Ontem, dia 12 de Setembro, aconteceu o Congresso de Segurança, realizado pela FIESP.  O intuito do evento era demonstrar técnicas  de segurança usadas em situações caóticas, como o esforço do exército brasileiro no Haiti, a experiência da África do Sul com a segurança e o combate ao terrorismo Internacional com experiência em Israel.

O General Luiz Guilherme Paul Cruz,  discursou sobre as técnicas no Haiti dando suma importância à parceria com instituições locais para que haja uma ajuda inicial, mas que depois estas instituições possam encabeçar e dar continuidade à programas sociais.

Essa questão serve de exemplo para a segurança no Brasil, que deve se organizar muito e rápido já que sediará tanto a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016. No Brasil o policiamento é muito segmentado, sendo de controle estadual e não totalmente integrado e esse é um bom ponto a ser questionado.

A palestra dada por Ben Groenewald, Major general da polícia da África do Sul e alto membro da Comissão de Segurança da Copa do Mundo 2010, tratou exclusivamente da experiência do país com o planejamento de segurança para o mega evento.  Após uma apresentação mostrando a extensa abrangência do planejamento para a Copa do Mundo 2010, questionei Groenewald sobre os inúmeros casos de furtos dentro e fora do estádio, problemas com quedas de energia no Ellis Park, greves de policiamento, furtos de bagagem em aeroportos e acesso aos jogos sem ingressos, mesmo com todo o planejamento e onde foi o erro nesse processo todo. O Major General mencionou que um dos erros da Polícia sul-africana foi o raio de 1.8Km em torno dos estádios. Além disso, culpou o Comitê local e a segurança privada por falta de treinamento adequado.

Além disso, Groenewald comentou sobre as divergências entre o policiamento local e suas legislações e as exigências da FIFA. Segundo ele, alguns requerimentos da FIFA queriam passar por cima das leis sulafricanas. O conselho que Groenewald deu, é que as exigências da organização sirvam como diretrizes, mas que mantenhamos as nossas leis. O caso com o qual exemplificou era a cerveja Budweiser que servia em garrafas de vidro, proibida nos estádios da África do Sul. Com divergências, a África do Sul, fez com que a Budweiser desenvolvesse garrafas plásticas para servir suas cervejas. O Major General também mencionou que a FIFA parece estar revisando seus requerimentos e aconselha que o Brasil se antecipe em vê-las para evitar conflitos maiores no futuro.

O Brasil ainda está em fase de estruturação em todos os sentidos e esse é um bom momento para considerar essas experiências.

Segundo o policial sul-africano, o investimento em segurança foi de 1.3 bilhões de rand (moeda sul-africana), e que metade desse orçamento foi destinado exclusivamente a equipamentos e que hoje isso permaneceu para uma luta contínua contra o crime. Já para o oficial Paul Cruz, o legado tão questionado e poder levar o policiamento nacional a outro patamar.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

Exatamente um ano antes da abertura dos jogos Olímpicos em Londres, a organização faz a comemoração entitulada #1yeartogo.

A partir de agora, passam a ser contados os dias e não anos para a cerimônia que dá início ao próximo evento. Por este motivo, uma série de comemorações foram oficializadas.

O projeto do parque aquático foi concluído em tempo e sem aumento de custos, e é motivo de orgulho de todos (Leia mais). Além disso, recentemente (8 de  junho) foi lançado o design da tocha olímpica para 2012.

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E para os que gostam de estádios, arquitetura e eventos olímpicos, foi aberta uma promoção que dará uma visita guiada ao parque olímpico. Para participar, basta acertar a resposta da pergunta: Onde será realizada a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 – London? Dentre os que acertarem o estádio correto,  será feito o sorteio. (Leia as regras aqui)

E tem mais novidade! Hoje, às 19:30 (londres) será anunciado o design das medalhas.

Para ter sempre as novidades e melhores oportunidades sobre os jogos, assine as newsletter no site oficial.

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 Brasil: um país carente de postura olímpica

5 de março de 2011 por Lilian de Oliveira | Infra-estrutura Esportiva
Um país que deseja ser sede dos Jogos Olímpicos deveria ter, em sua proposta de candidatura, um projeto de  incentivo às modalidades esportivas de forma mais abrangente. O Brasil, por exemplo, é praticamente só futebol, vôlei, vôlei de praia, basquete. Ultimamente, atletismo, ginástica olímpica e natação tem ganhado um pouco de espaço. Fato é que muitas modalidades, principalmente as consideradas individuais, sofrem com apoio, principalmente do poder público.

