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Entre os dia 19 e 25 de Setembro acontece a edição 2010 do Homeless World Cup, evento este que elabora um campeonato de futebol com pessoas desabrigadas. Este ano 47 países estão na disputa.

O evento já passou por vários países e, finalmente, chega ao Brasil. O Rio de janeiro foi escolhido como sede em 2010, mais exatamente na praia de Copacabana.

A organização ainda está em busca de novas doações, tentando atingir £6,000.00.

Para saber mais sobre o evento, ver fotos, saber sobre como participar ou fazer doações, acesse o site oficial.

Leia mais:

Homeless World Cup – Futebol com função social

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

Durante a Copa do Mundo 2010, na África do Sul, pude ver muito da organização e das expectativas perante o evento que estava sendo realizado. No entanto, agora, pouco tempo depois do término deste mundial, entrei em contato com sul-africanos – com diferentes idades e profissões – para que pudessem dar suas opiniões sobre o que esperam do mundo e de seu país após sediar a Copa. Aproveitei para perguntar, também, algumas coisas sobre os preparativos, que só questionei após algumas observações durante a realização do evento.

Pelas respostas dadas, podemos identificar não só as expectativas locais, mas os problemas sentidos pelas diferentes classes da sociedade.

Os entrevistados

Adriaan Botha - Gerente de programação em TI

Chantel Reyneke – Gerente de Projetos, Inside Living

Lydia Kristi– Gerente de Vendas, Inside Living

Nhlabathi Innocentia Gugu - diploma em secretariado e administração e cursos certificados em segurança. Trabalhou como segurança na Copa do mundo 2010 e, agora, está novamente desempregada.

Rika van  Vuuren – Designer de Interiores, Inside Living

Sudan V. Waghmare – Estudante na Universidade de Witwatersand – foi voluntário na Copa do Mundo 2010.

Gostaria de saber que mudanças em infra-estrutura você pode ver ou presenciar assim que a África do Sul foi escolhida como sede da Copa do Mundo 2010 (transporte, serviços públicos, comunicação, serviços em água e luz, segurança, etc.) ?

Adriaan, Chantel, Lydia e Rika acreditam que teve muito investimento no país e o setor mais mencionado foi o transporte. Além disso, mencionaram benefícios em serviços públicos, eletricidade, água e segurança. No entanto, Rika não tem certeza de que esses investimentos foram feitos devido à Copa do Mundo e que seriam feitos de qualquer forma.

Lydia diz que todos os investimentos tiveram efeito imediato. Ela também acredita que o transporte foi muito beneficiado, mas que o transporte público deveria ser mais acessível, mais disponível e com mais informações sobre o mesmo.

“Até os locais não tem certeza sobre quando e onde pegar o melhor transporte público para se locomover entre cidades diferentes e bairros.”

por Lydia Kristi

Innocentia, Sudan e Lydia mencionam o Gautrain (trem de alta velocidade) como um bom meio de transporte com bastante informação. No entanto, Lydia ainda acha bastante caro e, por isso, não muito acessível para muitas pessoas.

Innocentia menciona também a quantidade de empregos temporários criados.

Algumas dessas mudanças (se alguma) mudou seu estilo de vida de alguma forma? De forma positiva ou não?

Todos concordaram que os melhores benefícios foram em relação ao desenvolvimento viário. No entanto, Rika diz que “se as vias estivessem totalmente finalizadas, melhoraria bastante as viagens diárias”. Discordando de Rika, Chantel diz já ter benefícios com esses investimentos. A diminuição do tráfego, com menores fluxos e menos tempo até seus destinos foi mencionado por Adriaan e Sudan.

“A infra-estrutura viária fez de passear pela cidade de Johannesburg um prazer.”

por Adriaan Botha

“As obras causaram bastante transtorno, obrigando os moradores a pegar um caminho muito mais longo e tomando muito mais tempo”, diz Lydia. Sudan complementa dizendo que recuperou a confiança na polícia e que se sente mais seguro andando tarde da noite. Citou também, benefícios nos aeroportos, tornando-os mais convenientes.

Sobre as preocupações que vieram com a Copa do Mundo, Adriaan menciona a eletricidade que teve blackouts reduzidos dessa vez – sendo que antes, no inverno, era muito mais frequente. Já Lydia, levantou o caso da xenofobia, com ataques crescendo antes do evento e possíveis aumentos do crime e com a falta de segurança das crianças. Isso teria causado bastante preocupação na população.

