Posts da categoria ‘Infra-estrutura Esportiva’

Exatamente um ano antes da abertura dos jogos Olímpicos em Londres, a organização faz a comemoração entitulada #1yeartogo.

A partir de agora, passam a ser contados os dias e não anos para a cerimônia que dá início ao próximo evento. Por este motivo, uma série de comemorações foram oficializadas.

O projeto do parque aquático foi concluído em tempo e sem aumento de custos, e é motivo de orgulho de todos (Leia mais). Além disso, recentemente (8 de  junho) foi lançado o design da tocha olímpica para 2012.

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E para os que gostam de estádios, arquitetura e eventos olímpicos, foi aberta uma promoção que dará uma visita guiada ao parque olímpico. Para participar, basta acertar a resposta da pergunta: Onde será realizada a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 – London? Dentre os que acertarem o estádio correto,  será feito o sorteio. (Leia as regras aqui)

E tem mais novidade! Hoje, às 19:30 (londres) será anunciado o design das medalhas.

Para ter sempre as novidades e melhores oportunidades sobre os jogos, assine as newsletter no site oficial.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

 Brasil: um país carente de postura olímpica

5 de março de 2011 por Lilian de Oliveira | Infra-estrutura Esportiva
Um país que deseja ser sede dos Jogos Olímpicos deveria ter, em sua proposta de candidatura, um projeto de  incentivo às modalidades esportivas de forma mais abrangente. O Brasil, por exemplo, é praticamente só futebol, vôlei, vôlei de praia, basquete. Ultimamente, atletismo, ginástica olímpica e natação tem ganhado um pouco de espaço. Fato é que muitas modalidades, principalmente as consideradas individuais, sofrem com apoio, principalmente do poder público.

É por conta de um caso próximo a mim que resolvi escrever este post. O caso – na verdade um descaso – aconteceu com a lutadora de Muay Thai, Istela Nunes*. Apesar de não ser um esporte presente nas olimpíadas, representa as minorias e o descaso do poder público, da mesma forma que acontece com outras modalidades até mesmo as olímpicas.

A atleta em questão, Istela Nunes, atual campeã brasileira, e invicta há quatro anos foi, este ano, convidada a lutar o mundial de muay thai, em Bangkok, Thailândia, no próximo dia 10 de Março. No entanto, com promessas não cumpridas pelo poder público, a atleta não conseguiu o patrocínio que seria garantido caso a equipe da atleta conseguisse prorrogar o prazo para reserva de hotel e passagem aérea junto à delegação brasileira – que levará ao evento atletas amadores também. Com o prazo extendido, beirando a data da viagem, o patrocínio foi negado, impossibilitando não só a atleta de buscar o título inédito para o Brasil, como também de uma outra atleta substituir Istela para ao menos representar o país. Istela está com um preparo físico incomparável e impecável, com todos os documentos prontos e vacinas tomadas e, agora, com uma lacuna em sua carreira profissional. A delegação vai sem uma representante profissional na modalidade, pois a única verba arrecadada veio por meio de membros da academia onde treina (Strickers Mori Team, em Atibaia) e com eventos de muay thai e seria usada para a hospedagem. A equipe buscou apoio de deputado federal, vereadores da cidade, comitê olímpico e de comércio locais, divulgando a atleta em diversas mídias (impressa, escrita e televisiva). No entanto, nada significativo foi conseguido.

E não é só a questão de patrocínios, apoios aos atletas, mas também no ponto de vista de equipamentos públicos. Quantos tatames, quadras de tênis, campos de golf, rings de boxe, pistas de ciclismo públicos podemos contar? Como podemos ser um país Olímpico sem nem mesmo metade das modalidades tem incentivos para que o esporte se desenvolva. A Olimpíada serve também para um despertar de interesse na população. Mas como um interessado pode começar a treinar se não tem perspectiva de carreira ou meramente com equipamentos públicos. E não importa se são esportes considerados elitistas como tênis, esgrima, hipismo, ou mais simples como o ciclismo ou o boxe. O que importa é que o poder público no Brasil, hoje não democratiza nem trabalha por facilitar o acesso ao esporte, muito menos pelo desenvolvimento dele.
* Quem quiser conhecer a atleta, Istela Nunes, Clique aqui para ver os Highlights

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Sempre menciono o quanto concursos públicos de arquitetura proporcionam grandes projetos à sociedade. Além de grandes soluções arquitetônicas e novas idéias, um concurso público democratiza o acesso a essas obras, sem direcionismo (contrário ao que foi feito com a Copa do Mundo 2014).

