Posts da categoria ‘Infra-estrutura Urbana’

A Copa do Mundo leva às cidades-sede grandes investimentos em infra-estrutura urbana e esportiva, comunicação, turismo, entre outros que são sempre noticiados. No entanto, esse benefícios podem ser levados a outras cidades que não as escolhidas como sedes dos jogos.

Foi pensando nesse assunto que entrei em contato com a Prefeitura da Estância de Atibaia, para entender de que forma Atibaia está se preparando para conseguir alguma oportunidade que venha com a Copa do Mundo FIFA 2014.

O processo

A MATCH, contratada pela FIFA, é responsável por avaliar a infra-estrutura das cidades interessadas visando à adequação em 4 âmbitos: torcedores, imprensa, delegações e a FIFA.  Inicialmente, a MATCH analisa a infra-estrutura existente como hotéis, proximidades com aeroportos e potencial da cidade, classificando-a como apta a receber um ou mais públicos acima listados. No caso do Brasil, a partir de quando for feito o sorteio dos grupos, a MATCH oferece algumas opções de cidades/hotéis às seleções conforme o local onde serão as partidas, deixando a escolha com os mesmos.

Atibaia

A ligação de Atibaia com o futebol já tem mais de 50 anos, com participação na Copa Roca, na década de 50, e a frequente visitação de clubes para treinamento. Foi a partir dessa história que Atibaia se viu interessada em se relacionar com o evento.

Semana passada, a cidade recebeu a visitação da MATCH para uma avaliação. A equipe, além de aprovar hotéis visitados, identificou um interesse mútuo da iniciativa privada e do poder público. Essa sinergia de interesses, facilita os investimentos caso a cidade colabore de alguma forma com o mundial de 2014.

Com a Copa, Atibaia pretende ter como retorno maior visibilidade de mídia, crescimento do turismo, benefícios em emprego e renda, não só durante o evento, mas antes mesmo dele – já que existem muitos congressos, eventos de patrocinadores, eventos FIFA, Fan Fests*, preparações e apoio para a realização de um dos maiores eventos esportivos do mundo – batendo recorde televisivo se comparado às Olimpíadas.

Atibaia entrou em contato com a MATCH, apresentou seus equipamentos e, hoje, já tem um plano de mobilidade urbana em desenvolvimento, independente de qualquer oportunidade que a Copa venha oferecer. Além disso, a localização do município é estratégica, ficando próxima de 3 importantes aeroportos: cumbica e congonhas , em São Paulo, e Viracopos, em Campinas.

Rede Hoteleira

Dentre os principais hotéis da cidade está o Bourbon Spa Resort – que recebe várias equipes como Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, entre outras. O hotel tem uma grande infra-estrutura, incluindo campos de futebol, quesito interessante a ser considerado caso haja interesse da MATCH em Atibaia ser uma das opções para recebimento de delegações.

Além desse, Atibaia conta com outros bons hotéis como o Estância Lynce, por exemplo, e outros hotéis de características e portes variados.

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Acima, Bourbon Spa Resort

Cidades interessadas no Estado de São Paulo

No dia 28 de Maio, o Portal da Copa 2014 publicou matéria sobre as cidades interessadas em participar dessa forma durante o próximo Mundial. Leia Mais.

A importância

O benefício turístico que vem com a mídia é imenso. Grande exemplo disso é a comuna de Weggis, na Suíça, onde a seleção brasileira se preparou antes da Copa de 2006, na Alemanha. Segundo informação dada no programa “Redação Sportv” de 28-05-2010, Weggis, este ano, é local de preparação de 8 seleções das 32 que participarão do mundial deste ano. Posteriormente, as seleções partem para a África do Sul. Isso tudo se deve à boa qualidade dos equipamentos esportivos e de da rede hoteleira e da forma como a imagem foi trabalhada durante o evento em questão.

*Leia Mais sobre as Fan Fests clicando aqui.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

Em 2010 teremos eventos que levam o futebol à população como forma de inserção social. Exemplo disso é a Copa do Mundo de Crianças de Rua (Leia Mais), que acontecerá em Durban, na África do Sul, e a Homeless World Cup, que acontecerá no Rio de Janeiro, Brasil.

A questão que levanto sobre o assunto é a infra-estrutura para a realização desses eventos. Será bom usarmos equipamentos temporários? Pode ser mais barato e fácil de se livrar de um custo de manutenção e a idéia de “elefantinhos brancos” – já que seriam de pequeno porte. Mas será que não é desse tipo de equipamento pequeno que a população carece???

Há muitas organizações espalhadas pelo país que sentem a falta de um espaço para jogar, de um vestiário para se trocar. Será que se espaços públicos, que pudessem servir à esses eventos, fossem construídos, não poderiam permanecer nas cidades para a prática do esporte (seja futebol ou outro esporte qualquer) servindo para a realização de possíveis torneios e campeonatos entre organizações e entidades que visam a inserção social? Será que esses espaços não poderiam ser palcos de “viradas esportivas” como as que acontecem em SP (também em espaços temporários, ou, nem sempre, adequados)?