É por conta de um caso próximo a mim que resolvi escrever este post. O caso – na verdade um descaso – aconteceu com a lutadora de Muay Thai, Istela Nunes*. Apesar de não ser um esporte presente nas olimpíadas, representa as minorias e o descaso do poder público, da mesma forma que acontece com outras modalidades até mesmo as olímpicas.

A atleta em questão, Istela Nunes, atual campeã brasileira, e invicta há quatro anos foi, este ano, convidada a lutar o mundial de muay thai, em Bangkok, Thailândia, no próximo dia 10 de Março. No entanto, com promessas não cumpridas pelo poder público, a atleta não conseguiu o patrocínio que seria garantido caso a equipe da atleta conseguisse prorrogar o prazo para reserva de hotel e passagem aérea junto à delegação brasileira – que levará ao evento atletas amadores também. Com o prazo extendido, beirando a data da viagem, o patrocínio foi negado, impossibilitando não só a atleta de buscar o título inédito para o Brasil, como também de uma outra atleta substituir Istela para ao menos representar o país. Istela está com um preparo físico incomparável e impecável, com todos os documentos prontos e vacinas tomadas e, agora, com uma lacuna em sua carreira profissional. A delegação vai sem uma representante profissional na modalidade, pois a única verba arrecadada veio por meio de membros da academia onde treina (Strickers Mori Team, em Atibaia) e com eventos de muay thai e seria usada para a hospedagem. A equipe buscou apoio de deputado federal, vereadores da cidade, comitê olímpico e de comércio locais, divulgando a atleta em diversas mídias (impressa, escrita e televisiva). No entanto, nada significativo foi conseguido.

E não é só a questão de patrocínios, apoios aos atletas, mas também no ponto de vista de equipamentos públicos. Quantos tatames, quadras de tênis, campos de golf, rings de boxe, pistas de ciclismo públicos podemos contar? Como podemos ser um país Olímpico sem nem mesmo metade das modalidades tem incentivos para que o esporte se desenvolva. A Olimpíada serve também para um despertar de interesse na população. Mas como um interessado pode começar a treinar se não tem perspectiva de carreira ou meramente com equipamentos públicos. E não importa se são esportes considerados elitistas como tênis, esgrima, hipismo, ou mais simples como o ciclismo ou o boxe. O que importa é que o poder público no Brasil, hoje não democratiza nem trabalha por facilitar o acesso ao esporte, muito menos pelo desenvolvimento dele.
* Quem quiser conhecer a atleta, Istela Nunes, Clique aqui para ver os Highlights

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Sempre menciono o quanto concursos públicos de arquitetura proporcionam grandes projetos à sociedade. Além de grandes soluções arquitetônicas e novas idéias, um concurso público democratiza o acesso a essas obras, sem direcionismo (contrário ao que foi feito com a Copa do Mundo 2014).

Fora do Brasil é muito comum ter concursos deste tipo para grandes projetos como estádios, projetos urbanísticos e, principalmente, obras públicas. Nada mais justo, afinal, se a verba é pública, que o projeto dê a liberdade de qualquer profissional apresentar sua proposta. Assim, a melhor opção é escolhida.

O estádio em questão, é fruto de um concurso internacional  para um estádio em Marrocos e o projeto vencedor é da Scau com a ArchiDesign, com um desenvolvimento arquitetônico que traz soluções climáticas através de um jardim interno e da estrutura do revestimento/cobertura do estádio.

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Com uma capacidade de 80.000, não muito recomendável atualmente pela viabilidade financeira, foi usada a cobertura como a chave para a definições do projeto e redução no custos com a manutenção do estádio.

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A cobertura é, pela minha percepção, inspirada na arquitetura islâmica, particularmente no ‘muxarabi’, elemento muito utilizado nessa arquitetura. O leque, que circunda todo o estádio, tem suas lâminas trabalhas de forma a filtrar a iluminação natural. Essa estratégia possibilita reduções de custo com iluminação e ventilação artificial. A forma como cada uma dessas lâminas é posicionada, deixando esses espaços abertos entre uma e outra, demarca acessos no pavimento térreo e ainda permite uma ventilação natural e eficiente.

A iluminação proporcionada por essa técnica é suficiente para a criação de um jardim interno, que também ajuda a criar um ambiente menos árido, mais agradável, como um oásis. O paisagismo, no caso, também é uma forma de definir e, principalmente, destacar os acessos, facilitando a segurança também em casos de emergência.

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Outro problema comum que a cobertura resolve ou, ao menos, suaviza, é a iluminação do gramado. Geralmente, quando a cobertura quando projetada cobre toda a arquibancada (veja o corte abaixo)  , o gramado acaba sofrendo por ter uma iluminação defasada em algumas partes do campo.