Fora do Brasil é muito comum ter concursos deste tipo para grandes projetos como estádios, projetos urbanísticos e, principalmente, obras públicas. Nada mais justo, afinal, se a verba é pública, que o projeto dê a liberdade de qualquer profissional apresentar sua proposta. Assim, a melhor opção é escolhida.

O estádio em questão, é fruto de um concurso internacional  para um estádio em Marrocos e o projeto vencedor é da Scau com a ArchiDesign, com um desenvolvimento arquitetônico que traz soluções climáticas através de um jardim interno e da estrutura do revestimento/cobertura do estádio.

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Com uma capacidade de 80.000, não muito recomendável atualmente pela viabilidade financeira, foi usada a cobertura como a chave para a definições do projeto e redução no custos com a manutenção do estádio.

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A cobertura é, pela minha percepção, inspirada na arquitetura islâmica, particularmente no ‘muxarabi’, elemento muito utilizado nessa arquitetura. O leque, que circunda todo o estádio, tem suas lâminas trabalhas de forma a filtrar a iluminação natural. Essa estratégia possibilita reduções de custo com iluminação e ventilação artificial. A forma como cada uma dessas lâminas é posicionada, deixando esses espaços abertos entre uma e outra, demarca acessos no pavimento térreo e ainda permite uma ventilação natural e eficiente.

A iluminação proporcionada por essa técnica é suficiente para a criação de um jardim interno, que também ajuda a criar um ambiente menos árido, mais agradável, como um oásis. O paisagismo, no caso, também é uma forma de definir e, principalmente, destacar os acessos, facilitando a segurança também em casos de emergência.

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Outro problema comum que a cobertura resolve ou, ao menos, suaviza, é a iluminação do gramado. Geralmente, quando a cobertura quando projetada cobre toda a arquibancada (veja o corte abaixo)  , o gramado acaba sofrendo por ter uma iluminação defasada em algumas partes do campo.

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Neste caso, da mesma forma a luz natural é filtrada e permite que o gramado receba uma certa quantidade de luz – suavizando também a intensidade da sombra no campo, que ainda pode prejudicar um pouco na transmissão televisiva das partidas.

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A previsão de conclusão é para 2013, mostrando que mais uma vez, o Brasil perde oportunidades de inovar, mostrar trabalho em sustentabilidade, principalmente se essa é (ou ao menos era) a grande intenção de colocar o país como líder no setor, ditando regras, tendências e tecnologia nessa área. Vamos torcer para que alguma infra-estrutura urbana agora, que venha através da Copa, seja feita através de concursos públicos de arquitetura. Só temos bons exemplos que vieram dessa forma.

Fonte de dados e imagens:

Inhabitat

Design Boom

Eco Friend

*Leia Mais sobre o Muxarabi em artigo que escrevi para a Al Nur, gazeta árabe brasileira

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 Iluminação em estádios

24 de setembro de 2010 por Lilian de Oliveira | Copa do Mundo 2010, Infra-estrutura Esportiva

Sempre vemos problemas de iluminação em estádios. Não pode ocorrer uma parte pouco iluminada no campo, há uma quantidade de lux (medida) estipulada pela FIFA para a prática do esporte e há preocupações que devem ser consideradas na hora de projetar um estádio para que não haja problemas como o que vimos na África do Sul onde parte do Ellis Park, em Johannesburg, não acendia (resultando em acessos livres nas catracas, parte dos camarotes sem luz por um tempo e um dos telões desligados – foto abaixo).

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Acima, Brasil x Korea DPR, no Ellis Park, onde falha fez com que um dos telões ficasse desligado durante toda a partida. Foto por Lilian de Oliveira

Foi atrás de algumas informações mais técnicas, sobre sustentabilidade, inovações e outras questões, que entrei em contato com a Philips para saber das tecnologias e do que é mais adequado para os estádios. Quem me respondeu foi Welinfton Tardivo, Engenheiro Eletricista, do departamento de Vendas com projetos de embelezamento urbano e  áreas esportivas.