Innocentia contou com uma vaga temporária como segurança no evento e foi dessa forma que a Copa do Mundo também levou pontos positivos para sua vida.

Quais são os impactos sociais que você viu em Johannesburg que aconteceram devido à Copa do Mundo?

Adriaan menciona que, com a Copa do Mundo, houve uma melhora na comunicação e melhor tolerância entre grupos com cultura diferente, unindo o país. Lydia acredita que alguns benefícios para o esporte foram garantidos, dando maior acessibilidade ao rugby e ao futebol, que antes eram bem separados. Além disso, agora os esportes são mais aceitos pelas diversas culturas do país.

Rika, por sua vez, diz que nada mudou em seu círculo social. Tanto Sudan quanto Chantel mencionaram a união dos sul-africanos. Sudan complementa salientando a criação de um grupo chamado LeadSA onde pretendiam fazer da Copa do Mundo um sucesso, permanecendo juntos como uma nação contra o crime e a corrupção. Esse grupo pedia também para que os sul-africanos mantivessem o controle, que não ultrapassassem o limite de velocidade, que não dirigissem bêbados e que não pagassem propinas. Apesar desses benefícios, Sudan acredita que economicamente não houve maiores benefícios para os pobres e necessitados.

Você viu alguma campanha contra a AIDS antes ou durante a Copa do Mundo? Se sim, o número de campanhas aumentou?

Adriaan, Chantel e Rika compartilham da idéia que as campanhas se mantiveram igual, sem crescimento algum. Já Lydia, acredita que houve um aumento nas campanhas através da TV, mas não acha que seja devido ao mundial.

Sudan já tem uma percepção um pouco diferenciada e que apesar de ter, definitivamente, muitas campanhas antes do mundial, não pode dizer que houve um crescimento. No entanto, acredita que o governo deu alguns passos extras para conscientizar os turistas para usar proteção. Sudan diz ter visto na mídia sul-africana uma estimativa de que mais de 1 bilhão de camisinhas foram disponibilizadas durante a Copa do Mundo.

Innocentia reparou em um aumento de campanhas durante os preparativos da Copa do Mundo. Foi advertido sobre como se comportar e como se proteger não só da AIDS como de outras doenças. Informativos sobre o tráfico de crianças para outros países para prostituição também foi dado à população.

Os turistas estão retornando aos seus países. Você acha que alguma coisa vai mudar para a África do Sul ou para a África como um todo por conta da atenção recebida através do evento ou você acha que os benefícios ficarão limitados ao turismo?

Lydia acredita que a África do Sul marcou o coração dos turistas e que estes voltarão para conhecer mais, não somente pelo esporte. Gostaria de acreditar que essa atenção ganhada trará benefícios não só para o turismo. Já Chantel é um pouco mais desesperançosa e acredita que será limitado ao turismo. De qualquer forma, espera que a segurança e serviços públicos continuem a crescer como prometido. Além disso, acredita que a África, bem como a África do Sul, contará com mais respeito e que ganhará um espaço no coração de todos.

Rika, Adriaan, Innocentia e Sudan acreditam em um crescimento econômico com mais negócios envolvendo o país e mais investimentos, já que o mundo teve a oportunidade de ver o potencial do país.

Tanto Sudan quanto Adriaan apostam na nova imagem dada à África e África do Sul. Adriaan diz que o mundo viu que “somos civilizados com infra-estrutura de primeiro mundo e que somos amigáveis e pessoas hospitaleiras.”

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 Gramados sintéticos

2 de setembro de 2010 por Lilian de Oliveira | Copa do Mundo 2010, Sem categoria

Foi nas vésperas da final da Libertadores que voltou com tudo a discussão sobre o gramado sintético, gramado este utilizado no ‘Volcano’ Stadium, do Chivas Guadalajara, no México. A discussão sobre o tema não passou do que se comenta sempre – queimaduras, possíveis lesões nos atletas. Por esse motivo, resolvi pesquisar um pouco mais sobre os gramados sintéticos e colocar aqui algumas informações sobre os pontos positivos, sobre as inovações do setor têxtil e características desse material. Para isso, contei com colaboração da SLC Têxtil (que me cedeu informações) e com o trabalho final de graduação de Sérgio Caciatore Filho, da FEI, que recebeu premiação no concurso italiano de inovação tecnológica, “1° Italian Textile Technology Award”.

