pela engenharia brasileira. No sentido da transparência ao portal oficial deveria colocar à disposição da sociedade os cronogramas atualizados. As entidades técnicas como o CONFEA/CREA, o INSTITUTO DE ENGENHARIA, o SINAENCO e outros poderiam avaliar a consistência e viabilidade dos cronogramas. Um ponto crítico que vem sendo levantado é a qualidade do projeto.

O Governo não especifica o que seja a má qualidade, mas se for a má qualidade da solução, não haverá tempo para refazer o processo. Ou seja, se a qualidade estiver comprometida nos estudos de concepção, o empreendimento pode ser abandonado.

Se a má qualidade estiver no projeto básico será necessário identifiicar onde está o problema, para avliar se será necessário refazer o projeto ou se as falhas podem ser corrigidas no projeto executivo. Se houver necessidade de refazer, então dificilmente os empreendimentos ficarão prontos. O Governo não pode acusar a má qualidade dos projetos sem apontam onde estão as falhas.

Se os problemas estiverem nos projetos executivos poderá haver tempo para as correções sem comprometer o prazo final de entrega. O problema estará nos custos, portanto na dimensão econômico-financeira.

Se a avaliação de engenharia indicar ou demonstrar que é viável tecnicamente alcançar os marcos, o problema sera econômico-financeiro. Os empreendedores terão fôlego para tocar as obras? As situações serão diversas em função da natureza do empreendedor (se público ou privado) e as fontes de financiamento (da mesma forma público ou privado). Se o empreendor privado tiver fôlego financeiro, valendo-se apenas de recursos privados, poderá concluir a tempo as obras. Se depender de financiamento público, poderá incorrer nos problemas de gestão.

Os problemas de gestão são os mais críticos, envolvendo as novas contratações, os financiamentos, as restrições dos órgãos de controle e eventuais greves dos trabalhadores.

No caso dos empreendedores públicos qualquer nova contratação dependerá de licitação o que poderá inviabilizar os prazos. A Administração Pública será tentada a utilizar os mecanismos de emergência, mas ai corre o risco de contestações dos órgãos de controle, apoiados pela sociedade, que pode paralizar as obras e serviços.

Houve um erro de avaliação da FIFA e do Governo em torno do “país do futebol”. Acharam que a sociedade brasileira aceitaria tudo para sediar a Copa. Mas as manifestações públicas até agora demonstram o contrário.

Pode-se definir uma data limite para que os financiamentos do BNDES e da Caixa Economica sejam concretizados. Se não o forem os empreendedores poderão não ter fôlego para dar continuidade às obras.

Isso não envolve apenas os empreendedores estatais. O problema crítico está na arena do Corinthians que tem o menor nível de segurança jurídica. O fato é que o estádio não pode servir como garantia patrimonial, e as próprias receitas futuras podem estar sujeitas a bloqueios judiciais, em função das pendências. O empreendedor terá que financiar com recursos próprios a execução total da obra.

Diante desse quadro, as perguntas que não “querem se calar” seriam:

considerando o estágio atual das obras, essas poderiam ser concluidas a tempo para os eventos, do ponto de vista da engenharia?
estão assegurados os recursos para a “completação” dos empreendimentos, considerando todos os elementos, além da obra civil?
qual é o estado atual dos contratos de financiamento?
ainda haverá necessidade de novos contratos ou de aditivos aos contratos atuais? Em que prazos isso poderá ocorrer?

Quem estará apto a responder essas questões, seja no geral, como em cada uma das cidades.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

Por problemas técnicos este artigo não foi postado a tempo neste portal. Mas a regularidade semenal dos comentários está presente no blog Inteligência Estratégica – Jorge Hori, acessivel pelo link ao lado.

Há ainda uma grande preocupação com a construção dos estádios para a Copa 2014. Irão ficar prontos ou não? Ficarão dentro os orçamentos ou haverá estouros de verbas?

Mas para abrigar a Copa e fazer a “melhor de todos os tempos”, como alardeiam os panglossianos porta-vozes oficiais é preciso muito mais. Os quais deveriam ser objeto de um minucioso e seguro planejamento, o que parece não estar ocorrendo. Um dos pontos criticos é o atendimento dos espectadores que pretendem ir aos estádios, acompanhar os jogos.