– Considerando a eficiência e a sustentabilidade, qual é o tipo mais adequado de lâmpadas para a iluminação do campo nos estádios?

RESPOSTA: as lâmpadas de vapor metálico ainda são as mais eficientes para iluminação esportiva. A PHILIPS desenvolveu para áreas esportivas o projetor Arena Vision que possui lâmpada vapor metálico com alto índice de reprodução de cores (acima de 90) e temperatura de cor luz do dia (5600 K), perfeito sistema para eventos televisionados. Além disso, esta tecnologia é a mais eficiente comparada com os demais equipamentos do mercado de iluminação de estádios e, se bem alinhada com o projeto luminotécnico, pode diminuir em grande número a quantidade de projetores a serem utilizados em um campo. Desta maneira, podemos ter menos potência instalada, consumo de energia, quantidade de cabos, disjuntores, transformadores, peso na estrutura metálica, contribuindo assim, diretamente com a sustentabilidade e eficiência energética de uma arena multiuso.

- Há algum tipo de tecnologia nova que podemos esperar encontrar ou que podemos ter barateada, no Brasil, através do uso em estádios?

RESPOSTA: Para 2014 poderemos ter um conceito chamado de PHILIPS Arena Experience. Esta é uma solução completa já integrada em iluminação esportiva, arquitetural, de efeito, de interiores, com telões de LEDs, telas digitais, TVs e displays, além da publicação de conteúdo e integração de mídia. Este conceito tem a finalidade de maximizar as fontes de renda do estádio/clube de futebol, assegurar renda de transmissão de imagem, flexibilizar o uso das dependências do estádio todos os dias do ano, aumentar o retorno dos patrocinadores através do acréscimo de produtos e serviços e gerar aos torcedores e público experiências inesquecíveis todas as vezes que estes retornam a este estádio.

- Alguns estádios tem sua iluminação externa feita com LEDs, tanto na fachada em si, como a iluminação geral de qualquer monumento. No Brasil, os LEDs ainda tem custo elevado. Há a possibilidade de ter uma queda no preço até a Copa, diminuindo assim o impacto ambiental causado por toda a iluminação?

RESPOSTA: com o aumento da demanda, o custo dos LEDs tem diminuído bastante. Só não podemos confundir qualidade e custo.

- No Brasil é feita a produção de LEDs ou toda a tecnologia é importada? Caso seja importada, há alguma previsão ou intenção de se fabricar no país? Quando?

RESPOSTA (adaptada): Adquirimos os chamados Lumileds e fabricamos as luminárias com estas fontes de luz. No Brasil, fabrica-se algumas luminárias com LEDs para interiores e para iluminação pública.

- Para iluminação interna do estádio (áreas de circulação, áreas de serviços como administração, diretoria, marketing, sanitários, etc.), qual o tipo de lâmpada mais adequado?

RESPOSTA: para esta aplicação já possuímos equipamentos em LEDs que são mais eficientes que fontes de luz fluorescentes e incandescentes que ainda são bastante utilizadas.

- Qual a tecnologia mais avançada em termos de sustentabilidade que temos hoje por todo o mundo? Há alguma possibilidade de trazer essa tecnologia para o Brasil para ser utilizada nos estádios da Copa?

RESPOSTA: o ideal é utilizarmos tecnologias mais eficientes com controle de acesso, luminosidade, integrada com outras soluções também eficientes afim de reduzir o consumo de energia e aumentar a vida útil de todo o sistema. Estas questões de sustentabilidade e eficiência energética são recomendações da FIFA para a Copa de 2014.

- Podemos ver algo novo em iluminação pública ou em estádios para a Copa 2014 ou Olimpíadas 2016? Alguma tecnologia em telões de alta definição que pode ser desenvolvida até estas datas?

RESPOSTA: Com certeza será possível termos tecnologias em LEDs para iluminação pública, ao redor dos estádios, nas áreas internas para a Copa 2014 e Rio 2016. Este tipo de tecnologia não é mais o futuro e sim o presente!!! Em relação aos painéis, a PHILIPS já é fabricante há mais de 20 anos e sem dúvida estará presente nestes eventos esportivos.