Sistemas

Cobertos com areia ou com borracha. A areia é uma sílica específica que constitui a maior parte do peso do gramado (90%) e serve de lastro para o carpete não se movimentar sob algumas condições de clima como chuvas torrenciais ou climas muito frios ou quentes. Quando coberto com borracha, vai também, por baixo, uma pequena parcela de areia. A camada de borracha deve permanecer cerca de 3mm abaixo do comprimento total do filamento.

“Filamentos muito altos – maiores que 60 mm não mantém a borracha dentro do gramado, havendo uma dispersão do recheio para fora e para os lados. Esta dispersão ou deslocamento do recheio de borracha provoca altura irregular do campo em diferentes pontos, sendo este comportamento do gramado não aceitável dentro das normas e limites de um bom campo. A borracha deslocada também influencia na interação da bola com o campo, causando um movimento imprevisível e prejudicando a jogabilidade.

Outro problema resultante do excesso de altura do filamento é um campo excessivamente macio, fora dos padrões da FIFA, o que provoca fadiga por esforço desnecessário. A interação jogador-campo é grandemente afetada pelo abuso do recheio de borracha. O jogador precisa dispender maior energia no arranque para poder vencer a inércia, aumentada pela flexão da borracha. Além da borracha acumulada por deslocamento para os lados alterar a performance do jogador durante a corrida – em função da diferença de altura e maciez nos diversos pontos do gramado – isto também altera o comportamento e a velocidade da bola para níveis não aceitáveis e difíceis de calcular, prejudicando o drible, o passe e o chute ao gol.”

O material utilizado é o polipropileno e polietileno.

A fibra de Polipropileno (PP) é feita de material plástico, tendo como característica ser uma fibra mais “seca”. É o tipo de fibra mais usado atualmente, pois tem custo mais baixo, e um razoável rendimento nos campos de futebol.

O Polietileno (PE),é uma fibra mais “nobre”. Sua formulação avançada traz como características principais a maciez e sedosidade dos fios. Seu aspecto se assemelha muito à grama natural, sendo menos abrasiva e garantindo ao longo dos anos um melhor aspecto visual.

polipropileno e polietileno

Acima, polipropileno e polietileno

Como funciona

A instalação é feita sobre uma camada de concreto, onde há sulcos para drenagem.

camadas

Para que a grama sintética fique mais estável, dando estabilidade dimensional e mais reforço na estrutura é utilizada normalmente uma manta de poliéster. No entanto, no Brasil são poucas e pequenas empresas que produzem o material – inexpressivo perto do mercado de gramas sintéticas no Brasil, que cresceu bastante a partir da década de 90 com crescimento do setor esportivo e decorativo.

A altura dos fios está diretamente relacionada com a atividade esportiva que será praticada no gramado. Por isso, é trabalhado com os diversos tipos de altura das fibras, desde o modelo desenvolvido para a prática de futebol, considerando alturas que variam de 28mm a 60mm, até os tipos que podem ser usados em ambientes externos ou internos, como por exemplo: playgrounds, campos de golf, jardins de inverno, bordas de piscina e paisagismo em geral. Nestes casos a grama mais recomendada tem a altura de seus fios entre, 12mm, 20mm e 25mm.

Novas tecnologias

Na iniciativa tecnológica apresentada pelo Engenheiro Têltil, Sérgio Caciatore, premiado na Itália, é anexada uma manta de não-tecido* ao maquinário de Tufting (produtora da tela de grama sintética). Juntando mais uma barra de agulhagem de não-tecidos, entre as existentes na máquina de Tufting, é conseguido uma maior ancoragem à base e uma vida útil maior, ganhando maior durabilidade do produto.

fitas anexadas fitas ja inseridas

Acima, imagens do filamento anexado à manta e, ao lado, já ultrapassando a tela de polipropileno.

Vantagens

A grama sintética tem como vantagens a possibilidade de ter tratamentos antibacterianos, anti-chamas, absorção de água, resistência e volume além de cor, brilho e textura.

Referências

A grama sintética é comumente utilizada em campos de futebol society. No entanto, grandes estádios como é o caso do Omnilife ‘Volcano’ Stadium, no méxico e como o Luzhniki Stadium, na Rússia, já utilizam gramados sintéticos.