As cidades brasileiras carecem de espaços esportivos públicos! Essa necessidade aumenta ainda mais se considerarmos os esportes olímpicos, por exemplo – golf, boxe, tênis… tantos outros.

Uma outra opção válida poderia ser um equipamento itinerante que pudesse passear pelo país, sediando eventos esportivos e ainda tendo espaços para exposições e/ou mostras temáticas que levassem cultura à sociedade. Um tipo de espaço legal que pode ser usado como referência é um estádio inflável que foi criado pelo Various Architects, da Noruega, e que além de ser inflável e móvel, ainda é reciclável. Leia mais sobre esse estádio aqui.

Acredito que equipamentos temporários são bons em algumas circunstâncias, mas para um país com tamanha dificuldade de acesso à cultura e de desenvolvimento do esporte como o Brasil, não é uma opção que poderíamos escolher tantas vezes. Londres (e as olimpíadas 2012) é um caso a parte.

Conheça mais sobre:

Homeless World Cup

Street Child World Cup

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

 As FAN FESTS da FIFA

14 de fevereiro de 2010 por Lilian de Oliveira | Infra-estrutura Esportiva, Infra-estrutura Urbana

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Poucos são os sortudos (e endinheirados) que tem a oportunidade de comprar ingressos para assistir às partidas da Copa do Mundo. A grande maioria dos habitantes do país sede, costumavam assistir aos jogos de suas tvs ou em bares. Hoje, o cenário já é diferente. Em 2006, na Alemanha, foram criadas as Fan Fests, da FIFA. Essas fan fests são festas oficiais onde as pessoas que não tem ingressos para entrar nos estádios, podem desfrutar o evento, com as transmissões ao vivo dos jogos, apresentações, Djs e outros tipos de entretenimento temático entre os jogos, contando com grandes telões de alta resolução, equipamentos luminotécnicos, palcos e equipamentos de som .

Na África do Sul não será diferente! Seguindo o sucesso alemão, cada cidade sede da Copa do Mundo 2010, terá fan Fests, esperando receber, com estas opções, mais de um milhão de visitantes.

Poucos meses antes do evento de 2010, a FIFA resolveu expandir as fan fests para além do país sede, escolhendo mais algumas cidades para ter estas festas públicas: Berlim, Londres, Cidade do México, Paris, Rio de Janeiro, Roma e Sydney.  Este ano, cada uma dessas cidades terá comida, dança e música africana, espalhando a atmosfera sul-africana.

Para a realização das Fan Fests, vêm novas demandas: no transporte, na segurança e na infra-estrutura do espaço. Apesar de serem espaços públicos, eles são cercados, para que seja possível garantir a segurança. No local,  assistência médica deve estar disponível assim como policiamento. Para acessar os locais escolhidos, a FIFA e a organização local incentiva o transporte público, para que o torcedor não tenha que ir com seu carro, causando mais transtornos.

Tanto para esse ano, quanto para 2014, precisamos nos preparar para proporcionar espaços dignos deste evento, que pode servir, posteriormente, para espaços destinados às grandes aglomerações. Este tipo de espaço não costumamos ter e é por isso que podemos ver que grandes eventos como parada gay,  festas de fim de ano, etc,no Brasil, são realizados em locais impróprios como a Avenida Paulista, por exemplo, causando transtornos como problemas no trânsito, equipamentos depredados e, até mesmo, dificuldade de conter manifestações violentas ou de prestar socorro.

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Cada cidade pode usar a criatividade para proporcionar esses eventos de formas diferentes. Podemos ter como referência Frankfurt, com sua SkyArena, que tinha seus prédios como tela de projeção – edifícios estes que são responsáveis pelo skyline da cidade – ou onde os lagos tinham telões e os torcedores se acomodavam nas margens. Basta saber aproveitar o relevo, a cultura, os hábitos e características locais de cada cidade. Veja o vídeo da Frankfurt SkyArena.

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Acima à esquerda Fan fest em Frankfurt e, à direita, em Munique, 2006.

Vale a pena lembrar, que para um sucesso maior, embalagens consumidas nesses eventos devem ser reduzidas e recicláveis, além de tentar aproveitar o maior número possível de recursos naturais, como foi o Live Earth em 2007, por exemplo.

Fontes:

FIFA, Cape Town Magazine e South Africa Info

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

Hoje me peguei pensando no tanto de coisas que aconteceram durante este ano. Foram muitas polêmicas, muitas boas intenções,  resultados nem tão bons, algumas boas iniciativas. Enfim, com seus altos e baixos. Resolvi fazer esse post para fechar o ano com um breve resumo da evolução da Copa 2014 em 2009.

