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Ontem, dia 12 de Setembro, aconteceu o Congresso de Segurança, realizado pela FIESP.  O intuito do evento era demonstrar técnicas  de segurança usadas em situações caóticas, como o esforço do exército brasileiro no Haiti, a experiência da África do Sul com a segurança e o combate ao terrorismo Internacional com experiência em Israel.

O General Luiz Guilherme Paul Cruz,  discursou sobre as técnicas no Haiti dando suma importância à parceria com instituições locais para que haja uma ajuda inicial, mas que depois estas instituições possam encabeçar e dar continuidade à programas sociais.

Essa questão serve de exemplo para a segurança no Brasil, que deve se organizar muito e rápido já que sediará tanto a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016. No Brasil o policiamento é muito segmentado, sendo de controle estadual e não totalmente integrado e esse é um bom ponto a ser questionado.

A palestra dada por Ben Groenewald, Major general da polícia da África do Sul e alto membro da Comissão de Segurança da Copa do Mundo 2010, tratou exclusivamente da experiência do país com o planejamento de segurança para o mega evento.  Após uma apresentação mostrando a extensa abrangência do planejamento para a Copa do Mundo 2010, questionei Groenewald sobre os inúmeros casos de furtos dentro e fora do estádio, problemas com quedas de energia no Ellis Park, greves de policiamento, furtos de bagagem em aeroportos e acesso aos jogos sem ingressos, mesmo com todo o planejamento e onde foi o erro nesse processo todo. O Major General mencionou que um dos erros da Polícia sul-africana foi o raio de 1.8Km em torno dos estádios. Além disso, culpou o Comitê local e a segurança privada por falta de treinamento adequado.

Além disso, Groenewald comentou sobre as divergências entre o policiamento local e suas legislações e as exigências da FIFA. Segundo ele, alguns requerimentos da FIFA queriam passar por cima das leis sulafricanas. O conselho que Groenewald deu, é que as exigências da organização sirvam como diretrizes, mas que mantenhamos as nossas leis. O caso com o qual exemplificou era a cerveja Budweiser que servia em garrafas de vidro, proibida nos estádios da África do Sul. Com divergências, a África do Sul, fez com que a Budweiser desenvolvesse garrafas plásticas para servir suas cervejas. O Major General também mencionou que a FIFA parece estar revisando seus requerimentos e aconselha que o Brasil se antecipe em vê-las para evitar conflitos maiores no futuro.

O Brasil ainda está em fase de estruturação em todos os sentidos e esse é um bom momento para considerar essas experiências.

Segundo o policial sul-africano, o investimento em segurança foi de 1.3 bilhões de rand (moeda sul-africana), e que metade desse orçamento foi destinado exclusivamente a equipamentos e que hoje isso permaneceu para uma luta contínua contra o crime. Já para o oficial Paul Cruz, o legado tão questionado e poder levar o policiamento nacional a outro patamar.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

Sempre menciono o quanto concursos públicos de arquitetura proporcionam grandes projetos à sociedade. Além de grandes soluções arquitetônicas e novas idéias, um concurso público democratiza o acesso a essas obras, sem direcionismo (contrário ao que foi feito com a Copa do Mundo 2014).

Fora do Brasil é muito comum ter concursos deste tipo para grandes projetos como estádios, projetos urbanísticos e, principalmente, obras públicas. Nada mais justo, afinal, se a verba é pública, que o projeto dê a liberdade de qualquer profissional apresentar sua proposta. Assim, a melhor opção é escolhida.

O estádio em questão, é fruto de um concurso internacional  para um estádio em Marrocos e o projeto vencedor é da Scau com a ArchiDesign, com um desenvolvimento arquitetônico que traz soluções climáticas através de um jardim interno e da estrutura do revestimento/cobertura do estádio.

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Com uma capacidade de 80.000, não muito recomendável atualmente pela viabilidade financeira, foi usada a cobertura como a chave para a definições do projeto e redução no custos com a manutenção do estádio.

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A cobertura é, pela minha percepção, inspirada na arquitetura islâmica, particularmente no ‘muxarabi’, elemento muito utilizado nessa arquitetura. O leque, que circunda todo o estádio, tem suas lâminas trabalhas de forma a filtrar a iluminação natural. Essa estratégia possibilita reduções de custo com iluminação e ventilação artificial. A forma como cada uma dessas lâminas é posicionada, deixando esses espaços abertos entre uma e outra, demarca acessos no pavimento térreo e ainda permite uma ventilação natural e eficiente.

