STADIUM RIO

3 de dezembro de 2010 por artur | Gramados Esportivos, Sem categoria

ENGENHAO lotado
Após um ano muito conturbado, com a Copa2010 e o fechamento do Maracanã para reformas da Copa2014, o Gramado do STADIUM RIO (Estádio Olímpico João Havelange) teve uma grande sobrecarga de uso, o que levou a um desgaste do campo e a muitas crìticas.

O BOTAFOGO de Futebol e Regatas, administrador do Estádio, investiu pesado, contratando Consultoria Especializada e, em tempo exíguo, recuperou o gramado do Estádio em epígrafe. Essa recuperação foi obeservada pela mídia esportiva e pelos atletas que anteriormente criticaram as condições do campo.

No jogo final, deste domingo, 05 de dezembro entre Fluminense x Guarani, todo o Brasil poderá ver um palco verde à altura do Futebol Nacional, porque o jogo será transmitido ao vivo.

Foi fundamental para a recuperação do gramado, o investimento do Botafogo, a Consultoria Técnica do Eng Agr. Artur Melo e a execução física dos trabalhos, da Greenleaf.

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A evolução nos gramados esportivos nacionais, vem ocorrendo ao longo das duas últimas décadas, paulatinamente. É inegável, apesar de tudo, que os jogadores de hoje treinam e jogam em campos melhores que os que Zico e Rivelino jogaram…

Isso se dá, entre outros motivos, porque uma série de bons profissionais (Engs Agrônomos) se dedicou à área de Gramados Esportivos, com afinco, e também, porque, no último ano, nós profissionais da área, ganhamos mais armas para lutar.

Ocorre que em Set/2009, o COL lançou suas Recomendações Técnicas para Gramados de CTs e Estádios da Copa2014. Neste documento, o COL adota uma série de normas já usadas pelos bons profissionais e empresas que atuam na área de Gramados Esportivos, que porém, eram deixadas de lado pela maioria dos gestores de Clubes/Estádios, com a desculpa que eram “normas para Golf e não para futebol“, e que “oneravam muito os custos de construção e manutenção“.

Ao oficializar, dentro de suas Recomendações Técnicas, boa parte das recomendações da USGA (Associassão de Golf do Estados Unidos da América) o COL corrobora a prática dos bons profissionais e afasta hábitos arraigados e errados que ainda eram usados com a leniência de gestores de Estádios/Clubes, de emissoras de TV (que pagavam os direitos de arena, mas não exigiam bons palcos) bem como de sindicatos de atletas e treinadores.

Enfim, as Instituições do Futebol (Federações, Sindicatos, Clubes, Gestores de Estádios, TVs, etc) , por muitas décadas não deram a devida importância aos campos de jogo. Mas os ventos começaram a mudar e vários profissionais (Técnicos e jogadores), Sindicatos, Clubes e Jornalistas, vem fazendo ações proativas no sentido de criticar os maus gramados e elogiar os que propiciam boas condições de jogo. Coincidentemente, ou não, neste ano, depois de divulgadas a recomendações do COL, de se ver os problemas nos gramados da Copa2010, bem como, com a volta de técnicos e jogadores brasileiros que aturam na Europa, o assunto Gramados virou pivô nos noticiários esportivos.

Muitas críticas, algumas até despropositadas, foram feitas ao longo deste ano. Outras, no entanto, pertinentes ajudaram a abrir os olhos do Futebol para a necessidade de se apressar as melhorias neste segmento, que acabou sendo esquecido pelo Estatuto do Torcedor, como se não fosse parte do Espetáculo, na realidade, é seu palco.

Mas, todo esse processo, às vezes penoso, foi necessário para se criar a cultura dos bons gramados, em CTs e Estádios, como forma de valorizar o espetáculo e propiciar às Comissões Técnicas e Atletas, boas condições de trabalho.

É um lento despertar, para que se tenha uma cultura de bons gramados, pois estes, afinal de contas, são insumo básico de trabalho para comissões técnicas e atletas nos CTs, além de ser o palco verde do espetáculo, nos Estádios.

Gal Severiano

Mais de 15 anos depois de sua inauguração, o campo de treino de Gal. Severiano (foto, em 1995 e 2010), do Botafofo de Futebol e Regatas, encontra-se em ótimas condições de uso. Este foi o primeiro campo de futebol do mundo inteiramente construído em cima de um shopping center (antigo Off Price e atual Plaza Shopping), e foi também o primeiro campo que eu construí, àquela época vinculado à Greenleaf.