Para mim, o ano foi muito proveitoso, pois foi em Maio que criei meu blog “Gol da Arquitetura“, e, graças a ele, aprendi muito com os comentários, com os contatos que fiz e com as metas que estabeleci que me colocava em constante pesquisa e estudo. Foi através dele, que consegui esse espaço no Portal da Copa, como blogueira, me deixando bastante satisfeita, pois obtive mais visibilidade dos meus textos, aumentando ainda mais as discussões saudáveis em torno das questões que estudo.

É por conta do anúncio de quais seriam as cidades-sede, nas proximidades de Maio, que vejo o começo dos maiores  acontecimentos do ano.

Maio: Cidades candidatas discutem, rivalizam (algumas saudavelmente, outras nem tanto) para provar  ou apenas convencer do quanto seus projetos são bons. Acontece a vulgarização/banalização da palavra “LEGADO” que aparece em todos os discursos, embora ninguém saiba detalhes do que seria realmente isso. Palavra esta que vai permanecer em alta até o fim do ano. A FIFA anuncia as cidades escolhidas. As cidades que ficaram de fora, buscam novas alternativas de investimentos, algumas das escolhidas dentro só pensam em provocar. Há poucos detalhes dos projetos arquitetônicos dos estádios, mas um ou outro já se destaca por conta da apresentação (Porto Alegre e Manaus). Começa o questionamento de alguns estádios como o de “Recife” e o Morumbi (opiniões que continuam polêmicas até o fim do ano).

Junho: O mês do Elefante Branco. Pipocam textos em todos os jornais, revistas (impressos ou virtuais), blogs de célebres críticos ou meros cidadãos “indigentes” sobre a possibilidade de termos elefantes brancos em todo nosso país. Poucos são aqueles que buscam uma resposta para os problemas e a comparação com a África do Sul e com os equipamentos das olimpíadas de Atenas é inevitável.  Mais imagens dos projetos das 12 cidades começam a ser publicadas. Cidade de Cuiabá virá polêmica por mudar drasticamente o projeto do estádio após anúncio da FIFA.

Julho: Grandes problemas como Saneamento básico, transportes (acessibilidade e condições de aeroportos) são intensamente questionados. Assim como a segurança nos estádios. Questionada e criticada a possibilidade do estádio de Cuiabá não ter licitação. Termo “Copa verde” começa a se firmar no país.

Agosto: A sustentabilidade começa a ser a principal de todas as boas intenções e chega ao seu ápice. A partir daí, começam a surgir novos textos, novos estudos, a viabilização da certificação LEED. Morumbi busca a garantia da vaga de estádio representante de São Paulo mostrando novas opções de cobertura e fecha o mês com a decisão da cobertura feita pelo grande escritório alemão GMP architekten. Começam a ser contestados os investimentos públicos em estádios privados. É lançado o PAC da Copa. Ajustes são feitos nos projetos (naturalmente) e BNDES começa a mencionar os altos custos das obras.

Setembro: A mídia especula a eliminação de algumas cidades-sedes. “Manual de Estádios” é lançado e serve como complemento técnico para áreas ainda sem muita regulamentação, colaborando com melhores resultados. João Pessoa, Natal e Recife começam a se integrar, mostrando como as rotas podem beneficiar mais do que somente as cidades-sede.

Outubro: Rio de Janeiro é escolhida a cidade dos Jogos Olímpicos de 2016, o que faz com que todo o olhar deva ser reestruturado, visando um benefício maior ainda ao esporte, a categoria de base e a uma nova forma de se estudar os investimentos para o Rio de Janeiro e estados vizinhos que também colaborarão com o evento (como São Paulo e Bahia). São Paulo novamente é criticada por seu transporte caótico e lamentável, questionando uma possível abertura da Copa. Algumas cidades já começam a capacitar profissionais para facilitar hospitalidade e prestação de serviços (ex: Manaus e cidades de Goiás). Saem novas especificações para arenas, elaboradas pela FIFA.

Novembro: Mês do Apagão – Incidente mostra como o país está vulnerável. Com a idéia de PAC da Copa, todas as cidades tentaram colocar inúmeros projetos como investimentos necessários à realização da Copa, embora isso não seja verdade. Bienal de Arquitetura realiza workshop que pretende estudar e orientar o posicionamento das cidades-sede perante os investimentos urbanísticos. Nesse evento acontece um ciclo de palestras sobre as arenas da Copa e onde está exposta uma maquete inédita da nova cobertura para o Morumbi. Mais cidades começam projetos de capacitação de cidadãos, como Fortaleza e Curitiba.

Dezembro: Mês das cheias em SP mostra como a urbanização da cidade e a intensa impermeabilização da metrópole é um grande problema a ser resolvido. Mesmo assim, a cidade continua com seu plano de novas faixas nas Marginal. O ano termina com algumas licitações ainda em aberto, outras já sendo finalizadas. Morumbi continua como dúvida, Cuiabá ainda é questionada. Verbas começam a extrapolar e alguns investimentos começam a ser negados, levando as cidades a buscar novas soluções.