A iluminação proporcionada por essa técnica é suficiente para a criação de um jardim interno, que também ajuda a criar um ambiente menos árido, mais agradável, como um oásis. O paisagismo, no caso, também é uma forma de definir e, principalmente, destacar os acessos, facilitando a segurança também em casos de emergência.

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Outro problema comum que a cobertura resolve ou, ao menos, suaviza, é a iluminação do gramado. Geralmente, quando a cobertura quando projetada cobre toda a arquibancada (veja o corte abaixo)  , o gramado acaba sofrendo por ter uma iluminação defasada em algumas partes do campo.

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Neste caso, da mesma forma a luz natural é filtrada e permite que o gramado receba uma certa quantidade de luz – suavizando também a intensidade da sombra no campo, que ainda pode prejudicar um pouco na transmissão televisiva das partidas.

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A previsão de conclusão é para 2013, mostrando que mais uma vez, o Brasil perde oportunidades de inovar, mostrar trabalho em sustentabilidade, principalmente se essa é (ou ao menos era) a grande intenção de colocar o país como líder no setor, ditando regras, tendências e tecnologia nessa área. Vamos torcer para que alguma infra-estrutura urbana agora, que venha através da Copa, seja feita através de concursos públicos de arquitetura. Só temos bons exemplos que vieram dessa forma.

Fonte de dados e imagens:

Inhabitat

Design Boom

Eco Friend

*Leia Mais sobre o Muxarabi em artigo que escrevi para a Al Nur, gazeta árabe brasileira

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

A Copa do Mundo leva às cidades-sede grandes investimentos em infra-estrutura urbana e esportiva, comunicação, turismo, entre outros que são sempre noticiados. No entanto, esse benefícios podem ser levados a outras cidades que não as escolhidas como sedes dos jogos.

Foi pensando nesse assunto que entrei em contato com a Prefeitura da Estância de Atibaia, para entender de que forma Atibaia está se preparando para conseguir alguma oportunidade que venha com a Copa do Mundo FIFA 2014.

O processo

A MATCH, contratada pela FIFA, é responsável por avaliar a infra-estrutura das cidades interessadas visando à adequação em 4 âmbitos: torcedores, imprensa, delegações e a FIFA.  Inicialmente, a MATCH analisa a infra-estrutura existente como hotéis, proximidades com aeroportos e potencial da cidade, classificando-a como apta a receber um ou mais públicos acima listados. No caso do Brasil, a partir de quando for feito o sorteio dos grupos, a MATCH oferece algumas opções de cidades/hotéis às seleções conforme o local onde serão as partidas, deixando a escolha com os mesmos.

Atibaia

A ligação de Atibaia com o futebol já tem mais de 50 anos, com participação na Copa Roca, na década de 50, e a frequente visitação de clubes para treinamento. Foi a partir dessa história que Atibaia se viu interessada em se relacionar com o evento.

Semana passada, a cidade recebeu a visitação da MATCH para uma avaliação. A equipe, além de aprovar hotéis visitados, identificou um interesse mútuo da iniciativa privada e do poder público. Essa sinergia de interesses, facilita os investimentos caso a cidade colabore de alguma forma com o mundial de 2014.

Com a Copa, Atibaia pretende ter como retorno maior visibilidade de mídia, crescimento do turismo, benefícios em emprego e renda, não só durante o evento, mas antes mesmo dele – já que existem muitos congressos, eventos de patrocinadores, eventos FIFA, Fan Fests*, preparações e apoio para a realização de um dos maiores eventos esportivos do mundo – batendo recorde televisivo se comparado às Olimpíadas.

Atibaia entrou em contato com a MATCH, apresentou seus equipamentos e, hoje, já tem um plano de mobilidade urbana em desenvolvimento, independente de qualquer oportunidade que a Copa venha oferecer. Além disso, a localização do município é estratégica, ficando próxima de 3 importantes aeroportos: cumbica e congonhas , em São Paulo, e Viracopos, em Campinas.

Rede Hoteleira

Dentre os principais hotéis da cidade está o Bourbon Spa Resort – que recebe várias equipes como Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, entre outras. O hotel tem uma grande infra-estrutura, incluindo campos de futebol, quesito interessante a ser considerado caso haja interesse da MATCH em Atibaia ser uma das opções para recebimento de delegações.