Isso dá a exata medida da durabilidade de um gramado esportivos natural, quando bem construído e bem mantido.

O gramado artificial (ou sintético), apesar da maior capacidade de suporte de pisoteio , tem uma garantia média de três anos.

os gramados naturais, se bem mantidos, podem estar em boas condições por décadas.

Além disso, o gramado natural, quando projetado e mantido por profissional responsável, contribui para a sustentabilidade. Os técnicos conscientes, ao projetarem um estádio, bem como seu campo, têm de ter a temática da sustentabilidade como norteador de seus projetos.

Em termos dos gramados, além da consciência ecológica, por questões de legislação e econômicas, há muito que pensamos dessa forma, usando o mínimo possível de fertilizantes químicos, reutilizando água da drenagem para a irrigação, usando água de chuva coletada nas coberturas dos estádios na irrigação, usando irrigação automatizada para obter maior eficiência na aplicação da lâmina, restringindo o uso de agroquímicos, usando motores elétricos de alta eficiência nas moto bombas, utilizando máquinas de corte de baixo consumo de combustíveis, de lubrificantes e de baixa emissão de poluentes etc.

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O Estádio Mário Filho (Maracanã), recentemente reformado para o PAN2007, entra novamente em reforma, quebrando o anel inferior, onde era antiga geral e onde, justamente, ocorreu a última reforma

Ou seja, para o PAN2007, a área onde era a Geral, foi reformada, para que o público pudesse ficar confortavelmente sentado, enquanto assite o espetáculo. O campo de jogo, teve sua cota rebaixada em cerca de 1,5m, para atender essa demanda do Comitê do PAN2007. Até aí, tudo correto!

Mas, é justamente essa área, recém reformada, por onde começa a nova intervenção (Foto – Genilson Araújo – Globo.com).

Claro que adaptações tem de ser feitas para adequar o Estádio às demandas da final de uma Copa do Mundo FIFA!

Porém, quebrar o que foi recém reformado causa espécie, principalmente porque se trata de obra recém executada (2005 a 2006), justamente para adequar o Maracanã a competições internacionais, como o Torneio de Futebol dos Jogos Panamericanos de 2007.

E o gasto de dinheiro, registre-se, dinheiro público, deveria ser mais fiscalizado, e ter projetos adequados e cuidadosos para evitar que num curtíssimo espaço de tempo haja necessidade de nova adequação.

O campo de jogo também deverá ser reformado, melhorando o sistema de macro-drenagem: a drenagem do campo para o fosso funciona a contento, porém, deste para fora do Estádio, por vezes entra em colapso e há refluxo de água para o campo.
Além da drenagem, a grama em si deve de ser trocada, em função do excesso de uso, bem como da aparência manchada (diversas manchas de coloração diferentes), provavelmente oriunda de mutação varietal.

 GOLF 2016

17 de agosto de 2010 por artur | Gramados Esportivos, Sem categoria

Golfe 2016: Itanhangá pode receber competições internacionais
Visita de executivos do PGA Tour mostra interesse da entidade nos eventos pré-olímpicos:
Ty Votaw, executivo da Federação Internacional de Golfe (IGF, na sigla em inglês) e vice-presidente para assuntos internacionais do PGA Tour, voltou ao Rio de Janeiro, na última semana, para mais uma visita ao campo do Itanhangá Golf Club. Desta vez, ele se fez acompanhar de Stephen Wenzloff, designer e responsável pela preparação dos campos do PGA Tour, e por Richard Brogan, responsável pelo marketing da mesma entidade.

Com as definições sobre o campo olímpico pendentes da posse do novo responsável pela escolha do local na IGF – o australiano Antony Scanlon, que só assume o cargo em 1º de novembro – o objetivo da visita foi avaliar o Itanhangá para as competições internacionais pré-olímpicas, que o PGA Tour pretende trazer para o Brasil. Entre elas estão os torneios do novo PGA Tour das Américas, que passaria a ser um circuito de acesso ao Nationwide Tour, além de competições do próprio Nationwide, que por sua vez é o circuito de acesso ao PGA Tour.