Outros fatos que não posso deixar de mencionar é o incrível crescimento que tenho visto de estudos (de universitários e profissionais) que começam a se dedicar a áreas específicas ligadas ao futebol, ao urbanismo e à arquitetura esportiva. Novos incentivos aos esporte, tecnologias mais saudáveis e ciclovias parecem ganhar espaço, prometendo melhorias para os avanços em 2010. O crescimento de eventos, palestras e fórums sobre a Copa é grande e colabora com o avanço natural das idéias.

Termino esse resumo dos fatos, pedindo desculpas por algum fato importante que eu tenha esquecido e agradecendo a todos que colaboraram, comentaram, criticaram ou simplesmente leram. Obrigada e que 2010 traga avanços saudáveis ao Brasil.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

 E tudo leva o nome da Copa…

14 de dezembro de 2009 por Lilian de Oliveira | Estratégias, Infra-estrutura Urbana

Ultimamente tenho visto as propostas de melhorias urbanas apresentadas pelas cidades-sede. Aqueles com discursos lindos, cheios de legado e de sustentabilidade a flor da pele. Foi agora em Novembro, que também participei do Workshop da Copa, desenvolvido pelo IAB, para que arquitetos e urbanistas (e/ou outros profissionais, se interessados), elaborassem material a ser publicado e apresentado às autoridades, com estudos urbanos para essas cidades em questão. No evento, participei do grupo da cidade de Porto Alegre e, no final, vi as apresentações dos outros grupos que aconteciam nesta semana (Manaus e Rio de Janeiro).

Nas três cidades, pudemos ver que o governo tem andado numa direção um pouco equivocada., nem sempre desenvolvendo as melhores idéias. Além disso, pude notar que, na maioria delas, as propostas apresentadas como “Propostas da Copa”, são propostas “encalhadas” ou que já estavam quase em execução. Portanto, muitas delas, não estão diretamente ligadas ao evento. Não necessariamente trazem benefícios a ele. Podem até ajudar na cidade, mas não colaboram com as necessidades reais da cidade para que deixe algo para a cidade, mas que também colabore com a eficiência e segurança durante o evento (motivo pelo qual a renda foi “liberada”). Nem acho que cabe questionar a sustentabilidade dessas propostas, simplesmente porque não existe.

Será que tudo vai ter que entrar nesse PAC para que as cidades consigam executar suas tão desejadas obras? Não acho que esse deva ser o posicionamento correto. Cabe questionarmos o que é e o que não é bom para a cidade.

Não é porque há verba, que as sedes devem colocar todas as construções de túneis, alargamentos, duplicações de rodovias. Vale a pena estudar antes, também, e ver o que realmente está faltando, se as propostas se interligam, ou se serão aquelas obras que ligam o “nada” com o “lugar algum”.

*Os materias desenvolvidos no workshop, para cada cidade (que, em sua maioria, não enviou representantes nem materiais para o desenvolvimento do trabalho, dificultando-o), será publicado em mídias impressas e também disponibilizado futuramente no site do IAB-SP.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

 A real acessibilidade

8 de novembro de 2009 por Lilian de Oliveira | Infra-estrutura Urbana

Já faz um tempo que tenho pensado no que é realmente uma boa acessibilidade. Não há uma fórmula, nem mesmo nada ideal no mundo ainda. Claro que há referências em acessibilidade em pontos específicos e as citarei aqui. No entanto, acessibilidade, ao meu ver, engloba tudo: todas as classes, todas as regiões, todas as idades, todos os meios de transportes, todas as pessoas, indiferente de terem alguma deficiência física – durante 24h.

Acessibilidade é o que vejo como uma forma democrática de permitir o direito de ir e vir.

Foi vendo uma reportagem da Globo (Jornal Nacional) e indo para São Paulo, durante essa semana, que lembrei de um dos apuros dos paulistanos. Foi, então, que resolvi escrever esse texto. São Paulo é o maior exemplo de falta de acessibilidade – de qualquer umas das formas de abrangência mencionadas acima.  Na reportagem, o foco é a diminuição do número de ônibus durante o fim de semana, fato este que realmente deixa o dia que seria mais tranquilo ao andar de ônibus com os mesmos problemas de superlotação só que com mais um problema somado: uma espera maior devido à menor frequência dos veículos.