Além desse, Atibaia conta com outros bons hotéis como o Estância Lynce, por exemplo, e outros hotéis de características e portes variados.

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Acima, Bourbon Spa Resort

Cidades interessadas no Estado de São Paulo

No dia 28 de Maio, o Portal da Copa 2014 publicou matéria sobre as cidades interessadas em participar dessa forma durante o próximo Mundial. Leia Mais.

A importância

O benefício turístico que vem com a mídia é imenso. Grande exemplo disso é a comuna de Weggis, na Suíça, onde a seleção brasileira se preparou antes da Copa de 2006, na Alemanha. Segundo informação dada no programa “Redação Sportv” de 28-05-2010, Weggis, este ano, é local de preparação de 8 seleções das 32 que participarão do mundial deste ano. Posteriormente, as seleções partem para a África do Sul. Isso tudo se deve à boa qualidade dos equipamentos esportivos e de da rede hoteleira e da forma como a imagem foi trabalhada durante o evento em questão.

*Leia Mais sobre as Fan Fests clicando aqui.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

Hoje me peguei pensando no tanto de coisas que aconteceram durante este ano. Foram muitas polêmicas, muitas boas intenções,  resultados nem tão bons, algumas boas iniciativas. Enfim, com seus altos e baixos. Resolvi fazer esse post para fechar o ano com um breve resumo da evolução da Copa 2014 em 2009.

Para mim, o ano foi muito proveitoso, pois foi em Maio que criei meu blog “Gol da Arquitetura“, e, graças a ele, aprendi muito com os comentários, com os contatos que fiz e com as metas que estabeleci que me colocava em constante pesquisa e estudo. Foi através dele, que consegui esse espaço no Portal da Copa, como blogueira, me deixando bastante satisfeita, pois obtive mais visibilidade dos meus textos, aumentando ainda mais as discussões saudáveis em torno das questões que estudo.

É por conta do anúncio de quais seriam as cidades-sede, nas proximidades de Maio, que vejo o começo dos maiores  acontecimentos do ano.

Maio: Cidades candidatas discutem, rivalizam (algumas saudavelmente, outras nem tanto) para provar  ou apenas convencer do quanto seus projetos são bons. Acontece a vulgarização/banalização da palavra “LEGADO” que aparece em todos os discursos, embora ninguém saiba detalhes do que seria realmente isso. Palavra esta que vai permanecer em alta até o fim do ano. A FIFA anuncia as cidades escolhidas. As cidades que ficaram de fora, buscam novas alternativas de investimentos, algumas das escolhidas dentro só pensam em provocar. Há poucos detalhes dos projetos arquitetônicos dos estádios, mas um ou outro já se destaca por conta da apresentação (Porto Alegre e Manaus). Começa o questionamento de alguns estádios como o de “Recife” e o Morumbi (opiniões que continuam polêmicas até o fim do ano).

Junho: O mês do Elefante Branco. Pipocam textos em todos os jornais, revistas (impressos ou virtuais), blogs de célebres críticos ou meros cidadãos “indigentes” sobre a possibilidade de termos elefantes brancos em todo nosso país. Poucos são aqueles que buscam uma resposta para os problemas e a comparação com a África do Sul e com os equipamentos das olimpíadas de Atenas é inevitável.  Mais imagens dos projetos das 12 cidades começam a ser publicadas. Cidade de Cuiabá virá polêmica por mudar drasticamente o projeto do estádio após anúncio da FIFA.

Julho: Grandes problemas como Saneamento básico, transportes (acessibilidade e condições de aeroportos) são intensamente questionados. Assim como a segurança nos estádios. Questionada e criticada a possibilidade do estádio de Cuiabá não ter licitação. Termo “Copa verde” começa a se firmar no país.

Agosto: A sustentabilidade começa a ser a principal de todas as boas intenções e chega ao seu ápice. A partir daí, começam a surgir novos textos, novos estudos, a viabilização da certificação LEED. Morumbi busca a garantia da vaga de estádio representante de São Paulo mostrando novas opções de cobertura e fecha o mês com a decisão da cobertura feita pelo grande escritório alemão GMP architekten. Começam a ser contestados os investimentos públicos em estádios privados. É lançado o PAC da Copa. Ajustes são feitos nos projetos (naturalmente) e BNDES começa a mencionar os altos custos das obras.

