REABERTURA STADIUM RIO

29 de janeiro de 2012 por artur | Gramados Esportivos, Sem categoria

A partir de 10/12/2011 o gramado do STADIUM RIO passou por um processo de Revitalização que consistiu em:

- Rebaixe da altura de corte

- Corte Vertical

- Decompactações severas (vazadores ôcos e sólidos)

- Renivelamento

- Topdress

- Adubações intensas

Com esse processo, em 40 dias e a baixo custo, o gramado voltou a estar apto a receber jogos oficiais e já no dia 21/01/2012, o Botafogo treinou no referido gramado; no mesmo dia ocorreu o jogo Flamengo x Bonsucesso, pelo Campeonato Carioca.

Já em 22/01/2012, foi a vez do jogo Botafogo x Resende.

Reabertura  2012

 

Tanto no treino, quanto nos jogos, jogadores e a mídia esportiva elogiaram bastante a qualidade do gramado.

Teremos mais um ano com muitas atividades e é um desafio profissional, por mais uma temporada, manter as condições de jogo no Gramado do Stadium Rio, dentro de uma rígida equação que entram as variáveis: custo de operação, quantidade de eventos, tipo de eventos e a alta demanada de qualidade do gramado que o principal Estádio em atividade no Rio de Janeiro tem.

O apoio de toda a Diretoria do Botafogo, os trabalhos de planejamento prévio e acompanhamento da Consultoria e a equipe de manutenção, vem sendo fundamentais para o sucesso que vem se obtendo neste trabalho.

Foto Montagem 

Este ano, até o momento, tivemos mais de 650h de uso no Gramado do Stadium RIO (Engenhão) e tivemos um índice de 70% de aprovação do mesmo, nas súmulas dos árbitros

Chegando ao fim de mais uma temporada, depois de mais 100 jogos oficiais de um total de mais de 145 eventos já realizados e que usaram efetivamente o campo (mais de 650 horas), cumpre-nos informar, a respeito do gramado principal do Stadium Rio que, na súmula os árbitros das partidas registram a condição do gramado, classificando-o em: Bom, regular, irregular e ruim.

Das 49 partidas da Série A, realizadas no Stadium Rio em 2011,  até o momento, tivemos a seguinte avaliação dos árbitros nas súmulas divulgadas pela CBF, no quesito gramado:

Bom/Regular = 34= 70%

Irregular/Ruim = 09 = 19%

Não Consta Avaliação = 06 = 11%

Embora tenhamos essa avaliação positiva resgistrada nas súmulas oficiais das partidas, continuaremos a trabalhar para termos melhores condições, em especial tentando reduzir a carga de uso (sem paralelo nos Estádios da Série A, com mais de 650h de uso efetivo do campo, até o momento – ainda há vários eventos programados para dezembro) e tentando mitigar o sombreamento.

A impressão da opinião pública, embora muito importante, é de caráter subjetivo, e muitas vezes influenciável, enquanto que, a estatística que levantamos nas Súmulas Oficiais das Partidas, emitidas pelos árbitros, tem um caráter objetivo. É feita por árbitros que apitam partidas em todos os gramados da Série A, pisam e correm em todos eles, portanto estão aptos fazer comparações e emitir impressões objetivas sobre a qualidade do piso.

O campo não esteve toda a temporada em excelentes condições, isso é fato, e estamos cônscios dele, mas, apesar de tudo, conseguimos mantê-lo em condições de uso/jogo até o fim da temporada 2011, com muito mais atividades e menos críticas que a temporada passada.

Com a diminuição de carga de uso, a aquisição do SGL-Concept e o esforço conjunto de todos que atuam no gramado, poderemos melhorar mais ainda as condições de jogo. Esse é o objetivo de 2012: fazer do Gramado do Stadium Rio um referência de qualidade. Essa é uma premissa da Diretoria do Botafogo.

SGL - AMSTERDAN ARENA

Com a linha da moderna arquitetura de Estádios, onde, através da cobertura se obtêm maior conforto para os usuários e maior beleza das Arenas, iniciaram-se os problemas com o severo sombreamento imposto aos gramados por essas mesmas coberturas.

Isso em grande parte vem ocorrendo, porque os Arquitetos sonham a plasticidade dos Estádios.