Há várias opções de posicionamento, tipos de luminárias a serem escolhidas conforme a arquitetura. A Copa 2010 foi exemplo disso. Podemos ver nas fotos abaixo as diferenças. Em Durban e Cape Town, devido à diferença arquitetônica da cobertura, o posicionamento é diferenciado. No entanto, linear, ao longo de toda a extensão. Já no Soccer City e no Ellis Park,  em Johannesburg, foram dispostas em pontos estratégicos. No Soccer city nas ‘curvas’ e centro e, no Ellis Park, no centro.

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Acima à esquerda: Moses Mabhida Stadium (Durban), foto por Antonio Beltrán. À direita, Greenpoint Stadium, (Cape Town), foto por Marcella Arcuri

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Acima, fotos do Soccer City (Johannesburg), por Natália Chacon

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Acima, foto do Ellis Park (Johannesburg)

Ainda sobre a iluminação externa do estádio (fachadas), públic, de emergência a e ainda de fluxos (direcional para acesso do público) são questões que salientarei num futuro post.

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Entre os dia 19 e 25 de Setembro acontece a edição 2010 do Homeless World Cup, evento este que elabora um campeonato de futebol com pessoas desabrigadas. Este ano 47 países estão na disputa.

O evento já passou por vários países e, finalmente, chega ao Brasil. O Rio de janeiro foi escolhido como sede em 2010, mais exatamente na praia de Copacabana.

A organização ainda está em busca de novas doações, tentando atingir £6,000.00.

Para saber mais sobre o evento, ver fotos, saber sobre como participar ou fazer doações, acesse o site oficial.

Leia mais:

Homeless World Cup – Futebol com função social

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Muito se fala na diversidade de atividades que podemos e devemos ter dentro de estádios, que é o que o torna uma “arena”.  Eu, particularmente, acredito que muitas coisas são inviáveis por não deixar o equipamento bom nem para uma modalidade esportiva, nem ideal para outra atividade.  Acho que tudo deve ser ponderado. No entanto, várias atividades podem ser beneficiadas, se neste espaço houver uma flexibilidade. Uma das soluções seria a utilização de arquibancadas retráteis.

Foi pensando nisso que entrei em contato com a Lao Engenharia Sustentável para ter mais informações sobre esse tipo de tecnologia.

- Existe algum tipo de exigência espacial para que seja possível colocar uma arquibancada retrátil? Algum tipo de altura ou recuo mínimos para maquinário ou alguma outra necessidade desse tipo?

R: Do ponto de vista espacial, as mesmas exigências que qualquer arquibancada exige: pé direito apropriado (para o conforto e segurança das pessoas acomodadas na plataforma mais alta). No modelo de arquibancada “embutida” um recuo de 1.100mm para acomodá-la quando fechada.

Alguns outros pré requisitos também são exigidos:

  • Inexistência de imperfeições, nivelamento e resistência adequados do piso que suportará a arquibancada.
  • Resistência adequada da parede para suporte e operação da arquibancada modelo “parafusada na parede”.
  • Resistência adequada da viga/laje para suporte e operação da arquibancada modelo “Embutida”.
  • Resistência adequada da parede e piso para suporte e operação do motor modelo “Sem Fricção”.
  • Cabeamento elétrico adequado e incorporado sob medida à instalação dos módulos para operação de arquibancada acionada por motor elétrico.

- É possível criar uma arquibancada retrátil que possa ser utilizada em equipamentos itinerantes ou exige um espaço fixo para instalação?

R: Sim, desde que

1-      O local onde será instalada atenda os pré requisitos citados na questão anterior;

2-      Se tenha uma estrutura logística que compreenda transporte e içamento apropriados.

- Qual é o tempo de movimentação para concluir a redução total de uma arquibancada? Imagino que seja proporcional ao número de degraus, mas há alguma velocidade média?

R: Exatamente, varia com o numero de degraus, mas para se ter uma idéia 02 pessoas conseguem abrir 7 degraus em 10 segundos. Ou seja, uma média de 1 degrau a cada 1,5 segundos. Como cada degrau pode acomodar de 7 a 10 pessoas, podemos também falar em 8 lugares/1,5s (ou 320 lugares/minuto).