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Neste caso, da mesma forma a luz natural é filtrada e permite que o gramado receba uma certa quantidade de luz – suavizando também a intensidade da sombra no campo, que ainda pode prejudicar um pouco na transmissão televisiva das partidas.

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A previsão de conclusão é para 2013, mostrando que mais uma vez, o Brasil perde oportunidades de inovar, mostrar trabalho em sustentabilidade, principalmente se essa é (ou ao menos era) a grande intenção de colocar o país como líder no setor, ditando regras, tendências e tecnologia nessa área. Vamos torcer para que alguma infra-estrutura urbana agora, que venha através da Copa, seja feita através de concursos públicos de arquitetura. Só temos bons exemplos que vieram dessa forma.

Fonte de dados e imagens:

Inhabitat

Design Boom

Eco Friend

*Leia Mais sobre o Muxarabi em artigo que escrevi para a Al Nur, gazeta árabe brasileira

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Mais de dois meses  após o término do mundial e muitos voluntários ainda não receberam seus pagamentos.

Antes de se tornar voluntário, todo candidato assina um contrato com a FIFA, onde são detalhadas as suas obrigações e compromissos e onde deixa claro tudo o que a FIFA e o comitê Local de Organização se compromete a fazer pelo voluntariado.

Depois de selecionados, os voluntários da Copa 2010, na África do Sul, recebem uma carta aos voluntários internacionais (Letter to International Volunteers). Veja imagem abaixo.

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O Stipend, onde grifei de verde, é o pagamento que cada voluntário recebe. Conforme este termo,  recebem esse ’stipend’, os voluntários que cumpriram seus turnos, independente da carga horária, recebendo R100 (rands – moeda sul-africana), equivalente a cerca de R$25,00, por dia de trabalho, ao término do evento.

Alguns voluntários internacionais receberam o pagamento ainda na África do Sul, dependendo da organização de cada cidade. E cada cidade adotou uma forma de pagamento (cartão para saque, depósito em conta ou dinheiro vivo). Na cidade de Johannesburgo, alguns receberam em dinheiro outros receberiam diretamente na conta. Os que receberam ainda em território sul-africano foram taxados em 25%. A justificativa era que todo o trabalho prestado na África do Sul, teria essa taxa a ser cobrada. No entanto, voluntários internacionais de outras cidades não tiveram essa taxa deduzida, pois, segundo a legislação sul-africana, o turista internacional recebe de volta os impostos pagos.

Os responsáveis pelo programa de voluntários do Soccer City (não é o comitê local de organização – LOC), em Johannesburg, enviaram um email geral aos internacionais com um exemplo a ser seguido para que falássemos os dias trabalhados, os valores devidos e/ou as taxas cobradas indevidamente.

Alguns dos voluntários foram taxados também nos valores de comida (não fornecida no início do trabalho voluntários) – o que é incabível – e alguns não receberam seus certificados e os “gift bags”.  Segundo a organização, os certificados foram postados semana passada.

No email com a formatação sugerida pelos responsáveis pelo voluntariado, cada reclamante deveria colocar seus dados bancários e valores e encaminhar o email aos responsáveis. Ao término, na própria sugestão continha o texto:

I sincerely hope that the above matter(s) will be addressed by 24 September 2010 as this is long overdue. Should this email go unanswered, I am willing to escalate the situation, including contacting other Organising Committee members, FIFA members and my local and international media outlets“.

Eu sinceramente espero que o requerido acima seja enviado até 24 de Setembro de 2010, já que já está muito atrasado. Se esse email não for respondido,  estarei disposta a relatar a situação, incluindo  contatar outros membros do Comitê de Organização, membros da FIFA e a minha mídia local e mídias internacionais.”

Até hoje, dia 24 de Setembro, nenhuma resposta foi dada aos voluntários que preencheram esse ‘formulário’ de reclamação e nenhum dinheiro foi depositado na conta fornecida.

Voluntários sul-africanos sofriam e protestavam com a organização sul-africana, que raramente dava informações, dizendo sempre não saber como seria pago e adiando sempre os pagamentos.

Em Agosto, foi reportado pelo site News24.com a falta de pagamento aos sul-africanos e a indignação dos mesmos. Hoje, segundo reportagem outra reportagem, o coordenador do programa de voluntários, Onke Mjo, diz que cerca de 10.000 dos 15.ooo voluntários ainda não receberam seus ’stipends’. Diz também que os voluntários internacionais já receberam o dinheiro por não ter como sacar do cartão FNB fornecido, o que, de fato, é mentira. Somente alguns receberam e sob as taxas indevidas.