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Acima, à esquerda, a superfície pronta para o recebimento do gramado no Omnilife Stadium, Guadalajara, MX. Acima, à direita, o gramado artificial já instalado do estádio Luzhniki, na Rússia. Este estádio é candidato a sede da 2018 ou 2022.

Esta tecnologia é muito positiva no caso dos estádios que tem uma arquitetura mais parecida com os estádios europeus, onde a cobertura vai até o final das arquibancadas. Essa cobertura atrapalha no recebimento de luz solar adequado ao gramado, favorecendo o desenvolvimento de pragas.

Há quem use uma mescla de gramado natural e gramado sintético – os chamados híbridos. Na última Copa, na África do Sul, dois estádios se utilizaram da técnica.

* NBR13370 nãotecido é uma estrutura plana, flexível e porosa, constituída de véu manta de fibras ou filamentos,orientados direcionalmente ou não consolidados por processos mecânicos (fricção) e /ou químico (adesão) e /ou térmico (coesão).

Fontes:

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE GRAMA SINTÉTICA CONVENCIONAL E SUA ADAPTAÇÃO COM A MANTA DE PES – Centro universitário da FEI, Sérgio Luiz Caciatore Filho, São Bernardo do Campo, SP, 2010.

SLC Têxtil – para mais informações/dúvidas é possível entrar em contato com a empresa pelo email: vendas@slctextil.com.br

FieldTurf

Green Vision

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 Soccer City: Acessibilidade é complicada

9 de junho de 2010 por Lilian de Oliveira | Sem categoria

O acesso até a parte interna do estádio é bom (com rampas e sem degraus), tem locais para cadeirantes exigidos pela FIFA e algumas facilidades. No entanto, o resto da cidade, os banheiros e o entorno do estádio, apresentam algumas dificuldades para esse público específico.

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Nas fotos acima podemos ver o banheiro feminino dentro do estádio. A ausência de barras de apoio é preocupante. Não sei se a África do Sul não tem uma legislação para acessibilidade, mas parece estar bastante difícil a utilização destes sanitários. Além disso, a porta do sanitário para deficientes abre para dentro, dificultando muito a saída. Para entrar no sanitário, a pessoa deve fazer um zique-zague. A distância entre paredes é relativamente boa. O sanitário de deficientes fica “escondido” atrás de uma terceira parede, desnecessária e que obstrui a passagem do cadeirante.

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Sanitários no centro de imprensa (IBC) também tem degraus para acesso ao banheiro. Acessos independentes, por fora do banheiro foram feitos para melhorar o acesso exclusivo de deficientes.

A parte externa do estádio, também é complicada, já que existem voluntários cadeirantes. A área destinada aos voluntários (onde recebem alimentação, fazem reuniões e trabalham) é um complexo de tendas – infra-estrutura temporária que pode ser dispensada depois dos jogos. Todo o entorno dessas tendas é de terra batida, com vários buracos e cabos de aço saindo da terra, complicando a locomoção não só de deficientes como de toda a imprensa e voluntários que não tem problemas de mobilidade.

Ontem a tarde, começaram algumas obras nessa parte de terra, tentando suavizar esses problemas. No entanto, parece tampar o sol com a peneira, pois agora há um tipo de areia com pedras grandes – que pode até complicar ainda mais esse acesso.

longe

Foto por: Felippe Rodrigues

Quando tratamos da acessibilidade ao estádio em si, considerando a cidade como um todo também há problemas.  Poucas placas indicam o estádio e na maioria dos cruzamentos a ausência de informações pode gerar confusão.

placa

Foto por Felippe Rodrigues

Acima, placa típica de orientação. Falta informação! Além dessas, só tem setas, sem textos. Os cruzamentos também são uma loucura. Aqui se dirige na mão inglesa, e nesses cruzamentos de avenidas, muitos semáforos abrem ao mesmo tempo, gerando um pouco de confusão.

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*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

Em visita ao Soccer City, estádio que sediará a abertura e a final da Copa 2010, pude ver que algumas partes estão ainda em construção. Poucos dias antes dos jogos começarem, salas VIPs e camarotes, ainda estão todos bagunçados, com parte de decoração espalhadas pelos ambientes.

Esse nem é o maior problema. O essencial está ali. No entanto, há pequenas partes com cadeiras faltando e a infra-estrutura para acesso de pessoas com dificuldades de locomoção e cadeirantes parece duvidosa.

