O Ministério Público do Distrito Federal pediu ao governo da capital do país que anule e reveja as suas duas obras para a Copa de 2014: o novo estádio Mané Garrincha e uma linha de VLT (veículo leve sobre trilhos) que vai do aeroporto ao estádio.
Os promotores estabeleceram um prazo de 15 dias para que o governo justifique por escrito o cumprimento das suas recomendações.
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No caso do estádio, os promotores querem a redução do projeto de 68 mil lugares para 30 mil lugares, alegando que ele ficará ocioso após a Copa. Brasília projetou maior capacidade porque almeja a abertura do Mundial.
A obra tem custo estimado de R$ 692 milhões e já há um contrato assinado, com as empreiteiras Andrade Gutierrez e Via Engenharia, que promotores querem anular.
No caso do VLT, há suspeita de que a licitação de R$ 1,5 bilhão, feita na gestão do ex- -governador José Roberto Arruda, não tenha sido regular.
Segundo a Promotoria, há uma ação civil pública pedindo a nulidade da licitação e do contrato porque a Controladoria Geral da União apontou indícios de irregularidade nessa contratação.
O coordenador da Copa no Distrito Federal, Sérgio Graça, informou que já fez uma reunião com os promotores e que não pretende modificar o projeto do estádio.
"A contestação é pelo tamanho do estádio. Eles querem um estádio menor. Mas vamos mostrar que o estádio é apropriado para a cidade e, se ela disputa ser sede da abertura, não há como ter outro tamanho", afirmou.