A desorganização da Copa 2010, foi tamanha que nem mesmo uniforme completo alguns voluntários receberam. Além disso, nenhum voluntário recebeu luvas, como prometido, mesmo com o frio intenso. Informativos aos próprios voluntários eram disponibilizados em algumas cidades e em outras não.

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Acima, kit fornecido para voluntários em Cape Town.  Em Johannesburg, foi distribuído um guia de bolso somente.

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 Iluminação em estádios

24 de setembro de 2010 por Lilian de Oliveira | Copa do Mundo 2010, Infra-estrutura Esportiva

Sempre vemos problemas de iluminação em estádios. Não pode ocorrer uma parte pouco iluminada no campo, há uma quantidade de lux (medida) estipulada pela FIFA para a prática do esporte e há preocupações que devem ser consideradas na hora de projetar um estádio para que não haja problemas como o que vimos na África do Sul onde parte do Ellis Park, em Johannesburg, não acendia (resultando em acessos livres nas catracas, parte dos camarotes sem luz por um tempo e um dos telões desligados – foto abaixo).

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Acima, Brasil x Korea DPR, no Ellis Park, onde falha fez com que um dos telões ficasse desligado durante toda a partida. Foto por Lilian de Oliveira

Foi atrás de algumas informações mais técnicas, sobre sustentabilidade, inovações e outras questões, que entrei em contato com a Philips para saber das tecnologias e do que é mais adequado para os estádios. Quem me respondeu foi Welinfton Tardivo, Engenheiro Eletricista, do departamento de Vendas com projetos de embelezamento urbano e  áreas esportivas.

– Considerando a eficiência e a sustentabilidade, qual é o tipo mais adequado de lâmpadas para a iluminação do campo nos estádios?

RESPOSTA: as lâmpadas de vapor metálico ainda são as mais eficientes para iluminação esportiva. A PHILIPS desenvolveu para áreas esportivas o projetor Arena Vision que possui lâmpada vapor metálico com alto índice de reprodução de cores (acima de 90) e temperatura de cor luz do dia (5600 K), perfeito sistema para eventos televisionados. Além disso, esta tecnologia é a mais eficiente comparada com os demais equipamentos do mercado de iluminação de estádios e, se bem alinhada com o projeto luminotécnico, pode diminuir em grande número a quantidade de projetores a serem utilizados em um campo. Desta maneira, podemos ter menos potência instalada, consumo de energia, quantidade de cabos, disjuntores, transformadores, peso na estrutura metálica, contribuindo assim, diretamente com a sustentabilidade e eficiência energética de uma arena multiuso.

- Há algum tipo de tecnologia nova que podemos esperar encontrar ou que podemos ter barateada, no Brasil, através do uso em estádios?

RESPOSTA: Para 2014 poderemos ter um conceito chamado de PHILIPS Arena Experience. Esta é uma solução completa já integrada em iluminação esportiva, arquitetural, de efeito, de interiores, com telões de LEDs, telas digitais, TVs e displays, além da publicação de conteúdo e integração de mídia. Este conceito tem a finalidade de maximizar as fontes de renda do estádio/clube de futebol, assegurar renda de transmissão de imagem, flexibilizar o uso das dependências do estádio todos os dias do ano, aumentar o retorno dos patrocinadores através do acréscimo de produtos e serviços e gerar aos torcedores e público experiências inesquecíveis todas as vezes que estes retornam a este estádio.

- Alguns estádios tem sua iluminação externa feita com LEDs, tanto na fachada em si, como a iluminação geral de qualquer monumento. No Brasil, os LEDs ainda tem custo elevado. Há a possibilidade de ter uma queda no preço até a Copa, diminuindo assim o impacto ambiental causado por toda a iluminação?

RESPOSTA: com o aumento da demanda, o custo dos LEDs tem diminuído bastante. Só não podemos confundir qualidade e custo.

- No Brasil é feita a produção de LEDs ou toda a tecnologia é importada? Caso seja importada, há alguma previsão ou intenção de se fabricar no país? Quando?

RESPOSTA (adaptada): Adquirimos os chamados Lumileds e fabricamos as luminárias com estas fontes de luz. No Brasil, fabrica-se algumas luminárias com LEDs para interiores e para iluminação pública.

- Para iluminação interna do estádio (áreas de circulação, áreas de serviços como administração, diretoria, marketing, sanitários, etc.), qual o tipo de lâmpada mais adequado?

RESPOSTA: para esta aplicação já possuímos equipamentos em LEDs que são mais eficientes que fontes de luz fluorescentes e incandescentes que ainda são bastante utilizadas.

- Qual a tecnologia mais avançada em termos de sustentabilidade que temos hoje por todo o mundo? Há alguma possibilidade de trazer essa tecnologia para o Brasil para ser utilizada nos estádios da Copa?