Setembro: A mídia especula a eliminação de algumas cidades-sedes. “Manual de Estádios” é lançado e serve como complemento técnico para áreas ainda sem muita regulamentação, colaborando com melhores resultados. João Pessoa, Natal e Recife começam a se integrar, mostrando como as rotas podem beneficiar mais do que somente as cidades-sede.

Outubro: Rio de Janeiro é escolhida a cidade dos Jogos Olímpicos de 2016, o que faz com que todo o olhar deva ser reestruturado, visando um benefício maior ainda ao esporte, a categoria de base e a uma nova forma de se estudar os investimentos para o Rio de Janeiro e estados vizinhos que também colaborarão com o evento (como São Paulo e Bahia). São Paulo novamente é criticada por seu transporte caótico e lamentável, questionando uma possível abertura da Copa. Algumas cidades já começam a capacitar profissionais para facilitar hospitalidade e prestação de serviços (ex: Manaus e cidades de Goiás). Saem novas especificações para arenas, elaboradas pela FIFA.

Novembro: Mês do Apagão – Incidente mostra como o país está vulnerável. Com a idéia de PAC da Copa, todas as cidades tentaram colocar inúmeros projetos como investimentos necessários à realização da Copa, embora isso não seja verdade. Bienal de Arquitetura realiza workshop que pretende estudar e orientar o posicionamento das cidades-sede perante os investimentos urbanísticos. Nesse evento acontece um ciclo de palestras sobre as arenas da Copa e onde está exposta uma maquete inédita da nova cobertura para o Morumbi. Mais cidades começam projetos de capacitação de cidadãos, como Fortaleza e Curitiba.

Dezembro: Mês das cheias em SP mostra como a urbanização da cidade e a intensa impermeabilização da metrópole é um grande problema a ser resolvido. Mesmo assim, a cidade continua com seu plano de novas faixas nas Marginal. O ano termina com algumas licitações ainda em aberto, outras já sendo finalizadas. Morumbi continua como dúvida, Cuiabá ainda é questionada. Verbas começam a extrapolar e alguns investimentos começam a ser negados, levando as cidades a buscar novas soluções.

Outros fatos que não posso deixar de mencionar é o incrível crescimento que tenho visto de estudos (de universitários e profissionais) que começam a se dedicar a áreas específicas ligadas ao futebol, ao urbanismo e à arquitetura esportiva. Novos incentivos aos esporte, tecnologias mais saudáveis e ciclovias parecem ganhar espaço, prometendo melhorias para os avanços em 2010. O crescimento de eventos, palestras e fórums sobre a Copa é grande e colabora com o avanço natural das idéias.

Termino esse resumo dos fatos, pedindo desculpas por algum fato importante que eu tenha esquecido e agradecendo a todos que colaboraram, comentaram, criticaram ou simplesmente leram. Obrigada e que 2010 traga avanços saudáveis ao Brasil.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

 E tudo leva o nome da Copa…

14 de dezembro de 2009 por Lilian de Oliveira | Estratégias, Infra-estrutura Urbana

Ultimamente tenho visto as propostas de melhorias urbanas apresentadas pelas cidades-sede. Aqueles com discursos lindos, cheios de legado e de sustentabilidade a flor da pele. Foi agora em Novembro, que também participei do Workshop da Copa, desenvolvido pelo IAB, para que arquitetos e urbanistas (e/ou outros profissionais, se interessados), elaborassem material a ser publicado e apresentado às autoridades, com estudos urbanos para essas cidades em questão. No evento, participei do grupo da cidade de Porto Alegre e, no final, vi as apresentações dos outros grupos que aconteciam nesta semana (Manaus e Rio de Janeiro).

Nas três cidades, pudemos ver que o governo tem andado numa direção um pouco equivocada., nem sempre desenvolvendo as melhores idéias. Além disso, pude notar que, na maioria delas, as propostas apresentadas como “Propostas da Copa”, são propostas “encalhadas” ou que já estavam quase em execução. Portanto, muitas delas, não estão diretamente ligadas ao evento. Não necessariamente trazem benefícios a ele. Podem até ajudar na cidade, mas não colaboram com as necessidades reais da cidade para que deixe algo para a cidade, mas que também colabore com a eficiência e segurança durante o evento (motivo pelo qual a renda foi “liberada”). Nem acho que cabe questionar a sustentabilidade dessas propostas, simplesmente porque não existe.