É preciso, de um lado, caracterizar e segmentar os públicos, cada qual com as suas necessidades comuns e específicas. De outro os locais de atendimento.

Basicamente serão três públicos: o turista estrangeiro, o turista nacional e o público local.

O turista estrangeiro virá predominantmente em pacotes, com tudo programado: hoteis, translados, passeios, ingressos etc. Todo atendimento será dado pelas agências de turismo que os trouxerem. Mas é preciso considerar os “desgarrados” que serão minoria, mas precisarão ser adequadamente atendidos, em situações aflitivas ou até mesmo de pânico. Uma parte dos turistas, provavelmente pequena, será de independentes, fora dos pacotes mas com conhecimentos da cidade ou vinculos com pessoas locais. Sozinhos, não estarão inteiramente perdidos. Alguns até se movimentarão com o transporte coletivo, podendo estranhar a má qualidade dos serviços de ônibus. Para eles a solução será o taxi, nem sempre disponível.

Os turistas nacionais deverão ser, na maioria, independentes, fora dos pacotes, com escolhas pessoais sobre a movimentação, hospedagem e outras atividades. Não terão a barreira do idioma, mas uma parte poderá ficar perdida numa cidade que mal conhecem, principalmente nas grandes metrópoles, sem significativos marcos referenciais, como a orla marítima. Em São Paulo, a salvação é encontrar uma estação metro-ferroviária e dia se reorientar. Mas poderá estar longe de qualquer dessas.

Mesmo os locais podem precisar de orientações ou se perder, mas terão algumas referências locais para se situar.

A responsabilidade para estabelecer uma rede de orientação aos turistas será dos Municipios e dos Estados, podendo contar com o apoio federal. Um planejamento importante é preparar o conteúdo previamente e promover rapidamente a tradução e impressão, em função dos paises que irão jogar na cidade. A contratação prévia dos tradutores, principalmente os menos usuais poderá ser um dos principais apoios federais. A folhetagem deve ser prévia para dar suporte a campanhas de marketing nos paises selecionados.

A execução envolve incógnitas que somente serão superadas nas proximidades dos jogos: os paises selecionados e depois o sorteio para definir as chaves e os locais dos primeiros jogos. As novas incógnitas serão os que irão passar para as fases subsequentes. Os riscos da produção serão a carência ou o excesso. Os exercícios de probabilidade, com muita antecedência, serão confiáveis?

Com relação aos locais será preciso planejar o atendimento dentro dos estádios, no seu entorno, nos acessos e principais concentrações de origem (polo hoteleiro). Com as fan-fest haverá necessidade de cuidar dos públicos também nesses locais, que deverá receber predominantemente o público local, sendo um dos fatores críticos o estacionamento.

Há ainda uma grande preocupação com a construção dos estádios para a Copa 2014. Irão ficar prontos ou não? Ficarão dentro os orçamentos ou haverá estouros de verbas?

Mas para abrigar a Copa e fazer a “melhor de todos os tempos”, como alardeiam os panglossianos porta-vozes oficiais é preciso muito mais. Os quais deveriam ser objeto de um minucioso e seguro planejamento, o que parece não estar ocorrendo. Um dos pontos criticos é o atendimento dos espectadores que pretendem ir aos estádios, acompanhar os jogos.

É preciso, de um lado, caracterizar e segmentar os públicos, cada qual com as suas necessidades comuns e específicas. De outro os locais de atendimento.

Basicamente serão três públicos: o turista estrangeiro, o turista nacional e o público local.

O turista estrangeiro virá predominantmente em pacotes, com tudo programado: hoteis, translados, passeios, ingressos etc. Todo atendimento será dado pelas agências de turismo que os trouxerem. Mas é preciso considerar os “desgarrados” que serão minoria, mas precisarão ser adequadamente atendidos, em situações aflitivas ou até mesmo de pânico. Uma parte dos turistas, provavelmente pequena, será de independentes, fora dos pacotes mas com conhecimentos da cidade ou vinculos com pessoas locais. Sozinhos, não estarão inteiramente perdidos. Alguns até se movimentarão com o transporte coletivo, podendo estranhar a má qualidade dos serviços de ônibus. Para eles a solução será o taxi, nem sempre disponível.

