Ontem, dia 12 de Setembro, aconteceu o Congresso de Segurança, realizado pela FIESP. O intuito do evento era demonstrar técnicas de segurança usadas em situações caóticas, como o esforço do exército brasileiro no Haiti, a experiência da África do Sul com a segurança e o combate ao terrorismo Internacional com experiência em Israel.
O General Luiz Guilherme Paul Cruz, discursou sobre as técnicas no Haiti dando suma importância à parceria com instituições locais para que haja uma ajuda inicial, mas que depois estas instituições possam encabeçar e dar continuidade à programas sociais.
Essa questão serve de exemplo para a segurança no Brasil, que deve se organizar muito e rápido já que sediará tanto a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016. No Brasil o policiamento é muito segmentado, sendo de controle estadual e não totalmente integrado e esse é um bom ponto a ser questionado.
A palestra dada por Ben Groenewald, Major general da polícia da África do Sul e alto membro da Comissão de Segurança da Copa do Mundo 2010, tratou exclusivamente da experiência do país com o planejamento de segurança para o mega evento. Após uma apresentação mostrando a extensa abrangência do planejamento para a Copa do Mundo 2010, questionei Groenewald sobre os inúmeros casos de furtos dentro e fora do estádio, problemas com quedas de energia no Ellis Park, greves de policiamento, furtos de bagagem em aeroportos e acesso aos jogos sem ingressos, mesmo com todo o planejamento e onde foi o erro nesse processo todo. O Major General mencionou que um dos erros da Polícia sul-africana foi o raio de 1.8Km em torno dos estádios. Além disso, culpou o Comitê local e a segurança privada por falta de treinamento adequado.
Além disso, Groenewald comentou sobre as divergências entre o policiamento local e suas legislações e as exigências da FIFA. Segundo ele, alguns requerimentos da FIFA queriam passar por cima das leis sulafricanas. O conselho que Groenewald deu, é que as exigências da organização sirvam como diretrizes, mas que mantenhamos as nossas leis. O caso com o qual exemplificou era a cerveja Budweiser que servia em garrafas de vidro, proibida nos estádios da África do Sul. Com divergências, a África do Sul, fez com que a Budweiser desenvolvesse garrafas plásticas para servir suas cervejas. O Major General também mencionou que a FIFA parece estar revisando seus requerimentos e aconselha que o Brasil se antecipe em vê-las para evitar conflitos maiores no futuro.
O Brasil ainda está em fase de estruturação em todos os sentidos e esse é um bom momento para considerar essas experiências.
Segundo o policial sul-africano, o investimento em segurança foi de 1.3 bilhões de rand (moeda sul-africana), e que metade desse orçamento foi destinado exclusivamente a equipamentos e que hoje isso permaneceu para uma luta contínua contra o crime. Já para o oficial Paul Cruz, o legado tão questionado e poder levar o policiamento nacional a outro patamar.
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