RESPOSTA: o ideal é utilizarmos tecnologias mais eficientes com controle de acesso, luminosidade, integrada com outras soluções também eficientes afim de reduzir o consumo de energia e aumentar a vida útil de todo o sistema. Estas questões de sustentabilidade e eficiência energética são recomendações da FIFA para a Copa de 2014.

- Podemos ver algo novo em iluminação pública ou em estádios para a Copa 2014 ou Olimpíadas 2016? Alguma tecnologia em telões de alta definição que pode ser desenvolvida até estas datas?

RESPOSTA: Com certeza será possível termos tecnologias em LEDs para iluminação pública, ao redor dos estádios, nas áreas internas para a Copa 2014 e Rio 2016. Este tipo de tecnologia não é mais o futuro e sim o presente!!! Em relação aos painéis, a PHILIPS já é fabricante há mais de 20 anos e sem dúvida estará presente nestes eventos esportivos.

Há várias opções de posicionamento, tipos de luminárias a serem escolhidas conforme a arquitetura. A Copa 2010 foi exemplo disso. Podemos ver nas fotos abaixo as diferenças. Em Durban e Cape Town, devido à diferença arquitetônica da cobertura, o posicionamento é diferenciado. No entanto, linear, ao longo de toda a extensão. Já no Soccer City e no Ellis Park,  em Johannesburg, foram dispostas em pontos estratégicos. No Soccer city nas ‘curvas’ e centro e, no Ellis Park, no centro.

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Acima à esquerda: Moses Mabhida Stadium (Durban), foto por Antonio Beltrán. À direita, Greenpoint Stadium, (Cape Town), foto por Marcella Arcuri

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Acima, fotos do Soccer City (Johannesburg), por Natália Chacon

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Acima, foto do Ellis Park (Johannesburg)

Ainda sobre a iluminação externa do estádio (fachadas), públic, de emergência a e ainda de fluxos (direcional para acesso do público) são questões que salientarei num futuro post.

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Entre os dia 19 e 25 de Setembro acontece a edição 2010 do Homeless World Cup, evento este que elabora um campeonato de futebol com pessoas desabrigadas. Este ano 47 países estão na disputa.

O evento já passou por vários países e, finalmente, chega ao Brasil. O Rio de janeiro foi escolhido como sede em 2010, mais exatamente na praia de Copacabana.

A organização ainda está em busca de novas doações, tentando atingir £6,000.00.

Para saber mais sobre o evento, ver fotos, saber sobre como participar ou fazer doações, acesse o site oficial.

Leia mais:

Homeless World Cup – Futebol com função social

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Durante a Copa do Mundo 2010, na África do Sul, pude ver muito da organização e das expectativas perante o evento que estava sendo realizado. No entanto, agora, pouco tempo depois do término deste mundial, entrei em contato com sul-africanos – com diferentes idades e profissões – para que pudessem dar suas opiniões sobre o que esperam do mundo e de seu país após sediar a Copa. Aproveitei para perguntar, também, algumas coisas sobre os preparativos, que só questionei após algumas observações durante a realização do evento.

Pelas respostas dadas, podemos identificar não só as expectativas locais, mas os problemas sentidos pelas diferentes classes da sociedade.

Os entrevistados

Adriaan Botha - Gerente de programação em TI

Chantel Reyneke – Gerente de Projetos, Inside Living

Lydia Kristi– Gerente de Vendas, Inside Living

Nhlabathi Innocentia Gugu - diploma em secretariado e administração e cursos certificados em segurança. Trabalhou como segurança na Copa do mundo 2010 e, agora, está novamente desempregada.

Rika van  Vuuren – Designer de Interiores, Inside Living

Sudan V. Waghmare – Estudante na Universidade de Witwatersand – foi voluntário na Copa do Mundo 2010.

Gostaria de saber que mudanças em infra-estrutura você pode ver ou presenciar assim que a África do Sul foi escolhida como sede da Copa do Mundo 2010 (transporte, serviços públicos, comunicação, serviços em água e luz, segurança, etc.) ?

Adriaan, Chantel, Lydia e Rika acreditam que teve muito investimento no país e o setor mais mencionado foi o transporte. Além disso, mencionaram benefícios em serviços públicos, eletricidade, água e segurança. No entanto, Rika não tem certeza de que esses investimentos foram feitos devido à Copa do Mundo e que seriam feitos de qualquer forma.

Lydia diz que todos os investimentos tiveram efeito imediato. Ela também acredita que o transporte foi muito beneficiado, mas que o transporte público deveria ser mais acessível, mais disponível e com mais informações sobre o mesmo.