- A movimentação da arquibancada exige muita energia? Há um consumo muito alto? Há alguma possibilidade de uma arquibancada se movimentar com captação de energia solar ou exige muito?

R: A movimentação a partir de motores elétricos exigem 2 HP de potência alimentado por um sistema trifásico de energia.

- É possível colocar a tecnologia em uma arquibancada metálica normal ou é necessário construir já com essa intenção?

R: Não é possível, todo o projeto e estrutura devem ser concebidos para que trabalhem de forma retrátil.

- A estrutura dessa arquibancada tem que ser necessariamente metálica ou pode ser de madeira ou outro material?

R: Podem ser de diversos materiais, inclusive mistos: metálica, madeira, fibra de vidro ou carbono.

- Há um limite de degraus?

R: Sim, 20 degraus.

- O custo da arquibancada retrátil no Brasil é muito superior ao da mesma tecnologia fora do país?

R: Não, é bem competitivo.

- Há tecnologias diferentes para a construção desse tipo de arquibancada? Se sim, quais e qual é a usada pela Lao?

R: Basicamente são utilizadas estruturas metálicas com perfis de chapa dobrada e tubos em sua estrutura e pisos em madeira compensada. A LAO também utiliza esta tecnologia.

As arquibancadas retráteis são tradicionais em ginásios americanos. No entanto, não é só em pequenos ginásios que a tecnologia pode ser utilizada. Esse é o caso da American Airlines Arena, nos Estados Unidos, que ainda tem a certificação LEED – certificação essa que comprova a sustentabilidade da construção.

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Uma referência nacional, desenvolvida pela Lao Engenharia, foi na Arena do Pan, em 2007, Rio de Janeiro. Podemos ver blocos de arquibancadas retráteis extras, adicionadas às arquibancadas permanentes.

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Foi pensando em como as arquibancadas retráteis podem ser utilizadas em nossos estádios que me lembrei da StadiArena! O conceito é bastante interessante, embora eu duvide do grau de inclinação e qualidade de visualização de alguns eventos que são mostrados no vídeo explicativo - http://www.stadiarena.com/ – o vídeo pode ser ouvido em português de Portugal.

É nessa circunstância que vejo a maior potencialidade, visando a Copa 2014. Espaços poderiam ser fechados, e a visibilidade controlada pela redução total ou parcial da arquibancada.  Se unirmos a tecnologia de arquibancadas retráteis ao conceito do StadiArena poderíamos ter estádios justificáveis, diferentemente do que temos visto nas apresentações infundáveis quanto ao uso posterior à Copa 2014 e Olimpíadas 2016.

Agradecimentos pela prestatividade da Lao Engenharia em responder as perguntas e por conceder as imagens de suas obras.

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Em 2010 teremos eventos que levam o futebol à população como forma de inserção social. Exemplo disso é a Copa do Mundo de Crianças de Rua (Leia Mais), que acontecerá em Durban, na África do Sul, e a Homeless World Cup, que acontecerá no Rio de Janeiro, Brasil.

A questão que levanto sobre o assunto é a infra-estrutura para a realização desses eventos. Será bom usarmos equipamentos temporários? Pode ser mais barato e fácil de se livrar de um custo de manutenção e a idéia de “elefantinhos brancos” – já que seriam de pequeno porte. Mas será que não é desse tipo de equipamento pequeno que a população carece???

Há muitas organizações espalhadas pelo país que sentem a falta de um espaço para jogar, de um vestiário para se trocar. Será que se espaços públicos, que pudessem servir à esses eventos, fossem construídos, não poderiam permanecer nas cidades para a prática do esporte (seja futebol ou outro esporte qualquer) servindo para a realização de possíveis torneios e campeonatos entre organizações e entidades que visam a inserção social? Será que esses espaços não poderiam ser palcos de “viradas esportivas” como as que acontecem em SP (também em espaços temporários, ou, nem sempre, adequados)?

As cidades brasileiras carecem de espaços esportivos públicos! Essa necessidade aumenta ainda mais se considerarmos os esportes olímpicos, por exemplo – golf, boxe, tênis… tantos outros.

