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 Documentário “Fla x Flu” registra a rivalidade saudável

17 de outubro de 2013 por Lilian de Oliveira | Sugestões

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O maior clássico do futebol brasileiro é registrado através de depoimentos passionais, que valorizam a saudável rivalidade entre os torcedores e jogadores do Flamengo e Fluminense.

Com 85 minutos de uma contagiante disputa por meio de histórias, títulos e provocações, o documentário registra a paixão pelos clubes, o clássico, memórias do maracanã antigo, da torcida antes das regras e enaltece ídolos como Assis e Zico.

A pré estreia aconteceu nesta última quinta (10/10) no Museu do Futebol, com direito a debate após a exibição onde foram colocadas em pauta as várias mudanças nos estádios, a importância dos campeonatos estaduais e o valor da rivalidade saudável.

Fla x Flu – TRAILER

O documentário ainda não tem data exata para ser lançado para o público, mas estima-se que possa ser exibido para o grande público a partir do fim deste mês.

Não é um documentário técnico, sobre lances e narrações, mas sobre o amor ao futebol e ao seu clube com o suporte de lindas imagens históricas e de gols memoráveias e polêmicos. Não é recomendado somente a flas e flus, nem mesmo somente a cariocas ou fluminenses ou amantes do futebol. É um trabalho para ser visto de deliciado por todos, mesmo sem gostar do esporte, afinal, faz-se compreender a importância social do esporte ao longo dos anos.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

Muito se fala na diversidade de atividades que podemos e devemos ter dentro de estádios, que é o que o torna uma “arena”.  Eu, particularmente, acredito que muitas coisas são inviáveis por não deixar o equipamento bom nem para uma modalidade esportiva, nem ideal para outra atividade.  Acho que tudo deve ser ponderado. No entanto, várias atividades podem ser beneficiadas, se neste espaço houver uma flexibilidade. Uma das soluções seria a utilização de arquibancadas retráteis.

Foi pensando nisso que entrei em contato com a Lao Engenharia Sustentável para ter mais informações sobre esse tipo de tecnologia.

- Existe algum tipo de exigência espacial para que seja possível colocar uma arquibancada retrátil? Algum tipo de altura ou recuo mínimos para maquinário ou alguma outra necessidade desse tipo?

R: Do ponto de vista espacial, as mesmas exigências que qualquer arquibancada exige: pé direito apropriado (para o conforto e segurança das pessoas acomodadas na plataforma mais alta). No modelo de arquibancada “embutida” um recuo de 1.100mm para acomodá-la quando fechada.

Alguns outros pré requisitos também são exigidos:

  • Inexistência de imperfeições, nivelamento e resistência adequados do piso que suportará a arquibancada.
  • Resistência adequada da parede para suporte e operação da arquibancada modelo “parafusada na parede”.
  • Resistência adequada da viga/laje para suporte e operação da arquibancada modelo “Embutida”.
  • Resistência adequada da parede e piso para suporte e operação do motor modelo “Sem Fricção”.
  • Cabeamento elétrico adequado e incorporado sob medida à instalação dos módulos para operação de arquibancada acionada por motor elétrico.

- É possível criar uma arquibancada retrátil que possa ser utilizada em equipamentos itinerantes ou exige um espaço fixo para instalação?

R: Sim, desde que

1-      O local onde será instalada atenda os pré requisitos citados na questão anterior;

2-      Se tenha uma estrutura logística que compreenda transporte e içamento apropriados.

- Qual é o tempo de movimentação para concluir a redução total de uma arquibancada? Imagino que seja proporcional ao número de degraus, mas há alguma velocidade média?

R: Exatamente, varia com o numero de degraus, mas para se ter uma idéia 02 pessoas conseguem abrir 7 degraus em 10 segundos. Ou seja, uma média de 1 degrau a cada 1,5 segundos. Como cada degrau pode acomodar de 7 a 10 pessoas, podemos também falar em 8 lugares/1,5s (ou 320 lugares/minuto).

- A movimentação da arquibancada exige muita energia? Há um consumo muito alto? Há alguma possibilidade de uma arquibancada se movimentar com captação de energia solar ou exige muito?

R: A movimentação a partir de motores elétricos exigem 2 HP de potência alimentado por um sistema trifásico de energia.

- É possível colocar a tecnologia em uma arquibancada metálica normal ou é necessário construir já com essa intenção?

R: Não é possível, todo o projeto e estrutura devem ser concebidos para que trabalhem de forma retrátil.

- A estrutura dessa arquibancada tem que ser necessariamente metálica ou pode ser de madeira ou outro material?

R: Podem ser de diversos materiais, inclusive mistos: metálica, madeira, fibra de vidro ou carbono.

- Há um limite de degraus?

R: Sim, 20 degraus.

- O custo da arquibancada retrátil no Brasil é muito superior ao da mesma tecnologia fora do país?

R: Não, é bem competitivo.

- Há tecnologias diferentes para a construção desse tipo de arquibancada? Se sim, quais e qual é a usada pela Lao?

R: Basicamente são utilizadas estruturas metálicas com perfis de chapa dobrada e tubos em sua estrutura e pisos em madeira compensada. A LAO também utiliza esta tecnologia.