“Até os locais não tem certeza sobre quando e onde pegar o melhor transporte público para se locomover entre cidades diferentes e bairros.”

por Lydia Kristi

Innocentia, Sudan e Lydia mencionam o Gautrain (trem de alta velocidade) como um bom meio de transporte com bastante informação. No entanto, Lydia ainda acha bastante caro e, por isso, não muito acessível para muitas pessoas.

Innocentia menciona também a quantidade de empregos temporários criados.

Algumas dessas mudanças (se alguma) mudou seu estilo de vida de alguma forma? De forma positiva ou não?

Todos concordaram que os melhores benefícios foram em relação ao desenvolvimento viário. No entanto, Rika diz que “se as vias estivessem totalmente finalizadas, melhoraria bastante as viagens diárias”. Discordando de Rika, Chantel diz já ter benefícios com esses investimentos. A diminuição do tráfego, com menores fluxos e menos tempo até seus destinos foi mencionado por Adriaan e Sudan.

“A infra-estrutura viária fez de passear pela cidade de Johannesburg um prazer.”

por Adriaan Botha

“As obras causaram bastante transtorno, obrigando os moradores a pegar um caminho muito mais longo e tomando muito mais tempo”, diz Lydia. Sudan complementa dizendo que recuperou a confiança na polícia e que se sente mais seguro andando tarde da noite. Citou também, benefícios nos aeroportos, tornando-os mais convenientes.

Sobre as preocupações que vieram com a Copa do Mundo, Adriaan menciona a eletricidade que teve blackouts reduzidos dessa vez – sendo que antes, no inverno, era muito mais frequente. Já Lydia, levantou o caso da xenofobia, com ataques crescendo antes do evento e possíveis aumentos do crime e com a falta de segurança das crianças. Isso teria causado bastante preocupação na população.

Innocentia contou com uma vaga temporária como segurança no evento e foi dessa forma que a Copa do Mundo também levou pontos positivos para sua vida.

Quais são os impactos sociais que você viu em Johannesburg que aconteceram devido à Copa do Mundo?

Adriaan menciona que, com a Copa do Mundo, houve uma melhora na comunicação e melhor tolerância entre grupos com cultura diferente, unindo o país. Lydia acredita que alguns benefícios para o esporte foram garantidos, dando maior acessibilidade ao rugby e ao futebol, que antes eram bem separados. Além disso, agora os esportes são mais aceitos pelas diversas culturas do país.

Rika, por sua vez, diz que nada mudou em seu círculo social. Tanto Sudan quanto Chantel mencionaram a união dos sul-africanos. Sudan complementa salientando a criação de um grupo chamado LeadSA onde pretendiam fazer da Copa do Mundo um sucesso, permanecendo juntos como uma nação contra o crime e a corrupção. Esse grupo pedia também para que os sul-africanos mantivessem o controle, que não ultrapassassem o limite de velocidade, que não dirigissem bêbados e que não pagassem propinas. Apesar desses benefícios, Sudan acredita que economicamente não houve maiores benefícios para os pobres e necessitados.

Você viu alguma campanha contra a AIDS antes ou durante a Copa do Mundo? Se sim, o número de campanhas aumentou?

Adriaan, Chantel e Rika compartilham da idéia que as campanhas se mantiveram igual, sem crescimento algum. Já Lydia, acredita que houve um aumento nas campanhas através da TV, mas não acha que seja devido ao mundial.

Sudan já tem uma percepção um pouco diferenciada e que apesar de ter, definitivamente, muitas campanhas antes do mundial, não pode dizer que houve um crescimento. No entanto, acredita que o governo deu alguns passos extras para conscientizar os turistas para usar proteção. Sudan diz ter visto na mídia sul-africana uma estimativa de que mais de 1 bilhão de camisinhas foram disponibilizadas durante a Copa do Mundo.

Innocentia reparou em um aumento de campanhas durante os preparativos da Copa do Mundo. Foi advertido sobre como se comportar e como se proteger não só da AIDS como de outras doenças. Informativos sobre o tráfico de crianças para outros países para prostituição também foi dado à população.

Os turistas estão retornando aos seus países. Você acha que alguma coisa vai mudar para a África do Sul ou para a África como um todo por conta da atenção recebida através do evento ou você acha que os benefícios ficarão limitados ao turismo?

Lydia acredita que a África do Sul marcou o coração dos turistas e que estes voltarão para conhecer mais, não somente pelo esporte. Gostaria de acreditar que essa atenção ganhada trará benefícios não só para o turismo. Já Chantel é um pouco mais desesperançosa e acredita que será limitado ao turismo. De qualquer forma, espera que a segurança e serviços públicos continuem a crescer como prometido. Além disso, acredita que a África, bem como a África do Sul, contará com mais respeito e que ganhará um espaço no coração de todos.

