Os maiores problemas das cidades são gerados pelos automóveis: barulho, poluição, barreiras visuais (pontes e viadutos), barreiras físicas (para pedestres, principalmente), congestionamento, grandes áreas impermeáveis geradas pelos estacionamentos espalhados por todas as partes. Além disso, o rodoviarismo, pelo asfalto, é um dos maiores contribuintes para as ilhas de calor que as cidades, principalmente as grandes metropoles, apresentam. Tudo isso se agrava com a falta de áreas verdes e ruas arborizadas, como a maioria das cidades brasileiras, aquém da quantidade de m² por habitante idealizada pela OMS.
É nesse momento que entra em questão o projeto conceitual de Neville Mars: a floresta solar. Essa floresta é constituída por estruturas em forma de árvores cuja copa é formada por painéis solares. Desta forma, essa mesma copa produz sombra para os automóveis e ainda recarregam os carros elétricos.

Claro que não podemos considerar isso imediatamente para o Brasil. Não temos carros solares como alguns países tem. Mas será que não está na hora de tentar baratear e produzir esses carros aqui no Brasil. Seria bastante interessante e daria bastante visibilidade esse tipo de investimento. A FIFA exige (com razão) uma certa quantia de vagas para atender aos estádios. Estamos projetando desertos áridos no meio de nossas cidades. Porque não olhar de forma diferente e produzir algo neste estilo? O projeto que mais se assemelha a essa idéia mais sustentável é o estacionamento ao lado do maracanã, junto a um terminal com sistemas de transportes integrados. No entanto, ninguém fala dele, parece até que não vai sair do papel.

Voltando ao estacionamento conceitual: Os painéis solares se comportam como um girassol. Isso mesmo! É super inteligente o projeto, eles seguem a orientação do sol, obtendo os melhores resultados possíveis. De quebra, ainda tem uma estética simpática, tornando o espaço do estacionamento muito mais dinâmico e agradável.
Floresta Solar – um estacionamento diferente – Veja o vídeo
Poderia até não estar presente em todas as cidade-sedes, mas poderia, ao menos, estar presente em uma dela… podendo ser Curitiba, que já é representante de inovações no transporte, ou iniciando nas cidades de porte menor, por ser mais fácil implementar o uso do carro elétrico inicialmente, talvez Natal, pela proximidade com a Europa, pode ser mais barato importar a tecnologia. Enfim, algo poderia ser feito considerando esse projeto de Neville Mars.

Algo que poderia complementar esse conceito é o piso. Esses estacionamentos poderiam ter pisos trabalhados e com permeabilidade de água de chuva, assim também colabora com outros problemas que já foram mencionados acima.
E claro, um bom paisagismo, poderia complementar esse projeto com algo natural.
Fontes:
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Tags: carro elétrico, Copa 2014, copa verde, estacionamento, FIFA, sustentabilidade
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Lilian,
Os estadios americanos nao tem cobertura por dois motivos: nao chove tanto assim e o estadio aberto da uma sensacao maior de liberdade.
Sobre o estacionamento, gosto do conceito mas nao do projeto. Ficaria muito feio. Alem de que a estrururra poderia ser usada pra mais um nivel de estacionamento. Lembre-se NO PARKING, NO BUSINESS.
Melhor seriam as parking ramps dos americanos usando a estrutura externa como fonte de captacao de energia solar. Matam-se dois coelhos com uma so paulada.
Discordo que a FIFA tenha razão no número de vagas requerido.
Segundo a FIFA é necessário 1 vaga a cada 6 espectadores, isto significa que para um estádio de abertura ou final onde a capacidade mínima são 60mil são necessárias 10mil vagas de estacionamento!Repito dez mil vagas!
Levando em consideração que o grande público da copa irá de ônibus fretados ou de transporte público deveríamos investir em mobilidade urbana, isto sim ficará como legado para as cidades.
Dentre as cidades sedes Cuiabá é a que tem a melhor proposta de estacionamento, o piso será de brita e serão plantadas árvores de grande porte para sombrear os carros.Após a copa o que era brita será transformado em grama, serão plantadas mais espécies e a cidade terá um novo Parque.
Uma solução muito mais barata e inteligente do que os páteos impermeáveis de asfalto ou edifícios garagens.
Quanto a tecnologia do carro elétrico acho que estamos muito longe desta realidade, além dos painés solares serem uma tecnologia inviáel economicamente.Isso não passa de um sonho delirante.
É realmente um pouco utópico pensar nisso sem ainda termos nada… mas pode ser viável! Depende de gente interessada, somente.
Sobre as britas.. elas vão para onde? e onde serão as vagas necessárias para o grande centro de eventos que o estádio virará? Tem essa também.
Mas também acho que o ideal seria incentivar o transporte em massa. Mas do jeito q está, realmente será necessário o mega estacionamento em muitas dessas cidades… os projetos não garantem mobilidade.. não há nada visionário… no máximo alargamento de vias e construção de 1 estação de metrô para o estádio.. 1 estação não dá para nada!!! ainda mais com as linhas cumulativas que temos no Brasil
A Lilian falou uma coisa interessante. As linhas de metro no Brasil sao cumulativas. No maximo, “espicham” a linha o que coloca cada vez mais gente nos trens.
Certa vez, escrevi pro metro dizendo que seria interessante ligar o Expresso Tiradentes da Luz a Barra Funda e desta ao Bras pelo lado sul, formando uma linha circular. Disseram que nao fazia sentido. Claro, o cachorro, ops, o PITU e que faz. Ta bom.
Tambem nao vejo, proposta de linhas “ligadoras”, algo que a linha verde poderia ser pioneira ligando duas linhas de trens (os de Itapevi e Rio Grande da Serra). A linha 6, qdo sair, SE SAIR, tera o mesmo papel.
O problema dos estadios e o uso pos-copa. E a melhor solucao, no meu entender, sao unidades de ensino superior e cursos de educacao continuada. Temos falta disto.
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