Visando a acessibilidade, Porto Alegre é a primeira cidade a se comprometer ao “ajuste” em relação ao tema proposto pelo Conade (Conselho Nacional de Pessoas com Deficiência), que visa o acordo com todas as cidades-sede, conforme matéria publicada pelo Portal Copa 2014.
Gostaria de poder ver uma grande mobilização para projetos bem brasileiros. Podemos contar com referências, sem dúvida, mas visando a realidade brasileira, assim como nossas particularidades e necessidades. Dentre algumas das referências específicas que conheço, cito, abaixo, algumas delas:

Las Ramblas, Barcelona, Espanha: As Ramblas priorizam os pedestres. São grandes trajetos para pedestres, com vias laterais, que tem tratamento de piso específico, permitindo o carro mas demonstrando esse espaço ser, principalmente, do pedestre. Os trechos contam com diversas apresentações culturais, lojas e cafés, aumentando o contato daquele que circula ali com a cultura local. A vida noturna é agitada, garantindo segurança.

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Outro ponto positivo das ramblas é que formam percursos entre pontos importantes para aqueles que preferem as bicicletas ou que optam por andar a pé. Além disso, criam a oportunidade de ampliar as áreas verdes da cidade, contribuindo para uma melhoria considerável na quantidade de áreas verdes por habitante (bastante insatisfatório nas cidades brasileiras), quantidade esta que deve obedecer padrões estipulados pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Esses “rasgos verdes” ajudam também, um pouco na temperatura média das cidades, geralmente altas em grandes polos urbanos e metrópoles, devido, principalmente, à grande metragem asfaltada e à grande quantidade de poluentes no ar.

Metrô de Londres, Inglaterra: O metrô londrino tem uma linha bastante abrangente e ramificada. Esse conceito é democrático, pois abrange todas as áreas, facilita os trajetos pelas várias opções de percursos distribuindo melhor o público pelos vagões. Temos, em São Paulo, um metrô considerado muito bom em relação à limpeza, manutenção. No entanto, nesta mesma semana, reparei que não há muitos avisos em inglês – o mínimo de informação para visitantes estrangeiros. Além disso, os metrôs, no Brasil, são cumulativos, os eixos aglomeram muitas pessoas que tem somente uma opção de trajeto e que, mesmo assim, não consegue acessar várias áreas da cidade, necessitando a integração de outros meios, que geralmente não tem bilhete integrado e que também tem suas deficiências particulares.

Leia mais sobre o assunto das linhas no meu blog Gol da Arquitetura.

02_londonVelibs – Bicicletas livres/públicas, Paris, França: os franceses são referência no transporte público através de bicicletas. Foi a partir do sistema francês que a Alemanha desenvolveu o seu e agora os americanos, com um projeto que pretende ser um dos maiores do ramo e que teria como sede a cidade de Boston (que também tem um metrô interessante – embora um tanto sujo, com direito até a camundongos).

Para quem se interessar, já postei, nesse mesmo blog, um texto sobre as novidades e coisas que considero interessantes no aspecto de ciclovias, pontes para ciclistas, novos modelos de bicicletas, etc.) Leia Aqui.

Velibs enfileiradas

Velibs enfileiradas

Algumas cidades já caminham com projetos de aluguel de bicicletas, mas o grande problema com a falta de ciclovias, ou, até mesmo, ausência de ciclofaixas, prejudica o desenvolvimento pela falta confiança na segurança. Além disso, esses projetos ainda trabalham com um número reduzido de bicicletários, bicicletas e poucos locais oferecem benefícios e infra-estrutura para aqueles que adotam a bicicleta como meio de transporte oficial (espero que mude até a Copa, pelo menos).

Automóveis: Não consigo dar uma referência específica, mas somatórias de projetos e tecnologias, poderiam fortalecer a visão dos brasileiros em relação à variedade de meios de transportes que podem ser utilizados. O brasileiro, tem em sua cultura uma fascinação pelo automóvel, sendo ele um dos bens de consumo mais visados. Não acho que o automóvel deva ser banido, pelo contrário, utilizado, sim, quando for necessário, quando for o método mais adequado – não a toda hora. Soluções que considero são: pedágio urbano, que pode ter a verba arrecadada e convertida em melhorias no transporte ou em conpensação ambiental, talvez até filiada à algum projeto de alguma (ou várias) ONG(s). Adoção de automóveis com menor impacto – elétrico, por exemplo. Leia mais sobre o assunto nestes posts: “Carro Elétrico Brasileiro!”, “Estacionamento visionário para uma Copa Verde”, e “Carro Elétrico Brasileiro, no Gol da Arquitetura”.

Navegabilidade dos rios: Um pouco mais difícil de se concretizar tão rápido, mas poderíamos utilizar nossos abundantes rios brasileiros com o transportes de cargas não perecíveis (como adubos, madeira, minerais e grãos – cargas pesadas, em geral). A hidrovia é muito menos poluente e mais barata. Só nos falta infra-estrutura elevatória para alguns pontos específicos, estudo de pontos que não permitem certa calagem e portos urbanos. Além do transporte de cargas, transportes turíticos (desde que com tratamento das águas -  que já tarda e falha) e transportes públicos poderiam ser trabalhados para que algo ali seja interessante, revitalizando nossos rios, totalmente esquecidos e subestimados.