Rika, Adriaan, Innocentia e Sudan acreditam em um crescimento econômico com mais negócios envolvendo o país e mais investimentos, já que o mundo teve a oportunidade de ver o potencial do país.

Tanto Sudan quanto Adriaan apostam na nova imagem dada à África e África do Sul. Adriaan diz que o mundo viu que “somos civilizados com infra-estrutura de primeiro mundo e que somos amigáveis e pessoas hospitaleiras.”

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 Gramados sintéticos

2 de setembro de 2010 por Lilian de Oliveira | Copa do Mundo 2010, Sem categoria

Foi nas vésperas da final da Libertadores que voltou com tudo a discussão sobre o gramado sintético, gramado este utilizado no ‘Volcano’ Stadium, do Chivas Guadalajara, no México. A discussão sobre o tema não passou do que se comenta sempre – queimaduras, possíveis lesões nos atletas. Por esse motivo, resolvi pesquisar um pouco mais sobre os gramados sintéticos e colocar aqui algumas informações sobre os pontos positivos, sobre as inovações do setor têxtil e características desse material. Para isso, contei com colaboração da SLC Têxtil (que me cedeu informações) e com o trabalho final de graduação de Sérgio Caciatore Filho, da FEI, que recebeu premiação no concurso italiano de inovação tecnológica, “1° Italian Textile Technology Award”.

Sistemas

Cobertos com areia ou com borracha. A areia é uma sílica específica que constitui a maior parte do peso do gramado (90%) e serve de lastro para o carpete não se movimentar sob algumas condições de clima como chuvas torrenciais ou climas muito frios ou quentes. Quando coberto com borracha, vai também, por baixo, uma pequena parcela de areia. A camada de borracha deve permanecer cerca de 3mm abaixo do comprimento total do filamento.

“Filamentos muito altos – maiores que 60 mm não mantém a borracha dentro do gramado, havendo uma dispersão do recheio para fora e para os lados. Esta dispersão ou deslocamento do recheio de borracha provoca altura irregular do campo em diferentes pontos, sendo este comportamento do gramado não aceitável dentro das normas e limites de um bom campo. A borracha deslocada também influencia na interação da bola com o campo, causando um movimento imprevisível e prejudicando a jogabilidade.

Outro problema resultante do excesso de altura do filamento é um campo excessivamente macio, fora dos padrões da FIFA, o que provoca fadiga por esforço desnecessário. A interação jogador-campo é grandemente afetada pelo abuso do recheio de borracha. O jogador precisa dispender maior energia no arranque para poder vencer a inércia, aumentada pela flexão da borracha. Além da borracha acumulada por deslocamento para os lados alterar a performance do jogador durante a corrida – em função da diferença de altura e maciez nos diversos pontos do gramado – isto também altera o comportamento e a velocidade da bola para níveis não aceitáveis e difíceis de calcular, prejudicando o drible, o passe e o chute ao gol.”

O material utilizado é o polipropileno e polietileno.

A fibra de Polipropileno (PP) é feita de material plástico, tendo como característica ser uma fibra mais “seca”. É o tipo de fibra mais usado atualmente, pois tem custo mais baixo, e um razoável rendimento nos campos de futebol.

O Polietileno (PE),é uma fibra mais “nobre”. Sua formulação avançada traz como características principais a maciez e sedosidade dos fios. Seu aspecto se assemelha muito à grama natural, sendo menos abrasiva e garantindo ao longo dos anos um melhor aspecto visual.

polipropileno e polietileno

Acima, polipropileno e polietileno

Como funciona

A instalação é feita sobre uma camada de concreto, onde há sulcos para drenagem.

camadas

Para que a grama sintética fique mais estável, dando estabilidade dimensional e mais reforço na estrutura é utilizada normalmente uma manta de poliéster. No entanto, no Brasil são poucas e pequenas empresas que produzem o material – inexpressivo perto do mercado de gramas sintéticas no Brasil, que cresceu bastante a partir da década de 90 com crescimento do setor esportivo e decorativo.

A altura dos fios está diretamente relacionada com a atividade esportiva que será praticada no gramado. Por isso, é trabalhado com os diversos tipos de altura das fibras, desde o modelo desenvolvido para a prática de futebol, considerando alturas que variam de 28mm a 60mm, até os tipos que podem ser usados em ambientes externos ou internos, como por exemplo: playgrounds, campos de golf, jardins de inverno, bordas de piscina e paisagismo em geral. Nestes casos a grama mais recomendada tem a altura de seus fios entre, 12mm, 20mm e 25mm.