Os turistas nacionais deverão ser, na maioria, independentes, fora dos pacotes, com escolhas pessoais sobre a movimentação, hospedagem e outras atividades. Não terão a barreira do idioma, mas uma parte poderá ficar perdida numa cidade que mal conhecem, principalmente nas grandes metrópoles, sem significativos marcos referenciais, como a orla marítima. Em São Paulo, a salvação é encontrar uma estação metro-ferroviária e dia se reorientar. Mas poderá estar longe de qualquer dessas.

Mesmo os locais podem precisar de orientações ou se perder, mas terão algumas referências locais para se situar.

A responsabilidade para estabelecer uma rede de orientação aos turistas será dos Municipios e dos Estados, podendo contar com o apoio federal. Um planejamento importante é preparar o conteúdo previamente e promover rapidamente a tradução e impressão, em função dos paises que irão jogar na cidade. A contratação prévia dos tradutores, principalmente os menos usuais poderá ser um dos principais apoios federais. A folhetagem deve ser prévia para dar suporte a campanhas de marketing nos paises selecionados.

A execução envolve incógnitas que somente serão superadas nas proximidades dos jogos: os paises selecionados e depois o sorteio para definir as chaves e os locais dos primeiros jogos. As novas incógnitas serão os que irão passar para as fases subsequentes. Os riscos da produção serão a carência ou o excesso. Os exercícios de probabilidade, com muita antecedência, serão confiáveis?

Com relação aos locais será preciso planejar o atendimento dentro dos estádios, no seu entorno, nos acessos e principais concentrações de origem (polo hoteleiro). Com as fan-fest haverá necessidade de cuidar dos públicos também nesses locais, que deverá receber predominantemente o público local, sendo um dos fatores críticos o estacionamento.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

A expressão “vitória de Pirro”, é uma metáfora para descrever uma vitória, obtida com tanto sacrifício, que seria melhor não ter conquistada.

Essa metáfora me veio à lembrança para caracterizar o esforço de Salvador e da Bahia em sediar a Copa das Confederações, supostamente já conquistada com as notícias de hoje da FIFA. Seria ainda agraciada como sede do sorteio das chaves da Copa das Confederações. Valerá a pena o sacrifício, os custos?

A Copa do Mundo, antecedida pela Copa das Confederações mexe com os brios da sociedade local e alguns acham que vale qualquer sacrificio para sediar os jogos e poder mostrar a cidade para o Mundo.

Mas é ai “que mora o perigo”. Mostrar o que? vitrine ou vidraça?

Uma avaliação pessoal me indica que “vitória de Pirro” não seria a metáfora mais indicada, pois poderia ser uma vitória que se transforma numa derrota. Por que isso?

A Copa do Mundo é o maior evento midiático da humanidade, acompanhada por bilhões de espectadores e que faz com que o país e as cidades-sede sejam mundialmente conhecidas. Mas o serão pelas suas vitrines como pela suas vidraças.

Durante a Copa do Mundo serão adotadas medidas excepcionais que poderão esconder vitrines. Uma delas é o trânsito. Então serão decretadas férias escolares antecipadas, reduzindo substancialmente a movimentação urbana, os turistas poderão contar com vans e ônibus espececiais, precedidas de batedores, principalmente se levando jogadores e mídia. Antes da Copa os Governos promoverão uma ampla faxina, para mostrar uma cidade limpa, até mesmo transferindo a pobreza. A mídia internacional será induzida a ver uma cidade diferente do cotidiano.

Já na Copa das Confederações, que serve de teste, não haverá tais excepcionalidades. E a mídia internacional terá que conviver com a cidade real.

As Copas serão realizadas nos meses de junho e julho, ooincidindo com o inverno – no linguajar nordestino – quando chove.