Será que tudo vai ter que entrar nesse PAC para que as cidades consigam executar suas tão desejadas obras? Não acho que esse deva ser o posicionamento correto. Cabe questionarmos o que é e o que não é bom para a cidade.

Não é porque há verba, que as sedes devem colocar todas as construções de túneis, alargamentos, duplicações de rodovias. Vale a pena estudar antes, também, e ver o que realmente está faltando, se as propostas se interligam, ou se serão aquelas obras que ligam o “nada” com o “lugar algum”.

*Os materias desenvolvidos no workshop, para cada cidade (que, em sua maioria, não enviou representantes nem materiais para o desenvolvimento do trabalho, dificultando-o), será publicado em mídias impressas e também disponibilizado futuramente no site do IAB-SP.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

 Os estudantes e as oportunidades de 2014 e 2016

22 de outubro de 2009 por Lilian de Oliveira | Estratégias, Sugestões

Gostaria de ter tido oportunidades como estas que mencionarei enquanto ainda estava na faculdade. Vejo estes dois grandes eventos como chance de criarmos uma mega referência científica para o Brasil no âmbito do esporte, gerando estudos em diversas áreas como marketing, jornalismo, arquitetura, educação física, turismo, administração, direito esportivo, fisioterapia, química, medicina, design gráfico e desenho industrial, engenharia, engenharia têxtil, engenharia mecatrônica e mecânica, nutrição, sociologia, relações públicas, enfim… inúmeros ramos.

Ultimamente, venho recebendo uma série de trabalhos finais de graduação para dar uma olhada. Como sou arquiteta, esses que recebi são mais sobre a arquitetura e urbanismo. No entanto, vejo uma grande potencialidade na realização de estudos de outras áreas ou multidisciplinares.  Eles podem ser específicos de quaisquer áreas e podem contribuir diretamente com a Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas2016, mas também podem colaborar com a sociedade ou com o esporte em geral (mesmo que não só o futebol ou esportes olímpicos).

Uma outra oportunidade para isso é a Iniciação Científica, que visa desenvolver estudos que realmente contribuam para a formação acadêmica e ainda poderia resultar em um banco de dados de assuntos esportivos. Durante a faculdade realizei uma iniciação científica pelo PIBIC/PIVIC e é realmente uma forma de especialização que ainda resulta na Jornada Científica, exposição que mostra todos os trabalhos realizados num certo período . Acho uma boa oportunidade acadêmica. Para aqueles que ainda visam mais benefícios, o PIBIC ainda oferece uma remuneração (baixa mas vale a pena) e a iniciação científica ainda conta como carga horária de estágio.

Há portais, como a Universidade do Futebol, por exemplo, que publicam estudos e fazem uma espécie de Banco de dados, além de realizar entrevistas, entre outras atividades, e que, de fato, disponibilizam a informação – que até hoje ainda é fator prejudicado. Portanto, os universitários tem uma boa oportunidade de contribuir com o esporte nacional e internacional e, ao mesmo tempo, desenvolver o currículo.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

 Entremos em pânico com Rio 2016?

1 de outubro de 2009 por Lilian de Oliveira | Estratégias, Sem categoria

Um dia antes do anúncio de quem hospedará as Olimpíadas 2016, começo a me preocupar com a possível escolha do Rio de Janeiro. Faço este post para explicar o porquê!

Desde que o Brasil foi escolhido para sediar a Copa de 2014, vimos pontos positivos, negativos, mas, na minha opinião, infinitamente com mais benefícios. Da mesma forma, as Olimpíadas aqui, trariam os mesmos benefícios que uma Copa, com um benefício a mais: um grande desenvolvimento dos esportes no país, principalmente para aqueles que não tem tanto apoio como o futebol e onde o Brasil ainda não se destaca tanto.

No entanto, da mesma forma que estamos tendo dificuldades para proporcionar equipamentos com qualidade para um evento do porte de uma Copa do Mundo FIFA, teremos para as Olimpíadas, só que com TODOS os equipamentos – ainda mais com estrutura para os esportes que ainda nem temos tanto contato, portanto, enfrentaríamos mais dificuldades, teríamos mais problemas para achar usos e garantir a continuidade desses espaços sem perder investimentos e oportunidade do desenvolvimento do esporte no país.