Ferrovia: Sabemos que a Europa é exemplo. O rodoviarismo é uma metodologia do americano e que já se provou bastante prejudicial há tempos. O ferroviarismo é muito mais em conta e mais saudável. Nosso problema é a visão que temos de ferrovia e as diversas atrocidades que já fizemos ao longo dos anos, adotando a cada momento uma bitola diferente, impedindo unificações de linhas, que hoje são desconexas. Muitas melhorias do que temos, dos trajetos, são necessárias e complicadas, sem contar na obrigação de manutenção de vagões e estações .

Deficientes: A construção civil tem normas de acessibilidade (NBR 9050, da ABNT) a serem seguidas, mas muitas vezes não as obras não respeitam ou não executam o projeto devidamente, até mesmo por falta de interesse do cliente. Além da acessibilidade aos diversos equipamentos urbanos, o transporte público deve pensar naqueles que tem alguma restrição ou dificuldade física, incluindo aí, idosos, grávidas, cadeirantes, deficientes visuais, entre outros. É necessária a escolha de pisos públicos que antiderrapantes, que não se deformem com o tempo,  ou com obras de  servidores de abastecimento de água, luz, gás, telefonia, entre outras, uma boa sinalização, o respeito ,PRINCIPALMENTE, de funcionários públicos que parecem ter direito de avançar e estacionar em calçadas com seus carros, rampas de acesso em todas as esquinas, ausência de degraus, fiscalização eficiente para o cumprimento dos projetos e CONSCIENTIZAÇÃO. Além disso, visando os eventos, claro, devem ser feitas todas as definições de acessibilidade para os estádios.

Aeroviário: Deficiente no país, mas parece bem encaminhado em relação à Copa. O setor tem recebido grandes investimentos. A maioria para ampliação de terminais. A melhor distribuição dos vôos poderiam contribuir para aumento turístico – já que alguns trajetos são um tanto estúpidos para estrangeiros visitarem algumas regiões do Brasil. Não podemos esquecer que cidades como São Paulo tem um dos maiores tráfegos de helicópteros, mesmo que visando a classe mais abastada, o desenvolvimento do setor favorece os negócios do Brasil com outros país e deve ser considerada sim.

Acessibilidade à informação… porque não? Muitos países tem facilidades aos cidadãos permitindo que todo e qualquer habitante ou visitante acesse via rede pública, a internet, facilitando a acessibilidade à informação.

Bom, voltando à acessibilidade voltada à mobilidade urbana, retomo tudo o que foi dito. Nada é resolvido, se todos esses sistemas acima não forem integrados. Integração esta, feita de diversas formas: espacial (estações intermodais), por meio de bilhetes únicos e pelas  informações claras que demonstrem a diversidade de opções.

Podemos ser únicos! Nem que fosse em uma única cidade-sede, servindo de exemplo para as outras sedes e outros países, abrindo portas para o Brasil e respeito.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

 Vamos pedalar?

24 de setembro de 2009 por Lilian de Oliveira | Idéias Verdes, Infra-estrutura Urbana

Já faz tempo que os ciclistas pedem ciclovias e que muitos estudiosos vêem benefícios na construção das mesmas e no incentivo ao uso das magrelas. Como temos uma “Copa Verde” e a obrigação de uma sociedade com hábitos saudáveis, para passarmos a imagem desejada durante o evento, nada mais justo que começar a trabalhar esse meio de transporte barato, prazeroso e que propicia múltiplos benefícios aos adeptos e à sociedade como um todo.

Nesse post, me proponho a citar as cidades que sediarão a Copa do Mundo FIFA 2014, no Brasil, que já mencionaram planejamento para a construção desses equipamentos urbanos. Além disso, menciono algumas tecnologias que envolvem as bicicletas, referências internacionais e os benefícios e possíveis dificuldades no desenvolvimento desta idéia.

Dentre as candidatas, Cuiabá embora tenha seu foco no sistema rodoviário, propõe a construção de algumas ciclovias paralelamente às avenidas trabalhadas para a Copa. Já Porto Alegre, promete construir alguns trechos ainda este ano e Curitiba, sempre a frente no quesito “bom transporte”, pretende terminar ainda esse ano um estudo da malha cicloviária que pretende ser metropolitana, além de um plano diretor que também traz novas medidas e diretrizes para a utilização das bicicletas como meio de transporte diário dos curitibanos. Leia mais sobre os planos de Curitiba. Além desse planejamento, somando ao Dia Mundial Sem Carro (ontem, dia 22/09), a cidade elaborou um programa de oficinas de manutenção de bicicletas, marchas, troca de pneus, pedalada defensiva, assim como uma grande campanha de respeito ao pedestre. Nada como uma grande campanha que conscientiza aos poucos a sociedade, não? Grande exemplo de Curitiba às outras cidades.