A Bahia com sol, parece esconder as suas mazelas. O calor, as praias, o mar verde-azulado, as baianas, criam uma atmosfera mágica. A Bahia ensolarada é “fora de série” e quem já desfrutou dessa maravlha quer voltar sempre.

Mas a Bahia com chuva é outra coisa, chega quase ao insuportável. Não há o céu azul, o mar não tem brilho e as pessoas encapotadas não se mostram.

A cidade fica suja, com acúmulo de lixo e alagamentos. Andar a pé é dificil. Mas de carro não se anda. Não se consegue chegar ao locais, porque o trânsito não deixa, tamanhos congestionamentos.

Nos três ultimos dia que passei em Salvador, com chuva, foi a primeira vez que tive vontade de antecipar o retorno e não postecipar, como as outras vezes.

Essa será a cidade que a mídia internacional verá em 2013. Na Copa das Confederações o público dos jogos será predominantemente nacional. Haverá poucos turistas internacionais, a menos dos fanáticos por futebol e pela sua seleção nacional. Os turistas internacionais serão das delegações esportivas e da mídia internacional. Essa irá transmitir ao mundo a sua visão do país e da cidade.

A transmissão de uma imagem negativa, durante a Copa das Confederações, mais das vidraças do que das vitrines poderá afetar o fluxo de turistas para a Copa. Isso ocorreu na África do Sul, levando a muitos cancelamentos de pacotes anteriormente vendidos e à ociosidade da rede hoteleira em algumas das cidades.

Ou seja a vitória, com a conquista da Copa das Confederações, poderá se transformar em derrota para a Copa 2014.

Conquistado o direito de sediar jogos da Copa das Confederações, os Governos terão que esmerar na demonstração das vitrines e superar as vidraças. Tem que dar um tratamento igual ou melhor que para a Copa. Uma das primeiras providências é promover a antecipação das férias escolares.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

 Copa 2014 na Espanha!!!

5 de maio de 2012 por jorge | Economia da Copa

O Brasil, aparentemente não está sabendo aproveitar a oportunidade histórica que é sediar a Copa 2014. Apesar dos alertas o Governo, tampouco a sociedade brasileira estariam percebendo a oportunidade que poderá ser perdida.

Então para reflexão e ação levanto uma hipótese – inteiramente teórica – mas que pode ajudar a perceber melhor a oportunidade: transferir a Copa 2014 para a Espanha.
Por que para a Espanha? Porque esse país, juntamente com a Grécia e Portugal, é o que está em situação econômica mais dificil, com estagnação e desemprego. Entre os três paises, a Espanha é o que tem o maior potencial futebolistico, além da bem sucedida experiência com as Olimpiadas de Barcelona, em 92, enquanto a Grécia amarga o fracasso com as suas Olimpiadas em 2004, provavelmente uma das origens da sua crise.

A Copa 204 na Espanha poderia ser a saída para a crise européia.

Saberia a Espanha aproveitar melhor a oportunidade que o Brasil estaria desperdiçando?

Para sediar a Copa a Espanha teria que investir em novos estádios, digamos oito, em vez das doze que estão sendo constuidas no Brasil, assim como em investimentos em mobilidade urbana, aeroportos e outros setores de infraestrutura.

Com isso estariam (re)ativando a sua construção civil e melhorando os níveis de emprego. atualmente muito baixos.

Mas cabe indagar, de onde viriam os recursos para esses investimentos? Seria do já combalido Estado espanhol? Ai se pergunta se seria a melhor aplicação desses recursos públicos nesse momento? Seriam os de maior retorno, ou investimentos em elefantes brancos, deixando como legados apenas mais dívidas? Como teria ocorridos com a Grécia com as suas Olipiadas?

Poderia se supor que houvesse uma interesse de capitais de outros paises da própria comunidade européia em investir nesses estádios espanhois, aumentando – momentaneamente – a capacidade de investimento da economia espanhola.

No Brasil os estádios estão sendo todos construidos com recursos internos notadamente públicos. A maioria é financiada com recursos dos respectivos Tesouros Estaduais, com complementação de recursos providos pelo BNDES, que por sua vez é suprido por recursos doTesouro Nac ional.