Uma outra opção válida poderia ser um equipamento itinerante que pudesse passear pelo país, sediando eventos esportivos e ainda tendo espaços para exposições e/ou mostras temáticas que levassem cultura à sociedade. Um tipo de espaço legal que pode ser usado como referência é um estádio inflável que foi criado pelo Various Architects, da Noruega, e que além de ser inflável e móvel, ainda é reciclável. Leia mais sobre esse estádio aqui.

Acredito que equipamentos temporários são bons em algumas circunstâncias, mas para um país com tamanha dificuldade de acesso à cultura e de desenvolvimento do esporte como o Brasil, não é uma opção que poderíamos escolher tantas vezes. Londres (e as olimpíadas 2012) é um caso a parte.

Conheça mais sobre:

Homeless World Cup

Street Child World Cup

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 As FAN FESTS da FIFA

14 de fevereiro de 2010 por Lilian de Oliveira | Infra-estrutura Esportiva, Infra-estrutura Urbana

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Poucos são os sortudos (e endinheirados) que tem a oportunidade de comprar ingressos para assistir às partidas da Copa do Mundo. A grande maioria dos habitantes do país sede, costumavam assistir aos jogos de suas tvs ou em bares. Hoje, o cenário já é diferente. Em 2006, na Alemanha, foram criadas as Fan Fests, da FIFA. Essas fan fests são festas oficiais onde as pessoas que não tem ingressos para entrar nos estádios, podem desfrutar o evento, com as transmissões ao vivo dos jogos, apresentações, Djs e outros tipos de entretenimento temático entre os jogos, contando com grandes telões de alta resolução, equipamentos luminotécnicos, palcos e equipamentos de som .

Na África do Sul não será diferente! Seguindo o sucesso alemão, cada cidade sede da Copa do Mundo 2010, terá fan Fests, esperando receber, com estas opções, mais de um milhão de visitantes.

Poucos meses antes do evento de 2010, a FIFA resolveu expandir as fan fests para além do país sede, escolhendo mais algumas cidades para ter estas festas públicas: Berlim, Londres, Cidade do México, Paris, Rio de Janeiro, Roma e Sydney.  Este ano, cada uma dessas cidades terá comida, dança e música africana, espalhando a atmosfera sul-africana.

Para a realização das Fan Fests, vêm novas demandas: no transporte, na segurança e na infra-estrutura do espaço. Apesar de serem espaços públicos, eles são cercados, para que seja possível garantir a segurança. No local,  assistência médica deve estar disponível assim como policiamento. Para acessar os locais escolhidos, a FIFA e a organização local incentiva o transporte público, para que o torcedor não tenha que ir com seu carro, causando mais transtornos.

Tanto para esse ano, quanto para 2014, precisamos nos preparar para proporcionar espaços dignos deste evento, que pode servir, posteriormente, para espaços destinados às grandes aglomerações. Este tipo de espaço não costumamos ter e é por isso que podemos ver que grandes eventos como parada gay,  festas de fim de ano, etc,no Brasil, são realizados em locais impróprios como a Avenida Paulista, por exemplo, causando transtornos como problemas no trânsito, equipamentos depredados e, até mesmo, dificuldade de conter manifestações violentas ou de prestar socorro.

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Cada cidade pode usar a criatividade para proporcionar esses eventos de formas diferentes. Podemos ter como referência Frankfurt, com sua SkyArena, que tinha seus prédios como tela de projeção – edifícios estes que são responsáveis pelo skyline da cidade – ou onde os lagos tinham telões e os torcedores se acomodavam nas margens. Basta saber aproveitar o relevo, a cultura, os hábitos e características locais de cada cidade. Veja o vídeo da Frankfurt SkyArena.

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Acima à esquerda Fan fest em Frankfurt e, à direita, em Munique, 2006.

Vale a pena lembrar, que para um sucesso maior, embalagens consumidas nesses eventos devem ser reduzidas e recicláveis, além de tentar aproveitar o maior número possível de recursos naturais, como foi o Live Earth em 2007, por exemplo.

Fontes:

FIFA, Cape Town Magazine e South Africa Info

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Sempre foi questionado como um mega evento esportivo como a Copa do mundo ou Jogos Olímpicos podem colaborar em diversas áreas como saúde, educação, cidadania, segurança, etc. Esse post é dedicado à segurança. Acredito que tudo está interligado, mas o caso de Londres, sede das Olimpíadas de 2012, mostra como a simples construção de um estádio pode colaborar com a segurança.