Considero o Pan, como um treinamento para a Copa, e esta, por sua vez, um treinamento para a as Olimpíadas. Não se trata de visibilidade, mas de um número de equipamentos com extremo rigor que seriam incovenientes enquanto temos que nos preocupar com a Copa. Lembremos também que, do que for feito para a Copa, aproveitaríamos a infra-estrutura de transporte e equipamentos urbanos e de hotelaria (isso dependendo da região, pois podemos ter certeza que o Rio inteiro não será modificado para a Copa). De estádio mesmo, utilizaríamos, no máximo, o Maracanã e provavelmente o Morumbi. Além disso, futebol é UMA das muitas modalidades esportivas que estão inclusas neste evento.

Temos que considerar que até 2014, a atenção é para a COPA, que já está nas nossas mãos e que temos responsabilidade de atender com primor . Sobrariam 2 anos para efetivamente dar atenção decente e digna às Olimpíadas. Muito pouco. Teríamos, sem dúvida, brigas de “para onde vai a verba: Rio ou outras cidades?” ou ” Copa ou Olimpíadas?”. Não caberia tirar investimentos que viriam para a Copa e para o desenvolvimento urbano das cidades-sede para ter que se adequar ao Rio de Janeiro, que pega um evento, já tendo outro na mão e que ainda não deu conta.

Dentre as candidatas, acho que Madrid seria a ideal. Está mais preparada urbanisticamente, teria benefícios para o futebol (já que, como já mencionei, tem seus estádios prestes a passar por reformulação), já tem experiência positiva com urbanismo através de Olimpíadas, tem muito a mostrar e se encaixa bem no revezamento de Copa-Olimpíadas. Chicago também está bem neste ponto. Aí entra minha preferência particular… vejo a Espanha com muito mais cultura e muito mais coisa a se mostrar do que os norte-americanos.

Outro ponto a ser considerado, é que um evento tiraria o brilho do outro com tamanha proximidade de tempo. Claro que o país ficaria em evidência por um bom tempo, mas ainda acho que seria mais lucrativo distanciar. Quase que perde a graça ver o Brasil na Copa, e depois o Brasil de novo, com as mesmas coisas a serem mostradas. No âmbito do turismo, acho que mais tempo entre os eventos, garante mais tempo de especulação, mais tempo para o Brasil tentar mostrar mais coisas, consequentemente, sem riscos de não dar conta e mais chances de ter sucesso com o turismo. A proximidade pode matar as Olimpíadas e parecer quase que um repeteco.

Tivemos o PAN, que teve muitos pontos positivos em relação à organização, mas que pecou em relação à infra-estrutura. Muita coisa perdida, muita coisa temporária que não deixa legado algum, que se superou facilmente em instantes… Marcou mais para os voluntários, pois foi uma experiência muito interessante (digo isso pois fui uma voluntária). No entanto, não é porque gostei muito desse período espetacular no Rio de Janeiro, que me sinto “obrigada” a apoiar as Olimpíadas, algo completamente diferente. Não atendo aos pedidos do COB para votar no Rio, não! E torço muito para que tenhamos somente a Copa… é muita ganância e pouco cacife ter os dois eventos em tão pouco tempo.

De qualquer forma, caso seja a cidade escolhida…. façamos nosso melhor! Nada além do que a obrigação!

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 Dia Mundial sem carro!

21 de setembro de 2009 por Lilian de Oliveira | Estratégias, Idéias Verdes, Infra-estrutura Urbana

Amanhã, dia 22 de Setembro, é o dia Mundial sem carro.

Baseando-se na minha experiência de vida como moradora de São Paulo e  “comemorando” esse quase 1 ano, em que não moro mais na capital, apoio a idéia. Confesso que uma das minhas maiores queixas dos tempos em que morava nesse caos viário que é São Paulo, era a perda de tempo no trânsito. Minha vida se resumia em acordar, ir pro trabalho, ter 1 hora de almoço com comida insossa e cara (pois é o que se tinha perto), trabalho, voltar pra casa e dormir… no máximo, uma academia se sobrasse tempo, humor e pique, depois de horas no trânsito.

Aprendi lá, a andar muito a pé, economizando e ainda fazendo mais um exercício. Se na época já tivessem as bicicletas nos metrôs, imagino que seria uma das adeptas. É só evitar grandes avenidas para evitar um acidente. Conheço muitas pessoas que abandonaram seus carros e ganharam muito em relação à qualidade de vida e saúde, consequentemente, e ainda conheceram muito mais a cidade e tiveram muito mais contato com a cultura e os problemas de São Paulo.