Os empreendimentos privados no formato de PPPs tem parte de recursos p´róprios dos empreededores, sendo também complementados por recursos do BNDES. Não consta que nenhum dos empreendedores tenha recorrido a capitais estrangeiros. Resulta afinal que a maior parte, quase totalidade dos recursos para a construção dos estádios provêm do Tesouro Nacional, complementado por recursos públicos estaduais.

É evidente que a construção dos estádios movimenta toda cadeia produtiva da construção civil e gera múltiplos empregos. Mas seria de se indagar se os mesmos recursos públicos fossem aplicado em obras de mobilidade urbana ou de saneamento não teria o mesmo impacto de curto prazo, porém com melhores perspectivas de médio e longo prazos? Os investimentos na infraestyrutura melhoram a capacidade de atendimento às demandas, zumentariam a produçção dos serviços, com reflexo no PIB. Já allguns dos estádios irão se tornar “elefantes brancos” ociosos e sem aumentar a produção e o produto nacional. O que provavelmente não ocorreria na Espanha. Os novos estádios ou o aumento da capacidade dos atuais abrigaria maiores públicos, maior arrecadação, vale dizer maior produção de serviços. Um jogo de futebol digniica a produção de um serviço de entretenimento, de alto valor, que – no conjunto tem influência significativa no PIB.

Assim sendo, o que o Brasil não estaria fazendo o que a Espanha faria, para aproveitar melhor a oportunidade de sediar uma Copa do Mundo? Ou o que estaria fazendo de errado?

Em relação aos estádios não deveria estar constuindo 12 estádios, dentro dos quais 9 estatais e mesmo os privados, com recursos predominantemente do BNDES.

Lula, quando o Brasil foi anunciado como sede da Copa 2014 afirmou que não haveria recursos públicos para os estádios, mas não criou condições para que a iniciativa privada buscasse recursos privados, nacionais e internacionais para financiar a construção.

O que deveria ter sido feito? Além das três cidades com estádios de clubes, deveria ter apoiado um dos clubes do Recife, eventualmente os de Florianópolis para reformarem e ampliarem os seus estádios. No Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza e Salvador a alternativa seria a privatização dos estádios estaduais, para um dos principais clubes ou para um consórcio delas. O mesmo modelo poderia ser adotado em Goiania e em Belém. Nesse modelo, estritamente privatista, a conformação das cidades seria inteiramente diversa da que prevaleceu. Manaus, Cuiabá e Brasília, que tem baixo potencial fetbolístico estariam fora. Dariam espaço para Belém, Goiania e eventualmente Florianópolis. Natal poderia permanecer dependo do interesse dos investidores.

A racionalidade econômica, no entanto, foi superada pela lógica política, e agora pouco mais de um ano da realização da Copa das Confederações e dois da Copa, com doze estádios em construção a situação é irrevesrsível e a hipótese da transferência para a Espanha apenas um exercicio teórico.

O que pode ser feito com essa situação? Seguir com a construção dos estádios, mas eventualmente não completá-las, por exemplo, com a cobertura, naqueles que receberão apenas 4 jogos. Não pagar a mais por uma aceleração desnecessária. Excluir de pronto, o Maracanã da Copa das Confederações, deixando tempo para a sua conclusão para a Copa.

Buscar parcerias com empresas internacionais orgnizadoras de eventos para a transformação dos estádios em arenas multiuso, com o investimento desssas empresas para o equipamento das arenas.

Na construção dos estádios há capacidade nacional e o ingresso de capitais estrangeiros poderia deslocar as empresas nacionais, como ocorreu na África do Sul. Já para a organização de eventos internacionais a caoacidade nacional precisa ser complementada com a internacional e nesse caso deve vir com tecnologia e capital.

A Copa do Mundo de Futebol no Brasil não será apenas uma oportunidade para desenvolver o seu futebol, embora isso possa ser feito e vamos comentar em outra oportunidade. Deve também ser uma grande oportunidade para desenvolver o setor de entretenimento, tranformando-o numa grande fonte de trabalho e renda.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.