De outro lado, os Engs. Civis fazem sua parte e levam o sonho do Arquiteto à execução de fato. E, geralmente, com a obra/projeto já concebidos, lembram-se que tem de se colocar um ser vivo dentro dessa espetacular criação e que este gramado tem suportar uma carga de pisoteio

Os Engs. Agrônomos, que infelizmente são lembrados quando o problema já está estabelecido, tem de solucionar a questão, quando o ideal seria, ainda na fase de concepção do projeto, antever e mitigar esse problema, com coberturas translúcidas e escamoteáveis. Isto porque, sem luz não há fotossíntese, e, não havendo esta, não há produção de massa verde, não há capacidade de suporte de pisoteio e mesmo a capacidade de sobrevivência do vegetal pode ficar prejudicada.

Esse fenômeno vem crescendo nos últimos 20 anos e, tão recente é o problema, como são os meios técnicos para minorar esse problema… Além de manejo especial (fertilização especial, overseeding, etc), nos últimos anos o SGL Concept vem se mostrando um grande aliado na mitigação dos problemas causados pelo sombreamento.

Cronologia:

1997 – início das pesquisas;

2001 – primeiro teste;

2004 – primeiro grande projeto (PSV);

2011 – estão presentes em 84 Estádios.

Trata-se de um sistema de manejo que usa também luz artificial, de um determinado comprimento de onda, para estimular a fotossíntese e elevar a temperatura, dando à espécie vegetal melhores condições de crescimento.

No Brasil, desde a Arena da Baixada, em Curitiba, primeiro Estádio nacional com design de “Arena” os problemas do sombreamento vem sendo sentidos.

Inicialmente se relutava em usar o sistema SGL, tanto em função de custos, quanto por causa de dúvidas de sua efetiva colaboração para a melhoria das condições dos gramados… Tanto o problema, como essa solução eram muito recentes.

Hoje, no entanto, já há segurança em recomendar o uso desse sistema em Estádios nos quais as sombras são excessivas e, de certo, num curto espaço de tempo, a presença desse sistema será sentida nos nossos gramados .

 GRAMADOS DE FUTEBOL

9 de agosto de 2011 por artur | Gramados Esportivos, Sem categoria

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A “história” dos gramados esportivos no Brasil é muito recente.

Inicialmente jogava-se em campos de grama nativa (Batatais – Paspalum notatum). Grandes jogadores como Pelé, Zagalo, Garrincha, Zico, Falcão, Sócrates, Batista, Júnior, etc, só para citar alguns, até o início da década de 90, do século passado, jogavam em campos precários. Era muito comum jogar com as áreas frontais aos gols inteiramente carecas… Campos sem grama de gol a gol. Era, literalmente, pasto aparado e com um elevado grau de ervas invasoras. Campos duros, com base argilosa. Campos esburacados. Que traziam grande risco à integridade física dos atletas.

Entre o final da década de 80 e meados da década de 90, do século passado, iniciou-se uma verdadeira revolução nos gramados esportivos nacionais, com alguns Engs Agrônomos que se dedicaram a essa área.

A partir de 1990, as gramas nativas começaram a ser substituídas, gradativamente, pela grama Esmeralda ( Wild zoyzia ) que foi a primeira variedade cultivada no país, em moldes profissionais. Os principais conceitos de drenagem começaram a ser revistos e muito dos conceitos que vieram dos gramados de Golf passaram a ser usados nos campos de futebol. Desta forma ocorreu uma grande melhora na qualidade dos gramados.

Depois de 1998, com a possibilidade de uso das gramas Bermudas híbridas (cruzamento da Cinodon dactilum x Cinodom transvaliensis ), o salto de qualidade dos nossos gramados ficou mais evidente. Era uma segunda geração de variedades de grama (tifton 419, ITG6 e a Celebration), com uma aptidão maior a formar gramados esportivos que a Esmeralda, e uma segunda geração de Engs Agrônomos, que junto com os pioneiros, conseguiram aos poucos incutir uma mentalidade nos dirigentes esportivos da necessidade de se investir nos campos de treino e jogo. O gramado é o palco verde do espetáculo!!!

Tudo melhorou e evoluiu nos últimos 15 a 20 anos em gramados esportivos no Brasil: mão de obra técnica, máquinas, drenagem, irrigação automatizada, manutenção, etc.