O estádio Olímpico de Londres, projeto do escritório Populous (que também projeta estádios e masterplan dos Jogos Olímpicos de Inverno 2014, em Sochi, Rússia), será um dos maiores do mundo e tem uma preocupação com a sustentabilidade. Além disso, um dos posicionamentos adotados em relação à escolha dos materiais pode colaborar com a segurança. Tudo isso é fruto da idéia de reciclar armas de fogo e facas apreendidas pela polícia britânica, fundindo-as para dar origem a ferro, aço, etc, para a construção do novo equipamento. estadioolimpico2

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Ainda em relação à segurança, para o caso do Brasil, se idéias e atitudes como estas forem adotadas, a junção ao plano de utilizar presidiários (5% dos empregados) na construção de nossos estádios, reduzindo custos em troca de reduções penais na proporção de 3 dias de trabalho: menos 1 dia de pena, juntamos vários pontos que se integram colaborando para segurança e inclusão social. Leia Mais.

Já sobre a sustentabilidade, no site oficial dos Jogos de 2012, as propostas são focadas em 5 “temas:

1. Mudanças climáticas: minimizar as emissões de gases e facilitar medidas que colaborem com este item.

2.Desperdício: minimizar desperdícios e gastos em cada etapa do projeto, garantindo que nenhum dejeto seja enviado para aterros durante os jogos e incentivar o desenvolvimento de novos equipamentos para processar os resíduos no leste de Londres.

3. Biodiversidade: minimizar os impactos dos jogos nas proximidades de onde os jogos acontecem, mantendo o habitat natural intacto, deixando como legado um Parque Olímpico.

4. Inclusão: Promoção do acesso de todos para celebrar a diversidade de Londres e do Reino Unido, criando empregos, treinamentos e oportunidades de negócios.

5. Qualidade de Vida: Inspirar as pessoas pelo país a praticar esportes e desenvolver uma vida ativa, saudável e estilos de vida sustentáveis.

specialreports_2edb.london_olympic_stadiumFontes:

Enviroment Change . org , Inhabitat, London 2012

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Hoje me peguei pensando no tanto de coisas que aconteceram durante este ano. Foram muitas polêmicas, muitas boas intenções,  resultados nem tão bons, algumas boas iniciativas. Enfim, com seus altos e baixos. Resolvi fazer esse post para fechar o ano com um breve resumo da evolução da Copa 2014 em 2009.

Para mim, o ano foi muito proveitoso, pois foi em Maio que criei meu blog “Gol da Arquitetura“, e, graças a ele, aprendi muito com os comentários, com os contatos que fiz e com as metas que estabeleci que me colocava em constante pesquisa e estudo. Foi através dele, que consegui esse espaço no Portal da Copa, como blogueira, me deixando bastante satisfeita, pois obtive mais visibilidade dos meus textos, aumentando ainda mais as discussões saudáveis em torno das questões que estudo.

É por conta do anúncio de quais seriam as cidades-sede, nas proximidades de Maio, que vejo o começo dos maiores  acontecimentos do ano.

Maio: Cidades candidatas discutem, rivalizam (algumas saudavelmente, outras nem tanto) para provar  ou apenas convencer do quanto seus projetos são bons. Acontece a vulgarização/banalização da palavra “LEGADO” que aparece em todos os discursos, embora ninguém saiba detalhes do que seria realmente isso. Palavra esta que vai permanecer em alta até o fim do ano. A FIFA anuncia as cidades escolhidas. As cidades que ficaram de fora, buscam novas alternativas de investimentos, algumas das escolhidas dentro só pensam em provocar. Há poucos detalhes dos projetos arquitetônicos dos estádios, mas um ou outro já se destaca por conta da apresentação (Porto Alegre e Manaus). Começa o questionamento de alguns estádios como o de “Recife” e o Morumbi (opiniões que continuam polêmicas até o fim do ano).