Grandes problemas desse estádio pode ser a falta de sinalização – há poucas informações -, o trânsito, a iluminação externa (que talvez seja insuficiente em algumas partes) e a ausência de lixeiras.

Testes e simulações

Ontem e hoje foram feitos vários testes coordenados por membros da FIFA. Nesta tarde, com ajuda dos voluntários, simulações de brigas e invasões do estádio foram executadas para testar a segurança. Por conta da garantia de eficiência da tática utilizada, não poderia ser feita qualquer gravação. No entanto, alguns voluntários foram orientados a tentar, ao máximo, invadir o campo de jogo – garantindo, claro, que não haveria violência alguma, nem da parte da segurança, nem dos “torcedores” – que representavam as torcidas do primeiro jogo da copa: África do Sul x México. Eu participei desta simulação e consegui pular a grade e chegar bem próximo do campo. Mais três mexicanos e um americano conseguiram o mesmo. Todos foram levados por seguranças (2 a 5 por torcedor) até a saída mais distante do estádio, na avenida de acesso. Mesmo assim, sinto que há algumas falhas na segurança que, com este teste, poderão ser consertados. A tarde, a câmera que sobrevoa o estádio também foi testada.

Organização

Por enquanto a organização está desapontando bastante – melhorando lentamente. Grande parte do problema é a comunicação entre os próprios sul-africanos, que tem dificuldades de se entender pela existência de onze idiomas oficiais. Há imensa prestatividade de todos os funcionários e cidadãos, que são bem receptivos. No entanto, nenhuma informação bate e até mesmo grandes membros do OC (Comitê de organização) não tem idéia do que anda acontecendo, quando vai acontecer e onde. Pedir informações de pontos da cidade e locais específicos dentro do estádio é bem complicado.

Os ônibus que param em frente ao estádio ainda não estão funcionando e, com a ausência do metrô, confusões de como chamar os táxis podem dificultar a vida dos visitantes.

A parte externa do estádio está bem crua, mas não interferirá no funcionamento durante a Copa. O melhor a ser destacado a respeito do estádio é a existência de uma área bem grande, capaz de absorver todo o público em caso de emergências. Sua arquitetura também pode ser muito bem apreciada pelo local onde ele está inserido. Como a cidade tem um skyline bem baixo, com maioria das construções de até 2-3 pavimentos, o estádio pode ser avistado de uma boa distância – a não ser que hajam as antigas minas de ouro no campo de visão.

Tudo o que foi mencionado neste post será ilustrado e detalhado nos próximos posts. Enquanto isso, espero para ver se acontece alguma melhoria por parte da organização.

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A Copa do Mundo leva às cidades-sede grandes investimentos em infra-estrutura urbana e esportiva, comunicação, turismo, entre outros que são sempre noticiados. No entanto, esse benefícios podem ser levados a outras cidades que não as escolhidas como sedes dos jogos.

Foi pensando nesse assunto que entrei em contato com a Prefeitura da Estância de Atibaia, para entender de que forma Atibaia está se preparando para conseguir alguma oportunidade que venha com a Copa do Mundo FIFA 2014.

O processo

A MATCH, contratada pela FIFA, é responsável por avaliar a infra-estrutura das cidades interessadas visando à adequação em 4 âmbitos: torcedores, imprensa, delegações e a FIFA.  Inicialmente, a MATCH analisa a infra-estrutura existente como hotéis, proximidades com aeroportos e potencial da cidade, classificando-a como apta a receber um ou mais públicos acima listados. No caso do Brasil, a partir de quando for feito o sorteio dos grupos, a MATCH oferece algumas opções de cidades/hotéis às seleções conforme o local onde serão as partidas, deixando a escolha com os mesmos.

Atibaia

A ligação de Atibaia com o futebol já tem mais de 50 anos, com participação na Copa Roca, na década de 50, e a frequente visitação de clubes para treinamento. Foi a partir dessa história que Atibaia se viu interessada em se relacionar com o evento.

Semana passada, a cidade recebeu a visitação da MATCH para uma avaliação. A equipe, além de aprovar hotéis visitados, identificou um interesse mútuo da iniciativa privada e do poder público. Essa sinergia de interesses, facilita os investimentos caso a cidade colabore de alguma forma com o mundial de 2014.