Inspeção – Votaw, Wenzloff e Brogan foram recepcionados pelo presidente do Itanhangá, Arthur Porto Pires Jr, e por uma comitiva do clube formada por Antônio Lins (capitão de golfe), Estélio Zen (diretor de campo), Mário Gibson (colaborador e associado) e Nico Barcellos (head pro). A inspeção durou mais de quatro horas, com a absorção de dados que servirão de base para as futuras escolhas da entidade.

Ao final, o presidente do Gávea e também executivo do Comitê Olímpico Brasileiro, Antônio do Nascimento Brito, encarregado da escolha do local do campo olímpico pelo Brasil, juntou-se ao grupo em um almoço oferecido pelo Itanhangá. Os executivos não pouparam elogios às excelentes condições do percurso do Itanhangá, reforçando os comentários da primeira visita em janeiro, que também teve a presença de Ty Votaw.

CRÉDITO
http://www.golfe.esp.br/?s=noticias&id=1451

CHIVAS x INTER
O Jogo Chivas x Inter, pela final da LIBERTADORES, será realizado no novíssimo Estádio Omnilife, no México (Guadalajara).

Este Estádio, foi recém inaugurado numa partida entre Chivas e Manchester United. E o Chivas ganhou!!!

O Internacional fez o reconhecimento do gramado e sentiu o mesmo problema de adaptação que o Manchester, ao gramado.

Trata-se de um gramado sintético, segundo os jogadores, de “borracha e plástico“, onde a bola é mais rápida, mais viva e, de quebra, no contato com a pele (carrinho) queima. . .

O próprio Celso Roth, Técnico do Inter, disse à Rede Globo: – “O que a gente estranha é que uma final de Libertadores tenha uma situação em que o Internacional não está acostumado e nem o time da casa, o dono do estádio. Ele também não está acostumado. Fez um jogo amistoso aqui, contra o Manchester, mas também não treina aqui. É essa a circunstância. O tamanho disso como problema eu não sei mensurar. Só sei que não vai ser normal. Isso não vai ser. . .”

É fato que a tecnologia dos gramados esportivos sintéticos ainda não evoluiu o sificiente, para que estes possam concorrer com bons gramados naturais; vários também, são os estudos médicos que ligam os gramados sintéticos ao aumento de contusões. Os elevados custos da grama sintética também não ajudam. Apesar de toda essa resistência aos sintéticos, porém, o uso destes tende a aumentar, principalmente em Centros de Treinamento, onde haverá a opção de treino “indor”.

Motagem Barradao
Já, há vários anos, vimos afirmando a necessidade da profissionalização da área de Gramados Esportivos no Brasil, para que Gestores de Estádios, CTs e Clubes, tenham condições de tomar decisões acertadas quanto aos palcos verdes que administram.

Temos esta semana a decisão da COPA DO BRASIL, no Barradão, entre Vitória e Santos.

Infelizmente, o palco deste grande espetáculo não está à altura do mesmo. O gramado do Barradão, que deveria propiciar às duas equipes boas condições de jogo, encontra-se danificado, em função de uso sob chuvas intensas, conjugado a crônico problema de drenagem do campo.

Temos que, de uma vez por todas, incutir na Cultura do Futebol, de seus Dirigentes e Profissionais (comissões técnicas e atletas), a informação que, se o Estádio é o teatro, o campo é o palco do ESPETÁCULO. Ou seja, não há condições de se realizar uma boa partida de futebol, se o campo não tiver sido bem projetado, bem construído e bem mantido. O mesmo se dá nos CTs, onde os atletas precisam de boas condições de trabalho.

Claro que o campo é o mesmo para as duas equipes, e portanto não serve de desculpa para o mau resultado de qualquer uma delas. A equipe mais técnica, de maior qualidade de toque de bola, será a mais prejudicada. Mas sendo o mesmo campo para ambas, vencerá a que for mais competente diante das condições isonômicas, boas ou más, do campo. Porém, o campo deveria proporcionar a todos os envolvidos, condições de executar um bom Espetáculo para o público, presente ou pela TV. Afinal, este é o objetivo final do jogo (dar o espetáculo às torcidas).

Ficamos na torcida, para que não chova e que o gramado não atrapalhe muito esta grande final. . .