Junho: O mês do Elefante Branco. Pipocam textos em todos os jornais, revistas (impressos ou virtuais), blogs de célebres críticos ou meros cidadãos “indigentes” sobre a possibilidade de termos elefantes brancos em todo nosso país. Poucos são aqueles que buscam uma resposta para os problemas e a comparação com a África do Sul e com os equipamentos das olimpíadas de Atenas é inevitável.  Mais imagens dos projetos das 12 cidades começam a ser publicadas. Cidade de Cuiabá virá polêmica por mudar drasticamente o projeto do estádio após anúncio da FIFA.

Julho: Grandes problemas como Saneamento básico, transportes (acessibilidade e condições de aeroportos) são intensamente questionados. Assim como a segurança nos estádios. Questionada e criticada a possibilidade do estádio de Cuiabá não ter licitação. Termo “Copa verde” começa a se firmar no país.

Agosto: A sustentabilidade começa a ser a principal de todas as boas intenções e chega ao seu ápice. A partir daí, começam a surgir novos textos, novos estudos, a viabilização da certificação LEED. Morumbi busca a garantia da vaga de estádio representante de São Paulo mostrando novas opções de cobertura e fecha o mês com a decisão da cobertura feita pelo grande escritório alemão GMP architekten. Começam a ser contestados os investimentos públicos em estádios privados. É lançado o PAC da Copa. Ajustes são feitos nos projetos (naturalmente) e BNDES começa a mencionar os altos custos das obras.

Setembro: A mídia especula a eliminação de algumas cidades-sedes. “Manual de Estádios” é lançado e serve como complemento técnico para áreas ainda sem muita regulamentação, colaborando com melhores resultados. João Pessoa, Natal e Recife começam a se integrar, mostrando como as rotas podem beneficiar mais do que somente as cidades-sede.

Outubro: Rio de Janeiro é escolhida a cidade dos Jogos Olímpicos de 2016, o que faz com que todo o olhar deva ser reestruturado, visando um benefício maior ainda ao esporte, a categoria de base e a uma nova forma de se estudar os investimentos para o Rio de Janeiro e estados vizinhos que também colaborarão com o evento (como São Paulo e Bahia). São Paulo novamente é criticada por seu transporte caótico e lamentável, questionando uma possível abertura da Copa. Algumas cidades já começam a capacitar profissionais para facilitar hospitalidade e prestação de serviços (ex: Manaus e cidades de Goiás). Saem novas especificações para arenas, elaboradas pela FIFA.

Novembro: Mês do Apagão – Incidente mostra como o país está vulnerável. Com a idéia de PAC da Copa, todas as cidades tentaram colocar inúmeros projetos como investimentos necessários à realização da Copa, embora isso não seja verdade. Bienal de Arquitetura realiza workshop que pretende estudar e orientar o posicionamento das cidades-sede perante os investimentos urbanísticos. Nesse evento acontece um ciclo de palestras sobre as arenas da Copa e onde está exposta uma maquete inédita da nova cobertura para o Morumbi. Mais cidades começam projetos de capacitação de cidadãos, como Fortaleza e Curitiba.

Dezembro: Mês das cheias em SP mostra como a urbanização da cidade e a intensa impermeabilização da metrópole é um grande problema a ser resolvido. Mesmo assim, a cidade continua com seu plano de novas faixas nas Marginal. O ano termina com algumas licitações ainda em aberto, outras já sendo finalizadas. Morumbi continua como dúvida, Cuiabá ainda é questionada. Verbas começam a extrapolar e alguns investimentos começam a ser negados, levando as cidades a buscar novas soluções.

Outros fatos que não posso deixar de mencionar é o incrível crescimento que tenho visto de estudos (de universitários e profissionais) que começam a se dedicar a áreas específicas ligadas ao futebol, ao urbanismo e à arquitetura esportiva. Novos incentivos aos esporte, tecnologias mais saudáveis e ciclovias parecem ganhar espaço, prometendo melhorias para os avanços em 2010. O crescimento de eventos, palestras e fórums sobre a Copa é grande e colabora com o avanço natural das idéias.

Termino esse resumo dos fatos, pedindo desculpas por algum fato importante que eu tenha esquecido e agradecendo a todos que colaboraram, comentaram, criticaram ou simplesmente leram. Obrigada e que 2010 traga avanços saudáveis ao Brasil.

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