Com a Copa, Atibaia pretende ter como retorno maior visibilidade de mídia, crescimento do turismo, benefícios em emprego e renda, não só durante o evento, mas antes mesmo dele – já que existem muitos congressos, eventos de patrocinadores, eventos FIFA, Fan Fests*, preparações e apoio para a realização de um dos maiores eventos esportivos do mundo – batendo recorde televisivo se comparado às Olimpíadas.

Atibaia entrou em contato com a MATCH, apresentou seus equipamentos e, hoje, já tem um plano de mobilidade urbana em desenvolvimento, independente de qualquer oportunidade que a Copa venha oferecer. Além disso, a localização do município é estratégica, ficando próxima de 3 importantes aeroportos: cumbica e congonhas , em São Paulo, e Viracopos, em Campinas.

Rede Hoteleira

Dentre os principais hotéis da cidade está o Bourbon Spa Resort – que recebe várias equipes como Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, entre outras. O hotel tem uma grande infra-estrutura, incluindo campos de futebol, quesito interessante a ser considerado caso haja interesse da MATCH em Atibaia ser uma das opções para recebimento de delegações.

Além desse, Atibaia conta com outros bons hotéis como o Estância Lynce, por exemplo, e outros hotéis de características e portes variados.

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Acima, Bourbon Spa Resort

Cidades interessadas no Estado de São Paulo

No dia 28 de Maio, o Portal da Copa 2014 publicou matéria sobre as cidades interessadas em participar dessa forma durante o próximo Mundial. Leia Mais.

A importância

O benefício turístico que vem com a mídia é imenso. Grande exemplo disso é a comuna de Weggis, na Suíça, onde a seleção brasileira se preparou antes da Copa de 2006, na Alemanha. Segundo informação dada no programa “Redação Sportv” de 28-05-2010, Weggis, este ano, é local de preparação de 8 seleções das 32 que participarão do mundial deste ano. Posteriormente, as seleções partem para a África do Sul. Isso tudo se deve à boa qualidade dos equipamentos esportivos e de da rede hoteleira e da forma como a imagem foi trabalhada durante o evento em questão.

*Leia Mais sobre as Fan Fests clicando aqui.

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 Vamos depender do jeitinho brasileiro?

6 de maio de 2010 por Lilian de Oliveira | Sem categoria

Não é só a mídia que noticia os atrasos nas obras, licitações, e até mesmo, na elaboração dos projetos (sim, temos estádios sem projetos). A falta de organização com prazos comprova isso. Podemos notar pela ausência de obras, modificações urbanas, campanhas e uma infinidade de atitudes que já deveriam ser tomadas.

Não sou muito fã das comparações com a África do Sul pois, afinal, cada um tem suas particularidades e deve ser considerada como única, devendo somente ter como referência as experiências e fracassos de países que já sediaram o evento.  No entanto, é cabível a comparação no quesito organização. Ambos os países, desde que escolhidas como sede, tem muito a ser desenvolvido e ambos fizeram “corpo mole” ao se organizar.

Antes mesmo de iniciar a Copa do Mundo FIFA 2010, já sabemos das grandes dificuldades que a África do Sul enfrentará. Há insegurança, principalmente, às questões de transporte e segurança pública, sem contar na lotação dos estádios – coisa que a FIFA está resolvendo ao dar ingressos aos trabalhadores – preocupação que não deve acontecer com o Brasil em 2014. Hoje, a pouco mais de um mês do início dos jogos, a áfrica está sofrendo para solucionar seus grandes problemas e sendo duramente criticada. Por mais que eles sejam resolvidos, há uma má imagem diretamente ligada ao país.

Além da referência, a FIFA tem vasta experiência no desenvolvimento dos países para receber seu evento (o maior evento esportivo, superando em audiência, até mesmo, as Olimpíadas).  Deve haver um maior respeito e maior dedicação ao cumprimento de prazos e desenvolvimento das idéias da Copa antes que tenhamos que dar aquele jeitinho brasileiro que põe qualquer legado por água abaixo. Isso sem contar que a FIFA sempre tem um plano B caso a decepção com algum país seja grande.

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 Entremos em pânico com Rio 2016?

1 de outubro de 2009 por Lilian de Oliveira | Estratégias, Sem categoria

Um dia antes do anúncio de quem hospedará as Olimpíadas 2016, começo a me preocupar com a possível escolha do Rio de Janeiro. Faço este post para explicar o porquê!