A despeito da intensa carga de uso, da sombra, etc., conseguimos levar a maioria dos campos, até o fim do ano com grama e razoável qualidade. Não dá é para querer comparar com os gramados da Europa, onde o investimento em gramados é muito maior e, principalmente, feito há muito mais tempo. E com muito menos jogos/atividades por lá.

Porém, nos últimos 20 anos ocorreram, também:

- aumento da capacidade física do atletas, que hoje correm o dobro que há 20 anos atrás;

- redução do tamanho dos campos ( de 110×75m, para 105×68), com 1.110m2 a menos para 22 atletas que hoje correm mais;

- as chuteiras passaram a ter mais cravos, quadrados ao invés de redondos, que conferem maior poder de tração para os atletas, mas que em contrapartida, provocam mais injúria mecânica aos gramados;

- a moderna arquitetura de Estádios trouxe as coberturas e os formatos tipo arena, que, se de um lado proporcionam maior conforto ao espectador e beleza estética ao estádio, impõe sombra ao gramado (a grama precisa da luz solar para fazer a fotossíntese e poder crescer, produzir massa verde e ter capacidade de suporte de pisoteio) e

- temos um calendário que é criticado por Técnicos e Comissões técnicas por sobrecarregar os atletas profissionais. Isso não é diferente nos campos. O Stadium Rio teve no primeiro semestre um número de atividade maior que um Estádio Europeu em um ano. Este ano, entre 19/01 e 31/07/2011 tivemos 62 jogos oficiais, enquanto Wemblei tem 20 jogos/ano, o Camp Nou 30 jogos/ano, ou Guerlan 30 jogos ano. . . Esse é apenas um exemplo. Mas as Comissões Técnicas se esquecem que não há banco de reservas para os campos de futebol, quando criticam o gramado.

Apenas como referência, vejam as atividades na Amsterdan Arena, entre  14/08/2010  e 15/05/2011 = 17 eventos em 270 dias:

 eventos 

Ou seja, entre 20 a 30 jogos ano. . . Nós tivemos, no 1o semestre, 62 jogos em 160 dias. . . Ao todo foram 90 atividades em 06 meses!

Assim, quando um determinado jogador, ou técnico, critíca um gramado no Brasil, este, ignora (no sentido mais puro do termo) tudo o que está acima explicado. E, como profissional da área, não deveria ignorar.

Não se deveria criticar um gramado, sem ter o conhecimento de toda a situação que leva um campo a não estar na sua melhor condição.

A crítica, quando construtiva, é SEMPRE bem vinda e bem aceita. Nos ajuda a melhorar. Quando é feita construtivamente e pelos canais próprios. E há canais próprios e sempre abertos.

Agora criticar, sem conhecimento de causa, ignorando tudo que leva a prejudicar a qualidade do piso, não é uma atitude positiva.

Trabalhamos de forma a dar as melhores condições possíveis de trabalho a Jornalistas, Comissões Técnicas, dirigentes e atletas (todos os usuários dos gramados). E vamos continuar a fazê-lo, sempre, ainda que algumas vezes sejamos criticados por profissionais que desconhecem por completo o âmago e todas as nuances da questão.