Novas tecnologias

Na iniciativa tecnológica apresentada pelo Engenheiro Têltil, Sérgio Caciatore, premiado na Itália, é anexada uma manta de não-tecido* ao maquinário de Tufting (produtora da tela de grama sintética). Juntando mais uma barra de agulhagem de não-tecidos, entre as existentes na máquina de Tufting, é conseguido uma maior ancoragem à base e uma vida útil maior, ganhando maior durabilidade do produto.

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Acima, imagens do filamento anexado à manta e, ao lado, já ultrapassando a tela de polipropileno.

Vantagens

A grama sintética tem como vantagens a possibilidade de ter tratamentos antibacterianos, anti-chamas, absorção de água, resistência e volume além de cor, brilho e textura.

Referências

A grama sintética é comumente utilizada em campos de futebol society. No entanto, grandes estádios como é o caso do Omnilife ‘Volcano’ Stadium, no méxico e como o Luzhniki Stadium, na Rússia, já utilizam gramados sintéticos.

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Acima, à esquerda, a superfície pronta para o recebimento do gramado no Omnilife Stadium, Guadalajara, MX. Acima, à direita, o gramado artificial já instalado do estádio Luzhniki, na Rússia. Este estádio é candidato a sede da 2018 ou 2022.

Esta tecnologia é muito positiva no caso dos estádios que tem uma arquitetura mais parecida com os estádios europeus, onde a cobertura vai até o final das arquibancadas. Essa cobertura atrapalha no recebimento de luz solar adequado ao gramado, favorecendo o desenvolvimento de pragas.

Há quem use uma mescla de gramado natural e gramado sintético – os chamados híbridos. Na última Copa, na África do Sul, dois estádios se utilizaram da técnica.

* NBR13370 nãotecido é uma estrutura plana, flexível e porosa, constituída de véu manta de fibras ou filamentos,orientados direcionalmente ou não consolidados por processos mecânicos (fricção) e /ou químico (adesão) e /ou térmico (coesão).

Fontes:

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE GRAMA SINTÉTICA CONVENCIONAL E SUA ADAPTAÇÃO COM A MANTA DE PES – Centro universitário da FEI, Sérgio Luiz Caciatore Filho, São Bernardo do Campo, SP, 2010.

SLC Têxtil – para mais informações/dúvidas é possível entrar em contato com a empresa pelo email: vendas@slctextil.com.br

FieldTurf

Green Vision

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.

Há certo tempo, postei no meu blog Gol da Arquitetura um texto sobre o estádio do Chivas Guadalajara.  Clique aqui para ler.

estadio chivas retouchedDurante a Copa do Mundo 2010, conheci um mexicano de Guadalajara, Antonio Beltrán Rodríguez e, em uma conversa, soube mais sobre o estádio e obtive umas fotos, por ele tiradas durante a construção, e que publico aqui.

O chamado ‘volcano’ stadium, agora, pelo naming rights, é chamado de Omnilife Stadium e teve como partida inaugural um amistoso entre os donos da casa e o Manchester United. O próximo jogo foi nesta quarta, para a partida de ida da final da Libertadores, entre Chivas e Inter, onde o segundo venceu por 2×1.

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Um dos maiores questionamentos, hoje, é o gramado sintético – que na foto acima ainda não tinha sido colocado. A falta de estudos sobre o assunto é algo geralmente levantado. E é por isso que o próximo texto será sobre o gramado artificial. Acima, a esquerda, podemos ver a plataforma de concreto, pronta para receber a malha têxtil e, a direita, as poltronas dos camarotes do estádio.

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Acima, à esquerda, podemos ver no topo do anel mais baixo os espaços reservados para pessoas portadores de deficiência – legal ver dessa forma pois ao lado desses espaços, há espaços para 1 e 2 acompanhantes. À direita, detalhe da cobertura com apoio treliçado e que de fora parece quase que flutuar sobre o ‘morro ajardinado’.

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Acima, detalhe dos sanitários e dos camarotes ainda sem as poltronas.

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Acima, imagem de um dos camarotes já parcialmente finalizados. Abaixo, podemos ver as imagens iniciais do projeto – bem parecido com o que está sendo concluído.

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A parte de acesso do estádio não tem grandes problemas, pois o estádio é um pouco afastado. A esperança é que essa construção leve mais desenvolvimento para essa região.

Alguns outros detalhes do projeto podem ser vistas no site do arquiteto Jean-Marie Massaud, no site do Chivas e, brevemente, no post que elaborei em Agosto do ano passado, mencionado no início deste post.

* Todas as fotos foram gentilmente por Antonio Beltrán Rodrígues, de Guadalajara, México.

*As opiniões do blog são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Portal 2014.