Desde que o Brasil foi escolhido para sediar a Copa de 2014, vimos pontos positivos, negativos, mas, na minha opinião, infinitamente com mais benefícios. Da mesma forma, as Olimpíadas aqui, trariam os mesmos benefícios que uma Copa, com um benefício a mais: um grande desenvolvimento dos esportes no país, principalmente para aqueles que não tem tanto apoio como o futebol e onde o Brasil ainda não se destaca tanto.

No entanto, da mesma forma que estamos tendo dificuldades para proporcionar equipamentos com qualidade para um evento do porte de uma Copa do Mundo FIFA, teremos para as Olimpíadas, só que com TODOS os equipamentos – ainda mais com estrutura para os esportes que ainda nem temos tanto contato, portanto, enfrentaríamos mais dificuldades, teríamos mais problemas para achar usos e garantir a continuidade desses espaços sem perder investimentos e oportunidade do desenvolvimento do esporte no país.

Considero o Pan, como um treinamento para a Copa, e esta, por sua vez, um treinamento para a as Olimpíadas. Não se trata de visibilidade, mas de um número de equipamentos com extremo rigor que seriam incovenientes enquanto temos que nos preocupar com a Copa. Lembremos também que, do que for feito para a Copa, aproveitaríamos a infra-estrutura de transporte e equipamentos urbanos e de hotelaria (isso dependendo da região, pois podemos ter certeza que o Rio inteiro não será modificado para a Copa). De estádio mesmo, utilizaríamos, no máximo, o Maracanã e provavelmente o Morumbi. Além disso, futebol é UMA das muitas modalidades esportivas que estão inclusas neste evento.

Temos que considerar que até 2014, a atenção é para a COPA, que já está nas nossas mãos e que temos responsabilidade de atender com primor . Sobrariam 2 anos para efetivamente dar atenção decente e digna às Olimpíadas. Muito pouco. Teríamos, sem dúvida, brigas de “para onde vai a verba: Rio ou outras cidades?” ou ” Copa ou Olimpíadas?”. Não caberia tirar investimentos que viriam para a Copa e para o desenvolvimento urbano das cidades-sede para ter que se adequar ao Rio de Janeiro, que pega um evento, já tendo outro na mão e que ainda não deu conta.

Dentre as candidatas, acho que Madrid seria a ideal. Está mais preparada urbanisticamente, teria benefícios para o futebol (já que, como já mencionei, tem seus estádios prestes a passar por reformulação), já tem experiência positiva com urbanismo através de Olimpíadas, tem muito a mostrar e se encaixa bem no revezamento de Copa-Olimpíadas. Chicago também está bem neste ponto. Aí entra minha preferência particular… vejo a Espanha com muito mais cultura e muito mais coisa a se mostrar do que os norte-americanos.

Outro ponto a ser considerado, é que um evento tiraria o brilho do outro com tamanha proximidade de tempo. Claro que o país ficaria em evidência por um bom tempo, mas ainda acho que seria mais lucrativo distanciar. Quase que perde a graça ver o Brasil na Copa, e depois o Brasil de novo, com as mesmas coisas a serem mostradas. No âmbito do turismo, acho que mais tempo entre os eventos, garante mais tempo de especulação, mais tempo para o Brasil tentar mostrar mais coisas, consequentemente, sem riscos de não dar conta e mais chances de ter sucesso com o turismo. A proximidade pode matar as Olimpíadas e parecer quase que um repeteco.

Tivemos o PAN, que teve muitos pontos positivos em relação à organização, mas que pecou em relação à infra-estrutura. Muita coisa perdida, muita coisa temporária que não deixa legado algum, que se superou facilmente em instantes… Marcou mais para os voluntários, pois foi uma experiência muito interessante (digo isso pois fui uma voluntária). No entanto, não é porque gostei muito desse período espetacular no Rio de Janeiro, que me sinto “obrigada” a apoiar as Olimpíadas, algo completamente diferente. Não atendo aos pedidos do COB para votar no Rio, não! E torço muito para que tenhamos somente a Copa… é muita ganância e pouco cacife ter os dois eventos em tão pouco tempo.

De qualquer forma, caso seja a cidade escolhida…. façamos nosso melhor! Nada além do que a obrigação!

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