As arquibancadas retráteis são tradicionais em ginásios americanos. No entanto, não é só em pequenos ginásios que a tecnologia pode ser utilizada. Esse é o caso da American Airlines Arena, nos Estados Unidos, que ainda tem a certificação LEED – certificação essa que comprova a sustentabilidade da construção.

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Uma referência nacional, desenvolvida pela Lao Engenharia, foi na Arena do Pan, em 2007, Rio de Janeiro. Podemos ver blocos de arquibancadas retráteis extras, adicionadas às arquibancadas permanentes.

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Foi pensando em como as arquibancadas retráteis podem ser utilizadas em nossos estádios que me lembrei da StadiArena! O conceito é bastante interessante, embora eu duvide do grau de inclinação e qualidade de visualização de alguns eventos que são mostrados no vídeo explicativo - http://www.stadiarena.com/ – o vídeo pode ser ouvido em português de Portugal.

É nessa circunstância que vejo a maior potencialidade, visando a Copa 2014. Espaços poderiam ser fechados, e a visibilidade controlada pela redução total ou parcial da arquibancada.  Se unirmos a tecnologia de arquibancadas retráteis ao conceito do StadiArena poderíamos ter estádios justificáveis, diferentemente do que temos visto nas apresentações infundáveis quanto ao uso posterior à Copa 2014 e Olimpíadas 2016.

Agradecimentos pela prestatividade da Lao Engenharia em responder as perguntas e por conceder as imagens de suas obras.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

 Os estudantes e as oportunidades de 2014 e 2016

22 de outubro de 2009 por Lilian de Oliveira | Estratégias, Sugestões

Gostaria de ter tido oportunidades como estas que mencionarei enquanto ainda estava na faculdade. Vejo estes dois grandes eventos como chance de criarmos uma mega referência científica para o Brasil no âmbito do esporte, gerando estudos em diversas áreas como marketing, jornalismo, arquitetura, educação física, turismo, administração, direito esportivo, fisioterapia, química, medicina, design gráfico e desenho industrial, engenharia, engenharia têxtil, engenharia mecatrônica e mecânica, nutrição, sociologia, relações públicas, enfim… inúmeros ramos.

Ultimamente, venho recebendo uma série de trabalhos finais de graduação para dar uma olhada. Como sou arquiteta, esses que recebi são mais sobre a arquitetura e urbanismo. No entanto, vejo uma grande potencialidade na realização de estudos de outras áreas ou multidisciplinares.  Eles podem ser específicos de quaisquer áreas e podem contribuir diretamente com a Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas2016, mas também podem colaborar com a sociedade ou com o esporte em geral (mesmo que não só o futebol ou esportes olímpicos).

Uma outra oportunidade para isso é a Iniciação Científica, que visa desenvolver estudos que realmente contribuam para a formação acadêmica e ainda poderia resultar em um banco de dados de assuntos esportivos. Durante a faculdade realizei uma iniciação científica pelo PIBIC/PIVIC e é realmente uma forma de especialização que ainda resulta na Jornada Científica, exposição que mostra todos os trabalhos realizados num certo período . Acho uma boa oportunidade acadêmica. Para aqueles que ainda visam mais benefícios, o PIBIC ainda oferece uma remuneração (baixa mas vale a pena) e a iniciação científica ainda conta como carga horária de estágio.

Há portais, como a Universidade do Futebol, por exemplo, que publicam estudos e fazem uma espécie de Banco de dados, além de realizar entrevistas, entre outras atividades, e que, de fato, disponibilizam a informação – que até hoje ainda é fator prejudicado. Portanto, os universitários tem uma boa oportunidade de contribuir com o esporte nacional e internacional e, ao mesmo tempo, desenvolver o currículo.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

 Museu do Futebol (SP) comemora 1 ano – Entrada Gratuita dia 29/09

23 de setembro de 2009 por Lilian de Oliveira | Sugestões

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Dia 29 de Setembro o Museu do Futebol, em São Paulo, completa um ano de funcionamento e, comemorando a data, abre as portas para visitação gratuita. Além disso, o museu terá seu horário de funcionamento ampliado: até as 22:00 (21:00 para começar o trajeto – pois, 1 hora, é o tempo mínimo para fazer o percurso todo, segundo o museu).

Para quem ainda não visitou, sugiro o comparecimento no dia 29. Eu ainda me envergonho de não ter ido. Infelizmente, quando ele foi inaugurado, já não morava mais na capital. No entanto, alguns já sabem, fiz parte da equipe de projeto de elétrica, junto à BPS Engenharia, e, por isso, tive contato com toda a parte de museografia. Fiz apenas a visitação da parte térrea (expo temporária), em Abril.
E por ter tido esse contato e esta breve visitação, aconselho a visita.
Bastante completo, abrangente, e no mesmo nível que o Museu da Língua Portuguesa, na estação da Luz, em São Paulo (museu este que também tem um dia da semana no qual a visitação é gratuita).

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A matéria completa sobre a visitação gratuita foi divulgada no Portal do Governo do Estado de São Paulo

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