Junto com o dia Mundial sem carro, vem o teste de mobilidade, que coloca várias pessoas em vários meios de transportes diversos para fazer um mesmo percurso e analisa o tempo que cada um obteve. Entram nesse estudo: pedestres, motos, carros, ônibus, trens, cadeirantes, ciclistas e até mesmo uso de mais de um meio de transporte.

O resultado deste ano foi o seguinte:

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No site oficial, pode-se ler mais sobre a história do dia Mundial sem carro, do desafio, dicas para melhorar o trânsito das nossas cidades e a programação elaborada. Para quem se interessar, no Youtube, há vários vídeos sobre o desafio, deste e de outros anos. Basta procurar por “Desafio intermodal”

Acho que um dia, pode abrir muito a cabeça da população, pelo menos em parte, abrindo a opção de se conhecer a cidade de outra forma, com novos pontos de vistas. Acho que é uma mentalidade que pode ser mudada e colaboraria muito para a sociedade brasileira. Principalmente nas cidades litorâneas, mas também em outras cidades que sediarão a Copa, essa idéia pode ser bem vida. As litorâneas e Brasília, por exemplo, são belos exemplos de geografias que facilitam a idéia de ciclovias, por exemplo.

Sobre as ciclovias, esse será o assunto do próximo post. Quem está se mobilizando, quais os pontos positivos e negativos  (será que  existem?), dificuldades, tecnologias, referências. Vale a pena conferir… EM BREVE!

Você adotará o dia mundial sem carro na sua cidade? É uma forma de ver a cidade sob outro olhar, não só pensando no ambiente, mas na sua própria percepção do local, maravilhas e problemas de onde se vive. Eu aconselho! Se eu mesma não tivesse adotado a idéia de “sebo nas canelas”, não sentiria aquela pontinha de saudade de São Paulo pela cultura em massa que ela proporciona ao cidadão a cada dia, a beleza nos detalhes mínimos das construções, das tampas de bueiro, dos grafites, das vestimentas, do cheiros das feiras, yakissobas e raras árvores, de tudo que não se sente, que não se nota, de dentro da bolha que o automóvel é.

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 Cidades começam a tirar as cartas da manga!

27 de agosto de 2009 por Lilian de Oliveira | Estratégias

cartas na mangaComeça agora o festival de cartas na manga!

O Mané Garrincha apresentou sua cobertura desenvolvida a partir de estudos entre o escritório Castro Mello Arquitetos , de São Paulo, e o escritório alemão GMP Architekten, com vasta experiência em grandes projetos e coberturas, inclusive  em estádios da Copa de 2006 (Olímpico de Berlim e Commertzbank Arena) e 2010 (Greenpoint Stadium e Moses Mabhida Stadium).

Meses depois, São Paulo, também concorrente à abertura da Copa 2014, divulga que terá a cobertura do Morumbi assinada pelo mesmo escritório,  sob a supervisão/parceira de Ruy Ohtake, autor do projeto.

A partir de agora, ponto no qual as cidades tem que mostrar à FIFA sua viabilidade (para realização do evento e pós Copa),  as cidades tendem a sacar seus trunfos, diferenciais, surpresas e tentativas de igualar algumas questões e superar outras. A principal disputa, tende a ser entre as cidades de Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, candidatas à abertura da Copa 2014.

Na minha opinião, quem tem o melhor projeto (até agora) é Belo Horizonte, um projeto mais definido, bem resolvido! No entanto, o potencial de Brasília, por ser a capital país, e São Paulo, pela pura “fama”, levam vantagem nessa concorrência. No entanto, elas têm alguns problemas. A abertura da Copa tem muita visibilidade e é nesse período que precede o evento, que as emissoras, rádios e jornais de todo o mundo, exploram a cultura e, curiosidades do país em questão. São Paulo tem muita diversidade e daria um bom material a essa mídia, dando maior visibilidade ao país. Brasília, por sua vez, o que tem a mostrar é a arquitetura.

Até então, São Paulo levaria tranquilamente essa oportunidade, se não fossem as críticas que seu estádio vem recebendo devido suas limitações espaciais.

É ai que o jogo começa! Podemos aguardar pela frente,  novidades vindas de todas as partes. Só espero que sejam no âmbito da sustentabilidade, já que a Copa 2014 se propõe a mostrar um Brasil saudável e consciente.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.