CAP
Tenho recebido inúmeras perguntas em relação aos motivos de não encontrarmos muitos gramados artificiais no Brasil e no Mundo. Para ilustrar a dimensão da recusa a esse tipo de gramado, vou citar um caso recente. Durante a pré-temporada europeia 2009, o Real Madrid foi ao Canadá enfrentar o Toronto Futebol Clube em amistoso. E o estádio BMO Field, com gramado sintético, foi coberto por um piso “de grama de verdade” apenas para este jogo por exigência do clube madrilenho. A justificativa: Kaká, Cristiano Ronaldo e companhia não podiam “correr riscos”. A operação custou US$ 250 mil. Depois da partida, a grama natural foi retirada e doada para escolas de Toronto.

É fato que jogadores, técnicos, médicos e dirigentes apresentam reservas ao gramado artificial. Segundo os jogadores, o piso é muito duro, o quique da bola é diferente, a movimentação mais difícil, e o atrito da pele com a fibra sintética (nylon, polyester etc.) provoca queimaduras.

Técnicos, preparadores físicos e médicos alardeiam o aumento das contusões atribuído ao piso mais duro do gramado sintético. Além disso, os dirigentes que, via de regra, são avessos a grandes investimentos em infraestrutura de centros de treinamentos e gramados, reclamam do custo da grama sintética.

Todos esses fatores, conjugados à natural resistência humana a aceitar mudanças, têm inviabilizado uma maior difusão dos gramados sintéticos, mesmo em situações em que impedimentos climáticos tornariam mais lógico o seu uso.

Não há, de fato, registro de partidas oficiais importantes (Copas do Mundo) em estádios com gramados artificiais. Nem mesmo a Copa de 1994, nos EUA, país de grande difusão dos gramados artificiais, teve jogos nesse tipo de piso.

Custos / durabilidade
Analisando puramente o custo do item grama, o gramado natural é mais barato que o artificial. No modelo mais caro de plantio (tapetes ou rolos), o gramado natural custa, em média, seis reais o metro quadrado. Este valor cai se os sistema de plugs ou sprigs foram utilizados para o plantio. Já o gramado sintético, de qualidade, dificilmente custará menos de trinta reais o metro quadrado.

A durabilidade de um gramado natural bem construído e mantido é indefinida. Não é exagero falarmos de dez, 20 ou mesmo 30 anos de vida útil. Já o gramado sintético tem uma garantia média dos fabricantes de três a cinco anos, quando deve ser trocado. Claro que o gramado natural tem custo de manutenção. . .

No entanto, isso não significa que o gramado natural seja, necessariamente, superior ao artificial, que leva vantagem em pelo menos dois quesitos: capacidade de suporte de pisoteio e viabilidade em condições climáticas ou de iluminação adversas.

Além disso, a evolução de qualidade dos gramados artificiais tem sido enorme nos últimos dez anos. Com o passar do tempo é provável que ganhem cada vez mais espaço – primeiramente nos centros de treinamento (CTs) e em estádios com impedimentos ao gramado natural.

Gramados híbridos
Extrapolando um pouco a análise, temos ainda os gramados híbridos, que, na verdade, são gramados naturais com um certo percentual de fibra sintética (de até 7% – limite estabelecido junto com as federações internacional e europeia).

Os híbridos já são usados nos EUA e na Europa, onde o caso mais emblemático é o do inglês Emirates Stadium. A custo menor que o do gramado artificial, este novo tipo de gramado promete grandes vantagens: quique da bola igual ao do gramado natural, aumento do suporte de pisoteio em até 5 vezes, maior resistência a condições climáticas e de iluminação adversas, redução de ocorrência de áreas carecas, além de outras.

Mas há também desvantagens. Os híbridos são muito mais caros e não facilitam algumas operações importantes de manutenção.

Tudo isso promove a franca preferência pelos gramados naturais no mundo inteiro. No entanto, cada estádio é um estádio, e os operadores devem avaliar suas opções na tênue linha entre o tecnicamente adequado e o economicamente viável.

 CREAs e a COPA2014

20 de julho de 2010 por artur | Gramados Esportivos, Sem categoria

CREAS
É de fundamental importância a atuação do sistema CONFEA/CREAs nas obras da Copa 2014. Em todas as áreas onde houver profissionais do sistema, os Conselhos devem fiscalizar e exigir ART, de cada especialidade profissional.