PLANEJAMENTO EM GRAMADOS ESPORTIVOS
Quem assistiu a Copa do Mundo FIFA/2010 e, recentemente, a Copa América 2011, viu ao menos um traço em comum: a falta de qualidade dos gramados em que estas competições foram jogadas.
Nas duas situações houve, na minha avaliação profissional, falta de planejamento. E planejamento, antecipação e preparação são fundamentais em se tratando de gramados para prática desportiva. Diferentemente de uma obra civil, não dá para concluir a execução e usar de imediato. . . Diferentemente de paisagismo, não dá para de executar e desfrutar de imediato…
O planejamento sério, tanto na fase de projetos, como de cronograma de obra é vital para o sucesso de um gramado esportivo, em especial para evento da importância dos referidos aqui.
Nos dois casos citados ocorreram atrasos, plantio tardio e não se esperou o tempo suficiente para a instalação/maturação da espécie vegetal. Daí, não havendo tempo suficiente para enraizamento, a espécie vegetal não tem arcabouço radicular, sustentação, capacidade de suporte de pisoteio e o gramado se solta quando ocorre a tração das chuteiras dos atletas (foto).
Jogo sob Chuva
É interessante, ainda, lembrar que nos últimos 20 anos, os campos “diminuíram” (de 110×75m, para 105×68m), ao passo que os atletas ganharam em potência física (hoje um jogador corre, em média, o dobro do que corria um há 20 anos) e as chuteiras mudaram também (tem mais cravos e estes tem mais arestas vivas, que conferem mais tração aos atletas, porém, mais injúria aos campos). Os Estádios mudaram, trazendo mais beleza plástica e mais conforto, em contrapartida, impõe sombras sobre o campo que dificultam o bom desenvolvimento do vegetal. Por tudo isso, os campos, tem de suportar um grau de pisoteio e injúria concentrados muito maior, e com a imposição da sombra tem menor condição de se manter. Além disso, vivemos no Futebol Nacional, um calendário extremamente duro, irracional mesmo, e que penaliza os Atletas e os Campos.
Apesar de tudo o exposto, os Gramados Esportivos, nas últimas décadas, tiveram também uma grande evolução na sua qualidade, na sua capacidade de regeneração e capacidade de suporte de pisoteio, desde que, sejam bem projetados, corretamente executados, bem mantidos e se respeite o tempo necessário de maturação entre o plantio e o início do uso, para que haja suficiente arcabouço radicular. Além disso, a revisão urgente do Calendário do Futebol Nacional, traria grandes benefícios aos Atletas, aos campos e ao Espetáculo como um todo.

 SHOW DE PLANEJAMENTO

9 de julho de 2011 por artur | Gramados Esportivos, Sem categoria

SHOW de PLANEJAMENTO

No mês de maio, ocorreu no Stadium Rio (Engenhão) o Show de Paul Mac Cartney. Todo um planejamento foi cuidadosamente elaborado e posto em prática para que o Gramado do Estádio pudesse receber o Show.

Assim, tanto o uso de piso de proteção do gramado, como um manejo todo específico do mesmo para receber o Show (com descompactação, fertilização específica, aplicação de fito-hormônios, preventivos fúngicos, uso de sementes de inverno, replantios, etc) foi implementado e dois dias depois do Show, o Botafogo já usou o campo, em ótimas condições, para seus treinamento. E, 04 dias após o Show, o jogo Botafogo x Santos transcorreu dentro da normalidade, tendo o gramado sido inclusive elogiado por jogadores e pela mídia esportiva.

O evento provou mais uma vez que, com planejamento e com mão de obra especializada, é possível conciliar shows e jogos de futebol no mesmo Estádio.

FOTO PALESTRA

Foi realizado em 28 de Abril de 2011 mais um Curso de Gramados Esportivos, com o apoio da Rede de Agronomia, desta vez em Salvador, sob a égide do CREA-BA. Anteriormente levamos Curso similar a este, a Fortaleza (2009) e Rio de Janeiro (2010 – CREA-RJ / AEARJ / Rede de Agronomia).

Este último curso, de Salvador, foi extremamente proveitoso em função da limitação ao número de inscritos.

Somente com 40 profissionais na platéia, o Curso se tranformou em um verdadeiro diálogo e troca de informações, onde todos os Engs Agrônomos presentes puderam receber o conteúdo do Palestrante e tirar suas dúvidas.

Esperamos com mais esta iniciativa,a Rede de Agronomia e eu, poder estar colaborando com a formação de mais profissionais para atuarem na área de Gramados Esportivos (Futebol e Golf), que é sem sombra de dúvidas, área pertinente ao Eng Agrônomo.

 33 jogos em 68 dias

19 de abril de 2011 por artur | Gramados Esportivos, Sem categoria

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Fechamos o Primeiro Trimestre de 2011, com 33 jogos em 68 dias, no STADIUM RIO (Estádio Olímpico João Havelange), uma vez que os jogos oficiais só começaram em 19/01/2011.

Chegamos a um patamar de número de jogos, no primeiro trimestre, no Stadium Rio, que se aproxima ao número de jogos em 01 ano num Estádio Europeu (Wembley, Campo Nou, Parque dos Príncipes, etc).

Isto porque, temos um calendário de competições e número de jogos absurdo, inclusive com rodadas duplas seguidas (semi finais da Taça Guanabara, rodada dupla no sábado e rodada dupla no domingo). Além de prejudicar o gramado, é anti produtivo colocar atletas profissionais para jogar às 14h, no verão carioca.