Belo Horizonte foi uma das primeiras cidades a ter as ciclovias reivindicadas. Felizmente, já temos o Rio de Janeiro como grande exemplo de como o sistema de ciclovias é bom para turismo, saúde, lazer e transporte. Conforme o Riotur, a cidade maravilhosa conta com cerca de 132,50km de ciclovias. Ótimo exemplo para outras cidades litorâneas e planas (geografia que colabora, e muito, para a adoção desse transporte). Mas, pelo contrário do que se pensa, cidades mais montanhosas podem, sim, ter ciclovias. Exemplo disso, é São Paulo, que apesar de só ter uma ciclovia “decente”, tem o governo sendo pressionado para a elaboração de novos trechos. Recentemente, faixas temporárias (ainda que só no fim de semana) foram criadas, o Minhocão (também no fim de semana) vira uma grande ciclovia. Apesar de tudo estar em más condições, nota-se um grande desenvolvimento da intenção em colocar a bicicleta no dia a dia paulistano. Fatores que mostram isso são: permissão de bibicletas nos metrôs e o aluguel das bicicletas nas estações, que contam com ajuda de bicicletários em alguns pontos da cidade. Ainda são poucas unidades e relativamente poucos usuários, mas tem ganhado visibilidade.

A maior desculpa de todas, no caso de São Paulo (e de algumas outras cidades), é a segurança. Isso se deve à péssima idéia de que uma ciclovia é uma ciclofaixa. Estudos nos Estados Unidos já provaram que para uma ciclovia seja segura, ela tem que ter uma barreira contra o carro, um limite, caso contrário, os motoristas invadem o espaço. Medida esta que deve ser implementada no Brasil se quisermos algo que realmente funcione e que possa convencer nossos cidadãos mais preocupados. Outras cidades também podem ter ciclovias, mas até agora nada foi muito estudado.

Junto com as ciclovias em si, vêm outras infra-estruturas: bicicletários, chuveiros e vestiários nas empresas, pontes para bicicletas (em algumas ocasiões são fundamentais), aumento do número de bicicletas gratuitas pela cidade e diminuição do custo de bicicletas para quem quiser comprar a sua. Além disso, trazer novas tecnologias no ramo das bicicletas para o Brasil, seria extremamente interessante para estimular a sociedade.

Temos muitas cidades pelo mundo que podem nos servir de referência. Há muito tempo, a Holanda já tem seu transporte baseado nas bicicletas. Dificilmente vemos uma foto de Amsterdam ou Eindhoven, por exemplo, onde não apareça uma bicicleta encostada ou sendo utilizada. Já a França, tem um dos maiores e mais organizados sistemas de locação pública de bicicletas, que também gera empregos. Esses empregos são os diretamente ligados à manutenção de todos os equipamentos. Recentemente, Hamburgo, na Alemanha, disponibilizou para sua população o mesmo sistema, com bicicletas simples e vermelhas, como forma de fazer um vínculo com a cidade, tornando-as um símbolo. Leia mais aqui.

Bicicletas do StadtRAD, de Hamburgo, Alemanha

Bicicletas do StadtRAD, de Hamburgo, Alemanha

Abaixo, vemos a infra-estrutura que o Canadá está elaborando. O projeto é do grande arquiteto Santiago Calatrava, e é estratégia da cidade de Calgary para aproximar a população das escolhas mais saudáveis. A intenção também seria mostrar a outros países a iniciativa, como exemplo a ser seguido. A ponte em questão, chamada Peace Bridge, é específica para pedestres e bicicletas, em pistas separadas, e liga o bairro ao centro da cidade cruzando o rio Bow.

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Na América, temos Boston a frente, prevendo o maior sistema de compartilhamento de bicicletas, com mais de 290 estações onde os cidadãos podem apanhá-las e devolvê-las.

Mais especificamente sobre as bicicletas, temos tecnologias e materiais diferentes para bicicletas públicas e para aqueles que querem ter as suas bicicletas personalizadas. Abaixo, menciono algumas curiosidades e novidades no ramo das magrelas:

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Bicicletas “Renovo” – resistentes e trabalhadas a mão, em madeira. Elas podem ser feitas em várias madeiras como, por exemplo, cedro e até mesmo em bambu. Originárias de Portland, nos Estados Unidos.

Leia mais na matéria original, publicada no site Inhabitat e veja mais modelos e detalhes dos designs.

Acima, a bicicleta dobrável! Já vi um modelo que se dobra mais facilmente, essa já é mais complexa. Em todo caso, existem vários modelos, para aquelas pessoas que não tem espaço para guardá-la no trabalho. Mais.

Durante uma pesquisa, achei um site que mostra “os 5 modelos mais sexys de bicicletas“, coloco aqui mais como curiosidade para os interessados.