Nos Gramados Esportivos, para CTs e Estádios, não deve ser diferente. Tem de haver, desde a fase de projetos, passando pela execução e manutenção dos palcos verdes, a ART registrada por profissional competente para atuar na área (ENG AGRÔNOMO), com expertise na área.

Ainda há muitos gramados, País afora, sem responsável técnico de manutenção. Ao mesmo tempo, outros profissionais do sistema acabam atuando na área de gramados esportivos, sem ter atribuição para tal. E, ainda, há muitos leigos e práticos, sem formação para atuar na área, fazendo serviços que levam a problemas e insucessos, nos campos de futebol e golf.

No sentido de alertar o mercado a AEARJ e o CREA-RJ, realizaram o primeiro Curso Intensivo de Gramados Esportivos, realizado na EMBRAPA, em junho deste ano. Conscientizar e formar profissionais, que possam ter a competência para atuar em Gramados Esportivos, foi também um objetivo do Curso, plenamente alcançado.

Além disso, ocorre intensa movimentação dos profissionais e do sistema CONFEA/CREAs, em função do exposto, inclusive com matérias publicadas em revistas dos respectivos Conselhos Regionais (foto – Revista CREA-RJ e CREA-RS).

A multidisciplinaridade deve estar presente nos projetos de Estádios e CTs. Não há como fazer um bom projeto nessa área, sem a presença do profissional de Arquitetura e das especialidades da Engenharia (Agronômica, Civil, Elétrica, etc).

 Arquitetura de ESTÁDIOS

15 de julho de 2010 por artur | Gramados Esportivos, Sem categoria

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Muita Plasticidade e pouca praticidade, esta tem sido a lógica dos Arquitetos mundo afora, ao projetarem Estádios de Futebol.

Por diversas vezes, tenho debatido sobre o tema, dos problemas de sombreamento causados pela moderna arquitetura de Estádios, tanto na Europa, como no novo mundo.

Caso clássico é o valorado Arq. Tomás Taveira, autor, entre outros, do Estádio José de Alvalade, para a EuroCopa2004, que visitei este ano (foto). Estádio nota 10, em termos de plasticidade, uso de estacionamentos, solução de uso comercial (como Shopping), cadeiras coloridas dando a impressão de ter sempre bom público, entre outras soluções interessantes.

Porém, o gramado, ou relvado, foi deixado de lado, pois a cobertura não permite a entrada de luz necessária para o bom desenvolvimento do gramado. O renomado Arquiteto, que também é autor do projeto da Nova Arena do Palmeiras, aliás, bem parecida com o Estádio José de Alvalade, tem sido muito questionado quanto a esse tema, tendo sido entrevistado pelo Jornal Correio da Manhã, de Lisboa.

Segue a transcrição da matéria: Tomás Taveira, responsável pela concepção do Estádio José Alvalade, rejeita qualquer responsabilidade sobre o actual mau estado da relva do recinto leonino. “Não percebo nada de relvados“, respondeu de forma irónica ao CM o arquitecto.”

Além disso, continua a reportagem: “Sobre eventuais erros na concepção da infra-estrutura que inibem o normal crescimento da relva, nem uma palavra.
Outros especialistas em arquitectura garantem ao CM que esta situação era perfeitamente previsível, quer pela pouca exposição ao sol, quer aos ventos, essenciais para o crescimento dos relvados.
Os estádios modernos têm estes constrangimentos. A tendência de cobrir cada vez mais o estádio de futebol está a trazer para a agenda do futebol internacional os tapetes artificiais – cada vez mais usuais nos países de Leste. Os responsáveis leoninos estão cientes desse problema, embora tudo façam para evitar a substituição do relvado. Após as críticas de Paulo Bento sobre o tapete de Alvalade uma fonte do Sporting disse à Lusa que o problema se devia “à má concepção do Estádio“.

Note bem, caro leitor, que em nenhum momento afirmo que a Nova Arena do Palmeiras sofrerá dos mesmos problemas do Alvalade. Faço apenas a análise do Estádio que visitei in locco (Alvalade) e transcrevo a reportagem do Jornal Correio da Manhã.

O que afirmo é que, na elaboração de projeto de um Estádio, há a necessidade de uma equipe multidisciplinar e de uma compatibilização de projetos, para evitar problemas futuros, com que o Estádio conviverá, onerando custos de manutenção.