Tudo isso torna um grande desafio a manutenção das boas condições de jogo, no gramado do Stadium Rio, onde Botafogo, Fluminense e Flamengo, mandam seus jogos.

Lançamos mão de todas as boas práticas agronômicas (aerificações, fertilizações, irrigação, uso de fito hormônios, ácidos húmicos, etc) e temos logrado êxito, porém é um constante desafio a manutenção das boas condições do campo para jogo com um calendário tão irracional.

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Nas últimas 03 décadas conseguimos descontar muito da defasagem que existia entre os Gramados Esportivos no Hemisfério Norte e no Brasil. Até 20 anos atrás, na maioria dos Estádios nacionais ainda se usava a grama nativa (Paspalum notatum), pois a mentalidade que imperava é que “pasto aparado é grama“. Não tínhamos à disposição dos técnicos bons métodos construtivos e boas práticas de manutenção. Pelé, Rivelino e Zico, jogaram em gramados precários.

Havia, no entanto, principalmente entre os Engs Agrônomos que faziam visitas periódicas às feiras de Golf nos USA, a exata noção do quão defasados estávamos. Daí nós, profissionais da Agronomia, fomos os precurssores e ao mesmo tempo, os agentes dessa mudança que vem ocorrendo, principalmente nas últimas 02 décadas.

Claro que, a conscientização de alguns dirigentes esportivos (de Clubes e Estádios) e a ida de atletas e comissões técnicas para trabalhar nos Hemisfério Norte, principalmente na Europa, foi primordial. Elevou-se a exigência com a qualidade dos gramados nos CTs e Estádios.

Porém, ainda temos muitos campos abaixo da crítica, mesmo em competições importantes no cenário regional e até nacional. Além disso, há gramados de bom nível de construção e manutenção, que são castigados por uma quantidade de jogos/atividades impensável na Europa e USA.

É comum, trabalharmos em Estádios que tem 100 a 200 eventos (jogos, treinos, shows, cultos, …) em 365 dias. O que é um grande desafio para se manter o bom nível de manutenção. Na Europa, um Estádio (Cam Nou, Alvalade, Wembley, …) tem entre 20 e 45 eventos ano. Daí, ainda haja uma grande diferença nas condições em que os campos se apresentam.
Um problema atual, que se soma à grande quantidade de jogos/eventos nos Estádios, reside na própria arquitetura moderna destes, que impõe severa sombra sobre o gramado. O Arquiteto ao pensar a estética e funcionalidade do Estádio, muitas vezes, esquece que há um ser vivo a ser ali implantado e mantido para ser o palco do espetáculo. E que este ser vivo depende da luz do sol!

Cada vez mais há dirigentes de Clubes e Estádios, bem como técnicos e preparadores físicos que exigem bons gramados para treinos e jogos. Isso acelera o processo de melhoria da qualidade dos gramados nacionais.

Mas ainda há, dentro do nosso Futebol, muitos gestores de Clubes e Estádios, que acreditam que o espetáculo pode ser realizado sem que haja um palco de boa qualidade. E mesmo a nível político/governamental, o campo é esquecido na maioria das vistorias feitas a Estádios e, sequer é citado no Estatuto do Torcedor, como se, realmente, não fosse fundamental a um bom espetáculo, ter um bom palco (ou seja, deveria fazer parte da relação de consumo do torcedor/futebol)…

 INÍCIO DE TEMPORADA

23 de janeiro de 2011 por artur | Gramados Esportivos, Sem categoria

Sportv 5Depois de 30 dias de trabalhos, onde se conjugaram esforços do Botafogo, do Eng Agr Artur Melo e da Greenleaf, o gramado principal do Stadium Rio, iniciou seus jogos oficiais com o Jogo Flamengo x Volta Redonda.

Depois de muitas críticas no ano passado, pelo menos neste início de temporada, colhemos muitos elogios, inclusive, os capitães da equipes deram notas entre 8 e 10 para o gramado.

A reportagem do Sportv, acompanhou os trabalho do primeiro jogo:
http://sportv.globo.com/videos/v/apos-criticas-em-2010-gramado-do-engenhao-passa-por-reformas/1415829/#/Futebol/page/2

O desafio é manter a qualidade do piso, com o grande número de jogos e eventos previstos