Os benefícios: Além do grande benefício ao meio ambiente, que é óbvio pela ausência de poluentes, temos também a diminuição dos ruídos. Podemos contar também os benefícios à saúde. Uma pesquisa elaborada pela Universidade de Campinas e apresentada por reportagem da Globo, mostra que os jovens são mais sedentários nas cidades grandes.

Muito além desses benefícios óbvios, é o benefício em relação ao contato dos cidadãos com as belezas e problemas da cidade sob um novo ponto de vista. O contato com o novo, com a cultura, o despertar de novos interesses. Acrescenta ao morador, dá uma nova qualidade de vida – diferente daquela de dentro do carro. Aumenta a interação entre as pessoas, aumentando a prática da cidadania.

Desafios:

- Enfrentar os preconceitos e a mentalidade de que o carro é sempre a melhor opção e mais confortável.

- Garantir a qualidade de tudo que for proporcionado e a manutenção de tudo isso é algo a se pensar. De repente, parcerias de grandes empresas na manutenção de trechos de ciclovias, parcerias com empresas que industrializam e comercializam as bicicletas poderiam ajudar no crescimento do uso.

- Campanhas!!!

Encontrei também uma matéria sobre “dicas” para deixar nossas cidades mais sustentáveis. São simples e realmente seriam boas.

Como a maioria das cidades mencionou que quer construir muitos quilometros de ciclovias, cabe a nós, cobrar o cumprimento da palavra dada e a qualidade desses trajetos, para que não sejam meras faixas que não garantem o respeito no trânsito.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

 Dia Mundial sem carro!

21 de setembro de 2009 por Lilian de Oliveira | Estratégias, Idéias Verdes, Infra-estrutura Urbana

Amanhã, dia 22 de Setembro, é o dia Mundial sem carro.

Baseando-se na minha experiência de vida como moradora de São Paulo e  “comemorando” esse quase 1 ano, em que não moro mais na capital, apoio a idéia. Confesso que uma das minhas maiores queixas dos tempos em que morava nesse caos viário que é São Paulo, era a perda de tempo no trânsito. Minha vida se resumia em acordar, ir pro trabalho, ter 1 hora de almoço com comida insossa e cara (pois é o que se tinha perto), trabalho, voltar pra casa e dormir… no máximo, uma academia se sobrasse tempo, humor e pique, depois de horas no trânsito.

Aprendi lá, a andar muito a pé, economizando e ainda fazendo mais um exercício. Se na época já tivessem as bicicletas nos metrôs, imagino que seria uma das adeptas. É só evitar grandes avenidas para evitar um acidente. Conheço muitas pessoas que abandonaram seus carros e ganharam muito em relação à qualidade de vida e saúde, consequentemente, e ainda conheceram muito mais a cidade e tiveram muito mais contato com a cultura e os problemas de São Paulo.

Junto com o dia Mundial sem carro, vem o teste de mobilidade, que coloca várias pessoas em vários meios de transportes diversos para fazer um mesmo percurso e analisa o tempo que cada um obteve. Entram nesse estudo: pedestres, motos, carros, ônibus, trens, cadeirantes, ciclistas e até mesmo uso de mais de um meio de transporte.

O resultado deste ano foi o seguinte:

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ResultadoDIM2009

No site oficial, pode-se ler mais sobre a história do dia Mundial sem carro, do desafio, dicas para melhorar o trânsito das nossas cidades e a programação elaborada. Para quem se interessar, no Youtube, há vários vídeos sobre o desafio, deste e de outros anos. Basta procurar por “Desafio intermodal”

Acho que um dia, pode abrir muito a cabeça da população, pelo menos em parte, abrindo a opção de se conhecer a cidade de outra forma, com novos pontos de vistas. Acho que é uma mentalidade que pode ser mudada e colaboraria muito para a sociedade brasileira. Principalmente nas cidades litorâneas, mas também em outras cidades que sediarão a Copa, essa idéia pode ser bem vida. As litorâneas e Brasília, por exemplo, são belos exemplos de geografias que facilitam a idéia de ciclovias, por exemplo.

Sobre as ciclovias, esse será o assunto do próximo post. Quem está se mobilizando, quais os pontos positivos e negativos  (será que  existem?), dificuldades, tecnologias, referências. Vale a pena conferir… EM BREVE!

Você adotará o dia mundial sem carro na sua cidade? É uma forma de ver a cidade sob outro olhar, não só pensando no ambiente, mas na sua própria percepção do local, maravilhas e problemas de onde se vive. Eu aconselho! Se eu mesma não tivesse adotado a idéia de “sebo nas canelas”, não sentiria aquela pontinha de saudade de São Paulo pela cultura em massa que ela proporciona ao cidadão a cada dia, a beleza nos detalhes mínimos das construções, das tampas de bueiro, dos grafites, das vestimentas, do cheiros das feiras, yakissobas e raras árvores, de tudo que não se sente, que não se nota, de dentro da bolha que o automóvel é.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.